Um filme com excelente roteiro, muito bem amarrado para contar uma história acontecida no passado durante uma revolução em Lisboa. Isso acaba mudando a vida bastante chata do Professor vivido pelo excelente Jeremy Irons. Um filme filosófico que vale a pena ser assistido.
Um filme drama e documentário de momentos vividos durante a ditadura de Salazar em Portugal. Retrata um pouco da vida de alguns personagens importantes da resistência e suas vidas românticas. O Centro da história é a vida de Amadeu Prado, médico, escritor e filósofo, que tinha uma participação na resistência e ao mesmo tempo tinha o agradecimento do comandante da polícia secreta portuguesa, o carniceiro de Lisboa, por ter salvado sua vida. O cenário principal é Lisboa, com belas paisagens e fotografia. Sendo um filme com tema português e rodado em Portugal, é estranho todos os diálogos serem em inglês, inclusive dos nativos e populares de Lisboa. Não ficou bem e poderia ser melhor. Vale apenas por curiosidade.
Um dos melhores filmes que vi nos ultimos anos.. vai para os favoritos com certeza.. uma perola.. uma obra prima.. e vou buscar o livro tb.. sim ou claro?
Por mais que seja intrigante, de uma forma até meio hipnotizadora e masoquista diante dos problemas que são recorrentes no filme, ele não se sustenta e tem umas soluções extremamente questionáveis. A começar pela maneira com que Raimund encontra o livro e começa a sentir uma verdadeira obsessão pela história do autor, totalmente inverossímil. Além disso, a situação a que ele é submetido, a da garota que tentava se matar é tão jogada de qualquer jeito no filme pra ter uma solução daquelas... preferia até que essa garota inicial ficasse no suspense. Outra: as coisas parecem tão fáceis pra Raimund que a série de coincidências a que ele é submetido em sua busca nunca convencem do lado de cá. Gosto, no entanto, da comparação que Raimund faz ao colocar sua vida frente à vida daquele escritor. É uma mensagem bonita, que se salva em meio a vários equívocos. Tecnicamente, parece filme feito pra TV, com uma montagem estranha. O que dá o tom diferente mesmo são os atores, todos muito bem. Mas claro, se ignorar o fato de todo mundo, até pessoas excessivamente comuns como donos de uma barraca que vende cigarros, na Suíça, em Portugal ou na Espanha, falarem inglês. Como já dizia Glória Perez, cá do Brasil, tem que voar. E aceitar a liberdade poética rs
Quando se fala em Jeremy Irons, sempre associamos a desempenhos soberbos, mesmo quando interpreta Raimund Gregorius, um envelhecido professor suíço de filosofia, que se deixa empolgar por um livro que casualmente caiu em suas mãos, escrito por Amadeu, um médico português que se contrapôs ao regime de ferro de Salazar.
A narrativa é bem bolada, chegando quase ao nível de um suspense dramático, no qual as coisas vão se encadeando aos poucos com leveza, mesmo assim não dá ao espectador a empolgação que o livro causou ao professor, homem contido, de pensar rígido que nem percebe o afeto de Mariana.
Num ambiente modorrento de vidas vazias e lutas inglórias, onde se culpa o Criador pelo destino cruel que contém a justiça das leis da Criação, desconhecidas da humanidade fútil. O filme quer mesmo mostrar que se uma pessoa esta aborrecida, o cigarro é o lenitivo. O lamentável é que muitas pessoas poderão acreditar nisso.
Amadeu poderia ter sido mais vibrante em sua busca do sentido da vida. Ficou muito longe de perceber que o viver de cada um decorre de sua responsabilidade por tudo o que pensa, fala e faz. A livre decisão existe, mas temos de arcar com as consequências que no passado provocamos para nos mesmos. A grande saída é a busca da Luz da Verdade.
Apesar da frágil explicação para a obsessão do professor Raimund, que o leva a querer conhecer a vida do autor do livro que ele encontrou, o mistério que permeia a história não deixa de ser envolvente e é relativamente instigante até o fim.
Confesso que me decepcionei com o resultado. O diretor pegou um livro com uma boa história, chamou atores de peso para o elenco mas não conseguiu fugir do lugar comum das tramas novelescas (traições, segredinhos,etc). O diretor Billie August já ganhou duas Palmas de Ouro em Cannes (Pelle o conquistador e As melhores intenções) e poderia ter optado por um roteiro que desse ênfase ao pano de fundo histórico que a narrativa apresenta. A interpretação de Jeremy Irons, como sempre, se sobressai. Destaque também para o suíço Bruno Ganz. Já a francesa Melanie Laurent que brilhou em Bastardos inglórios e Amor e ódio, poderia ter sido melhor aproveitada. Causa estranheza também os diálogos em ingles até com interlocutores portugueses das ruas.
absolutamente, dispensa comentários. denso, intenso, seguro, maravilhoso elenco, história que hipnotiza. vá assim mais de uma vez!!! e viaje no trem, na balsa, na busca intensa com Jeremy Irons
O grande mérito deste filme é que ele tem uma historia . E a historia prende o espectador de maneira simples e inteligente. Não é um filme com grandes atuações com exceção de J. Irons que é um ator experiente. Outro aspecto que destaco é que a historia não é contada de forma linear e os fatos que se desenvolvem e vão sendo mostrados não deixa espaço para o previsível. A historia de um professor que encontra um livro, de forma inusitada e vai em busca de respostas sobre o autor, não é algo comum. Comuns são nossas vidas e não é isso que esperamos ver em um filme. Não é um filme de ação mas consegue envolver o espectador do começo ao fim mesmo com a narrativa lenta. Boas imagens de Lisboa em bons momentos de belas imagens. A nota média dada pela imprensa está muito injusta com este ótimo filme.Ótimo programa para ver a dois .
Caso você continue navegando no AdoroCinema, você aceita o uso de cookies. Este site usa cookies para assegurar a performance de nossos serviços.
Leia nossa política de privacidade