Vingadores: Era de Ultron
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Alvaro Triano
Alvaro Triano

98 seguidores 97 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 23 de abril de 2015
Super-heróis para muitos já é um gênero no cinema, Hollywood é quem mais fatura em bilheteria nesse sentido e não é a toa que seu maior investimento é “Os Vingadores: Era de Ultron”, filme que fecha a 2ª Fase da Marvel na telona. O filme do entusiasta de Quadrinhos, Josh Whedon, não deixa a desejar no quesito estético e em aventuras colossais. De cara começa com a busca pelo cetro de Loki, cujo bastão possui a gema da mente, a trupe dos maiores heróis da terra enfrenta a artilharia da base de operações da Hydra, liderados pelo Barão de Von Strucker (Thomas Kretschmann) , que possui em seu comando Os Gêmeos Pietro e Wanda Maximoff, Mercúrio (Aaron Taylor-Johnson) e Feiticeira Scarlate (Elisabeth Olsen). Denominados de “Aprimorados”, já que a Fox é detentora dos direitos da palavra “Mutante” nos cinemas. A cena inicial é bem cartunesca em vários aspectos, lembrando muito as comics dos heróis, principalmente, quando estes se juntam em um único quadro para gerar a típica “Capa de HQ”, lindo demais.
Era de Ultron é um filme maior em escala quando comparado ao seu antecessor, pois utiliza-se de recursos narrativos que deram certo no primeiro, multiplicado a 5ª potência no segundo, além daquele humor nonsense presente em todos os filmes da Marvel. Apesar de sua grandiloquência, o longa de Whedon possui um roteiro bem amarrado no desenvolvimento de alguns personagens, como o caso do Gavião Arqueiro (Jeremy Renner), demonstrando maior preocupação por um personagem, literalmente humano, carecedor de cuidados tanto familiar quanto da equipe de super poderosos. O flerte da Viúva Negra (Scarlett Johansson) e Bruce Banner (Mark Ruffalo) também ganha corpo nessa nova aventura, favorecendo um possível isolamento do gigante esmeralda (quem sabe Planeta Hulk).
O mesmo roteiro de Whedon passa por Wakanda, terra do Pantera Negra, mostrando o grande poderio de vibranium, matéria prima utilizada pelo antagonista Ultron (James Spader) em sua evolução. A grande mente por trás disso é Ulysses klaw (Andy serkis), que virá a ser o “Garra Sônica”. O longa tem muitos momentos emblemáticos e grandiosos, um deles é o embate entre Hulk x Hulkbuster, apelidada de Verônica por Tony Stark (Robert Downey Jr), fantástico!
Sobre os novos personagens, os irmãos Maximoff, sua jornada é honesta, destaque para a Feiticeira Scarlate que rouba a cena, uma mistura de terror com sobrenatural, ficou bem legal. Mercúrio tem umas cenas interessantes, porém é difícil ser melhor que seu antecessor em “X-men: Dias de um futuro esquecido”. O vilão Ultron se mostra uma ameaça à altura, surtado em vários momentos e bem humorado, acredito que a cena dele gigante fez falta, infelizmente. O androide Visão (Paul Bettany) é outro destaque, um personagem poderoso e filosófico, será de grande ajuda na nova fase.
Segundo o enredo do filme, tudo caminha para o cisão da equipe principal, tanto que há indícios de uma nova formação nos próximos filmes da franquia, além é claro do gancho para a tão esperada “Guerra Civil”. A produção deixa à tona as divergências de ideias entre o Sentinela da liberdade (Chris Evans) e Homem de Ferro. Já o Filho de Odin (Chris Hemsworth) retorna para Asgard para investigar as Gemas do Infinito, depois das visões manipuladas pela Feiticeira, fica ai a próxima aventura do deus nórdico em “Thor Ragnarok”.
O filme é mais um Blockbuster de sucesso da Casa das Ideias.
Iago B.
Iago B.

70 seguidores 127 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 14 de maio de 2017
Uma missão difícil q vingadores 2 tinha ser melhor que o primeiro filme q e dos melhores filmes de heróis de todos! Entao ele não consegue superar, mas chegou perto, o filme é mt bom tb a intreação dos personagens está cada vez melhor, as piadas são legais, os personagens novos estão boms tirando o mercurio q tá meio inútil, mas o visão e a feiticeira e escarlate foram ótimas adições!
A ação continua sensacional! Mt boa a cena do hulj vs a hulkbuster foi épica, oq não curti mt no filme foi o vilão pra min faltou mas frofundidade e maldade mas cumpre seu papel, vingadores era de ultron e inferior q seu antecessor mas msm assim e mt bom. Nota-9/10
Mateus S.
Mateus S.

67 seguidores 36 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 23 de abril de 2015
Vingadores 2: A Era de Ultron pode ser definido como o primeiro Vingadores só que em uma escala muito mais gigantesca. O filme logo de cara mostra o que vem por aí nas duas horas seguintes: muita ação, cenas exageradas e uma ótima química entre os personagens.
Diferente do primeiro filme, esse não é tão centrado em Tony Stark (Robert Downey Jr.) mesmo que tudo aconteça em torno dele e graças a ele. Neste segundo filme há uma participação muito maior dos outros personagens e finalmente uma demonstração de liderança do lado do Capitão América. Clint Barton, o Gavião Arqueiro (Jeremy Renner) também tem uma participação muito mais significativa e finalmente o diretor Joss Whedon soube exatamente como encaixar o personagem dentro do super-grupo. A Viúva-Negra também tem uma participação muito maior do que no primeiro filme e sua história é bem explorada durante o filme, exatamente como Hulk. Thor é o que pior utilizado, já que ele possuí algumas histórias paralelas durante o filme que são um pouco confusas. Temos também alguns personagens novos: Feiticeira Escarlate (Elizabeth Olsen), digna de destaque. Além de atuar bem, a atriz convence como heroína e se encaixa super bem na história. Temos também Mercúrio (Aaron Taylor-Johnson), que mesmo estando bem, tem uma participação bem pequena e pouco relevante se comparada com a de sua irmã. E há também Visão (Paul Bettany) e o vilão Ultron (James Spader), ambos estão simplesmente maravilhosos. Visão é simplesmente a representação de esperança e ingenuidade do filme. Joss Whedon o representou com completa fidelidade e carisma. Assim que o personagem aparece, é impossível não gostar dele. Ultron também está incrível. Diferente do que muitos pensavam, o vilão não tem uma postura de "bonzão" o tempo todo. Ultron desafina enquanto fala, o que faz ele parecer mais assustador ainda e para a surpresa de muitos, ele também faz piadas (Ele é basicamente uma versão maligna de Tony Stark).
Em relação às cenas de ação, Vingadores 2 não decepciona. Joss Whedon faz um show de efeitos especiais, explosões, cambalhotas no ar, motos sendo atiradas e uma guerra sem fim entre vingadores e vários Ultrons. Além das ótimas cenas de ação características de filmes da Marvel, há também os ótimos alívios cômicos. Joss Whedon aproveitou muito bem o orçamento em ótimas cenas de ação e cenas bastante exageradas. Algo do nível de cidades flutuando, motos sendo jogadas pelo ar e também prédios explodindo a cada minuto, o que deixa tudo muito bem visualmente, mas estraga um pouco a experiência por ser repetitivo.
Infelizmente, como no primeiro filme, temos pouco Capitão América, Homem de Ferro e muito Chris Evans e Robert Downey Jr.. Algo que pode ser compreensível já que nenhum ator gosta de esconder o rosto, mas mesmo assim é impossível perguntar: "Onde está a mascara desse cara?".
Vingadores 2 é incrível. Não possui o espírito de criança do primeiro filme, mas não é tão sombrio como aparentava nos trailers, pelo contrário, piadas ainda são o ponto forte da Marvel. Joss Whedon (que agora está deixando a direção dos próximos filmes) deixa um final aberto para que os diretores de Vingadores 3 (Joe e Anthony Russo) possam fazer o que quiserem, sem se manterem presos a nada, o que é algo bom, pois deixa um mistério no ar em relação ao que ainda está por vir.
William di Souzah
William di Souzah

59 seguidores 9 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 23 de abril de 2015
Com o sucesso de 'Vingadores'(2012) ficou óbvio o desafio quase impossível que a Marvel e Disney teriam pela frente: Superar um dos maiores filmes de super-heróis de todos os tempos, e ainda deixar uma base para a próxima fase de filmes da Casa das Idéias. A cada pesquisa feita pelo mundo a fora, Era de Ultron assume o topo das listas como o blockbuster mais aguardado do ano. E isso é uma coisa boa? Bem, sim e não. A última vez que um diretor se viu em uma situação semelhante com a Marvel foi Jon Favreau em "Homem de Ferro 2"(2010), e o diretor não conseguiu repetir o feito do ótimo "Homem de Ferro"(2008).

Vingadores:Era de Ultron começa eletrizante, já com muita ação onde nossos heróis tem a missão de recuperar o Cetro de Loki que está nas mãos da Hydra. O filme não precisa apresentar os personagens, pois já foram estabelecidos no primeiro filme e em seus filmes solos. Neste início explosivo temos um plano sequência dos heróis em ação onde você tem a sensação de não estar vendo algo real, lembra um jogo de video game bem produzido, mas somente nessa cena, nada que atrapalhe o filme. Eu vou dizer que as coisas que funcionam melhor para mim neste filme são os momentos humanos. Se o primeiro filme 'Avengers' foi sobre a construção da equipe, este é sobre desmoronar a equipe.

Tony está preocupado com a criação de robôs que possam fazer o trabalho do Homem de Ferro sem o homem dentro. O problema é que nenhum dos robôs são verdadeiramente capazes de pensamento ou julgamento, de modo que não pode ser a solução permanente que Tony está procurando. Com a ajuda de Bruce Banner, ele criou um robô de manutenção da paz, Ultron. Inconvenientemente, a máquina determinou para si mesmo que o único caminho para a humanidade sobreviver é ela ser aniquilada e, assim, a oportunidade de evoluir.

James Spader, empresta sua voz a Ultron. O ator é simplesmente magistral na interpretação do vilão, dando a máquina uma mistura perturbadora de frieza e crueldade.

Há uma tonelada de material em "Era de Ultron" para os fãs de cada um dos personagens desfrutar, desde os heróis aos vilões, as brincadeiras espirituosas (aqui todos tem seus momentos cômicos, até mesmo Ultron) e interação dos personagens. O roteirista e diretor Joss Whedon mostrou que sabe lidar com um grande numero de personagens na tela. Nisso ele trabalhou melhor que o primeiro filme onde Tony Stark e Capitão América tiveram um pouco mais de destaque que o resto do grupo, mas aqui Whedon conseguiu dar a mesma importância em tela para todos eles, inclusive o Gavião Arqueiro. Até mesmo o Visão(Paul Bethany simplesmente perfeito) quando entra em cena recebe o espaço merecido no filme, protagonizando ainda a cena mais hilária do filme(tão quanto a do Hulk com Loki no primeiro filme).

Há um destino de um personagem em particular, que deve inspirar um debate animado por um tempo, e que pode ser divertido. Mas em Era de Ultron as cenas de ação podem ser desgastantes, elas não emocionam como no primeiro filme. Ao final fica clara a intenção de ser tão explosivo quanto o primeiro filme o que pode forçar os próximos filmes da Marvel adotarem uma “escala maior” para seus finais, o que pode prejudicar a história. Se o final não tem a recompensa emocional do primeiro filme, isso é também porque Whedon se estabelecera com uma tarefa quase impossível,mas é inevitável que aqueles que procuram as mesmas emoções simples como o seu antecessor vai sair do cinema um pouco decepcionado.

Não se engane... "Vingadores: Era de Ultron" é ao mesmo tempo um melhor filme e uma sequência melhor do que "Homem de Ferro 2" foi para seu antecessor, mas eu acho que é claro neste ponto que, enquanto Marvel continua a construir um grande universo cinematográfico, existem certos obstáculos que eles vão continuar a enfrentar com os filmes.

Por mais que eu admire Whedon, estou feliz que Joe e Anthony Russo, que foram responsáveis pelo melhor filme da Marvel até o momento(Capitão América:O Soldado Invernal) irão assumir as próximas duas sequências dos Vingadores (Guerra Infinita parte 1 e 2), e estou ansioso para ver o que eles irão fazer. Em "Capitão América; Soldado Invernal"(2014) ele mostraram como fazer uma sequência de histórias em quadrinhos para a frente.
Guilherme D
Guilherme D

51 seguidores 106 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 27 de setembro de 2015
Vingadores: A era de Ultron é muito interessante, o filme tem ótimas atuações, ótimas cenas de luta, ótimos efeitos especiais e excelente ritmo que não te deixa parado na poltrona
.
Leandro M.
Leandro M.

49 seguidores 79 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 23 de junho de 2015
O filme é muito bem feito, explora bem as questões de relacionamento e os riscos da inteligência artificial.
Pitacos.cinematográficos
Pitacos.cinematográficos

28 seguidores 71 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 29 de abril de 2015
Vingadores - A Era de Ultron é um excelente filme-pipoca, e que faz os que gostaram dele, ainda que não sejam fãs de quadrinhos, esperando pela sequência da história daqui um ano com Capitão América 3: A Guerra Civil, quando os super-heróis tomarão lados opostos, um liderado pelo Capitão América e outro pelo Homem de Ferro. [Leia a crítica completa no link].
Roberto O.
Roberto O.

26 seguidores 59 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 4 de maio de 2015
Vingadores: Era de Ultron não precisa de introdução. Esses personagens já foram muito bem apresentados ao longo dos últimos oito anos. Sendo assim, eles partem para a ação logo nos primeiros instantes do longa. E a sequência inicial, que mostra o ataque dos heróis a um dos quartéis generais da H.I.D.R.A. para recuperar o cetro de Loki, se por um lado parece um tanto quanto cartunesca, por outro resgata alguns enquadramentos clássicos que os fãs já estão tão acostumados a ver nas capas e páginas duplas de suas revistas em quadrinhos. É tranquilizante constatar o cuidado que a Marvel está tendo (salvo quando há questões envolvendo direitos de utilização de personagens, um assunto complexo que não convém abordar aqui), para alcançar o público formado ao mesmo tempo por assíduos leitores de HQs e por plateias que identificavam esses super-heróis apenas dos desenhos animados ou seriados da TV, além, é claro, dos que desconheciam completamente, mas após serem apresentados a eles, passaram a admirá-los.
A maneira como a personalidade de todos os integrantes da super equipe – interpretados já com tanta naturalidade por seus respectivos atores – foi desenvolvida nesta segunda aventura torna-se ainda mais surpreendente quando percebemos o zelo com que o diretor e roteirista Joss Whedon soube administrar o tempo na condução da trama, diminuindo o protagonismo de Tony Stark (que nem por isso ficou menos divertido!) e reservando um espaço maior para os demais, em meio a uma frenética história que não se permite muitas pausas. Dessa forma, podemos conhecer um pouco mais o lado humano de um dos Vingadores anteriormente relegado à condição de coadjuvante, injustiça devidamente reparada aqui, com o tratamento dado a Clint Barton, o Gavião Arqueiro (Jeremy Renner). O improvável romance insinuado entre Natasha Romanoff, a Viúva Negra (Scarlett Johansson) e Bruce Banner, o Hulk (Mark Ruffalo) é outro curioso ingrediente. E quando vemos a busca por respostas perpetrada por Thor (Chris Hemsworth) ou os devaneios de Tony Stark, o Homem de Ferro (Robert Downey Jr.) envolvendo as prováveis consequências de seus atos militaristas ‘benevolentes’, sendo confrontado verbalmente por Steve Rogers, o Capitão América (Chris Evans), não restam dúvidas de que o caminho está sendo muito bem delineado para os acontecimentos épicos que estão por vir nos próximos filmes.
Entre as novas adições ao elenco, temos os filhos de Magne... ooops, digo, os gêmeos Wanda e Pietro Maximoff, conhecidos nas HQs como Feiticeira Escarlate e Mercúrio, e aqui vividos por Elizabeth Olsen e Aaron Taylor-Johnson. Eles NÃO são mutantes, e sim ‘aprimorados’ (por conta dos já citados e controversos direitos de uso), e a despeito de surgirem no longa sem motivação aparente, em pouco tempo já assumem uma postura decisiva, após a revelação do real plano de Ultron, por mais clichê que isso possa parecer. Há até uma frase dita pelo próprio vilão reconhecendo a ridicularidade de sempre revelar o tal ‘plano infalível’. Mas o que seria do universo dos super-heróis se não houvesse essas situações sem nenhuma lógica que, contudo, atraem tantos admiradores ao redor do mundo e ao longo de tantas décadas? O humor, inclusive, é outro ponto em que o filme acerta em cheio. Quando se tem a impressão de que o clima ficou um pouco sombrio demais, logo em seguida alguém diz ou faz algo convenientemente hilário, suavizando a narrativa. Acredite, o poderoso martelo encantado de Thor propicia algumas das melhores gags do longa. O androide Visão (Paul Bettany, que nos filmes anteriores tinha utilizado apenas de sua voz para dar vida à Jarvis, o assistente digital de Stark), é outra bem-vinda adição ao time, já surgindo como uma importante peça no tabuleiro da próxima odisseia na qual os Vingadores irão se envolver nas sequencias já anunciadas para 2018 e 2019.
Por fim, quanto ao vilão que dá subtítulo ao longa, a inteligência artificial fruto de uma experiência pacifista de Tony Stark que não deu certo, ele consegue ser verdadeiramente ameaçador. Ultron, dublado por James Spader, possui um nível de vilania comparável ao dos melhores (ou piores) vilões de quadrinhos já levados ao cinema até agora. Suas atitudes no terceiro ato desencadearão eventos catastróficos cujas consequências, para alguns, poderão ser trágicas...
De quebra, cenas de ação pelas quais os fãs ansiavam por muito tempo finalmente ganham as telas com todos os ingredientes técnicos para torna-las, de fato, grandiosas, como o vertiginoso confronto entre o Hulk e o Homem de Ferro com sua armadura reforçada. Há ainda uma alucinante perseguição sobre rodas envolvendo o Capitão América e a Viúva Negra no encalço de Ultron por entre as vias expressas de Seul. E quem não gosta de ver salvamentos em filmes assim? Afinal, proteger os ‘fracos e oprimidos’ é um dos princípios básicos da ‘profissão’ de super-herói. Seja parando um trem desgovernado (sim, mais um) ou tirando pessoas de dentro de elevadores e automóveis em queda livre, este super grupo mostra pelo que vale a pena lutar.
Vingadores: Era de Ultron traz uma escala de grandiosidade ainda maior do que a vista no primeiro longa (também dirigido por Whedon), em quase todos os níveis. Se este novo episódio carece do efeito ‘novidade’ em sua atmosfera, há, contudo, o entusiasmo de acompanhar uma nova e ainda mais empolgante aventura que, além de se auto sustentar, se dá ao luxo de expor os já citados ganchos para o que virá, nos levando a crer que essa escala crescente só irá aumentar. Que venham, pois, as já anunciadas Guerra Civil e Guerra Infinita, realizando os sonhos dos mais ardorosos fãs, conquistando plateias pelo mundo e dimensionando a Marvel Studios a um nível de sucesso nunca antes imaginado, mas tornado possível graças a esses formidáveis realizadores empenhados em utilizar sabiamente a fantástica magia proporcionada pela inigualável tela do cinema.
Gabriel Vieira
Gabriel Vieira

25 seguidores 5 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 29 de abril de 2015
Três anos depois do “maior filme de super-herói de todos os tempos”, como diz a própria sinopse do longa, Vingadores Era de Ultron chega aos cinemas para fechar com chave de ouro a Fase 2 da Marvel. O universo cinematográfico da Marvel que começou em 2008 com “Homem de Ferro” segue em passos firmes rumo ao gran finale que será mostrado em Guerra Infinita, previsto para sair em 2018.

Todo o elenco do original está de volta, inclusive o diretor Joss Whedon, que também escreve o roteiro. Na trama, quando Tony Stark tenta criar um programa de inteligência artificial de paz mundial, algo dá errado e os Vingadores terão de vivenciar uma aventura global para enfrentar o vilão Ultron. Mudanças a parte em relação as HQ, o roteiro de Whedon está mais maduro, mas ainda conta com as piadas, algumas ainda desnecessárias. spoiler: O primeiro ato do filme parece um pouco apressado, pois de imediato já somos lançados a ação em Sokovia, sem nem ao menos uma explicação de como descobriram o último refúgio da HIDRA.
O surgimento do Ultron, vivido através de captura de movimento brilhantemente por James Spader, é muito rápido, de uma forma superficial que dá uma sensação que poderia ser melhor explorada.

As caras novas, os gêmeos Wanda e Pietro Maximoff, aqui chamados de Aprimorados, pois o termo “mutante” pertence a Fox, estão bem caracterizados e têm as cenas de maior impacto do longa. Também podemos perceber que a semente da Guerra Civil foi plantada, e enfim temos uma explicação mais detalhada sobre as Joias do Infinito que está presente no Universo Marvel desde Capitão América – O primeiro vingador.

Do meio em diante, Whedon acerta a mão no roteiro, e com cenas de ação emblemática, explora o psicológico dos personagens através dos poderes da Feiticeira Escarlate, revelando seus maiores temores. Ultron é bastante ameaçador, mas também incorpora o bom humor oriundo do seu criador Tony Stark, que inclusive desdém das comparações com este.

O Hulk, vivido por Mark Ruffalo, é novamente bastante humanizado na trama, e seu breve romance com a Viúva no geral não acaba convencendo muito. Interessante é o personagem Visão, vivido por Paul Bettany, um ser de coração puro capaz de um feito que nenhum dos outros Vingadores havia conseguido. Como o próprio diz, é alguém inocente, mas extremamente poderoso.

O Gavião e a Víúva Negra, os únicos Vingadores que não tiveram filme solo, tem uma participação bem maior neste filme e uma humanização necessária para maior identificação com os mesmos.

Com participações especiais, pontas soltas para o futuro, alguns deslizes no roteiro, momentos de tristeza,humor, Stan Lee e uma reciclagem no time de super-heróis, Era de Ultron chega para fechar a Fase 2 da Marvel nos cinemas e preparar terreno para a Guerra Civil que trará mudanças drásticas a Tony Stark e companhia. A Marvel segue firme e forte no seu caminho. A DC que corra atrás...

OBS.: Há apenas uma cena extra no meio dos créditos. A suposta cena do Homem-Aranha é falsa!
Gabriel E.
Gabriel E.

22 seguidores 8 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 24 de abril de 2015
Os estúdios Marvel são para muitos hoje o maior sinônimo de sucesso nos cinemas. Com números incríveis e fãs por toda parte, a produtora reviveu os filmes de heróis e colocou-os na crista da onda. Os Vingadores, filme de 2012, foi o ápice da “primeira fase” da produtora. Já amadurecidos passaram a arriscar mais, como fizeram em Guardiões da Galáxia, e parece que tudo da certo. Vingadores A Era de Ultron chega então com a missão de não deixar a bola cair, manter o mesmo nível do primeiro filme e agregar até mais fãs.

O filme é uma consequência direta do que vimos em Capitão América o Soldado Invernal. Os “restos” da S.H.I.E.L.D. lutando contra a Hydra, mas aqui somos presenciados desde o inicio com cenas lindas, que mostram o entrosamento, a sincronia e a intimidade do grupo, que notadamente evoluiu desde o primeiro filme. Os Vingadores são quase venerados pelo mundo inteiro e de certa forma há um esgotamento. Eles querem não ser mais necessários.

A partir de então Tony Stark busca uma forma de proteger o mundo, para então puder descansar. Eis que surgi Ultron, um robô que tem como única missão trazer paz ao nosso mundo. O conflito se inicia quando a única solução encontrada por ele é aniquilar a vida humana. Algo clichê, assim como muita coisa do roteiro, que segue a mesma fórmula do primeiro filme.

A tentativa de manter essa fórmula se percebe ainda em outros aspectos: a ameça da destruição humana, o momento em que os Vingadores se veêm derrotados e resolvem arriscar suas vidas, o discurso de “vamos permanecer unidos apesar de tudo”. Os únicos elementos que o filme acrescenta, e faz com grande estilo, são os questionamentos a cerca da verdadeira necessidade de vigilantes, e um envolvimento maior de alguns personagens secundários.

Quanto ao primeiro ponto, esse sim é o maior forte do filme. De início, os personagens são apresentados como verdadeiros salvadores da pátria, como se sem eles nada existisse. Eis que surge então Ultron, como uma dúvida para a cabeça de quem tinha essa certeza. De que vale o heroísmo se eu mato, destruo, e exponho as falhas morais de um povo? Essa é a pergunta que o vilão deixa no ar, e que serve de reflexão para os Vingadores.

Quanto ao segundo ponto, esse serve para atrair os fãs. Quem diria que o Gavião tinha uma família? Esse é só mais um dos segredos que de fato não sabemos, e nem percebemos isso. O romance entre Natasha e Banner também nos conquista, seja pelo carisma que os dois atores tem de sobra, seja pelo jeito que acontece (entre piadas e piadas..), seja pela releitura de um romance universal de bela e fera.

Vingadores 2 é uma continuação crescida do primeiro filme. Um sucesso incondicional da sétima arte. Apesar de não ousar, e continuar com o mesmo esquema do primeiro, mostra a marca da Marvel, com brincadeirinhas e carisma que todos os seus filmes vem demonstrando.
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