O Jogo Da Imitação
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4,5
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236 Críticas do usuário

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Diogo R.
Diogo R.

20 seguidores 35 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 15 de fevereiro de 2015
"O jogo da imitação" é um ótimo filme. Torna-se memorável mais pela notícia histórica que gera do que pela obra em si. É como se fosse uma boa fruta espremida para virar suco: ainda que espremida ao máximo, tornar-se-á apenas um bom suco, mas não um suco memorável. O filme tem um bom enredo, que é muitíssimo bem aproveitado, mas não ficará para a posteridade - ao menos não pela sua indiscutível qualidade técnica.
O início destoa um pouco do resto do filme, exagerando na introdução. Quando começa, porém, um sério receio não se concretiza. O roteiro opta por dividir a história em três partes: antes da 2ª Guerra, durante e depois. Um risco calculado, mas muito perigoso, pois a chance de dividir um plot em três para correrem concomitantemente gerando confusão no expectador é gigantesca. Em outras palavras, ao tripartir a história, corre o risco de se tornar confuso - ou pior, deixar o expectador perdido e sem entender nada. Risco não concretizado, daí o brilhantismo do roteiro adaptado (que concorre ao Oscar) e a competência da direção (idem). Na verdade, a tripartição da história é tão genial que não apenas não a prejudica como agrega à obra como um todo. Um detalhe sutil (quem assiste provavelmente nem percebe) que fez toda a diferença. Isso sem contar pregos já martelados, como 2ª Guerra e homossexualidade, utilizados como pano de fundo e que se tornam, também, elementos que incrementam a história. Palmas aos responsáveis.
Houve também a indicação ao Oscar de melhor: edição, trilha sonora e design de produção. A edição está conectada com a questão do roteiro já citada, é, realmente, extraordinária. A trilha sonora, porém, é sutil demais para uma premiação tão importante. O design de produção é tímido, porém, extremamente charmoso. Típico de um filme de época bem conduzido. Grande chance de vencer.
Por fim, a atuação. Benedict Cumberbatch vive o protagonista Alan Turing. Impressionante como o ator se dá bem com personagens arrogantes! Cumberbatch já tem uma carreira (ainda que curta) elogiada, a indicação apenas cristaliza os elogios merecidos que ele recebe. A estatueta, no entanto, deve ficar com Eddie Redmayne ou Michael Keaton - não que Cumberbatch esteja ruim, muito pelo contrário, está, como costumeiro, muito bom... mas os outros foram superiores, e o prêmio é comparativo. Keira Knightley concorre a melhor atriz coadjuvante. Outra indicação merecida, apesar de surpreendente. A carreira de Knightley é de qualidade questionável, com vários filmes ruins e atuações péssimas. Desta vez, se redimindo, ela interpreta com qualidade digna dos elogios que tem recebido (que assim continue).
"O jogo da imitação", reitero, é um ótimo filme. Não entra para a história por faltar um quê de magnífico - não obstante a indicação a melhor filme. Mas vale os minutos de glória que tem recebido.
Leonardo d.
Leonardo d.

18 seguidores 73 críticas Seguir usuário

2,0
Enviada em 2 de abril de 2015
Não se deixe enganar pelo início que promete a história de um homem controverso e polêmico, que vai suscitar grandes discussões no fim da sessão: o que se vê a seguir é uma trama capenga, manjada e acadêmica (as cenas do teste de Keira Knightley, do apoio do grupo de matemáticos quando o protagonista está prestes a ser demitido e do pedido de casamento seguem a cartilha do cinema enlatado). Benedict Cumberbatch é muito bom ator, mas seu gênio incompreendido que tem cara de retardado traz um humor nonsense e previsível que é atraente no início mas não tem força para seguir nessa toada até o fim. O roteiro, por sua vez, é artificial porque transparece seu esforço de deixar tudo redondo, com o método de repetir diálogos em contextos diversos para soar irônico e perspicaz. No interrogatório com o investigador de polícia, o protagonista explica seu jogo da imitação, em que um dos "jogadores" deve descobrir se o interlocutor é um homem ou uma máquina. A proposta não deixa de ser interessante, uma vez que acende no espectador a desconfiança de que o filme tenha sido concebido por uma máquina, devidamente programada e ajustada, sem muito lampejo de originalidade que só os gênios humanos são capazes de fornecer.
Eduardo Buss
Eduardo Buss

17 seguidores 87 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 10 de junho de 2018
O filme é uma biografia de uma grande história, então não tem como ser ruim.
Gostei muito mesmo, as atuações estavam boas, tudo estava bom!
Apenas acho que o filme deveria explicar mais como ocorreu a decifração matemática e enigmática das mensagens, nisso o filme é muito superficial, e fiquei extremamente desapontado com isto, já que eu, amante de matemática, procurei o filme justamente pensando que teria uma aprofundação nisto, mas de resto tudo certo!
Jc V.
Jc V.

17 seguidores 60 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 11 de agosto de 2017
O nome do filme "o jogo da imitação" diz respeito à alegoria proposta por Turing para provar se as máquinas poderiam pensar, o chamado "Teste Turing". Nesse "jogo" uma máquina deveria fingir ser um humano para enganar um júri humano, caso a máquina tivesse êxito estaria "provado" que ela pensa tal qual um homem. Ou seja, a natureza deste jogo é a enganação, atuação, é proteger seu segredo à todo custo afim de ser incorporado pela sociedade. Este é o jogo da vida, principalmente a vida de Alan Turing.
Homossexual numa era extremamente intolerante, só restava a ele a imitação como camuflagem. "Mais difícil de que descobrir um segredo é mante-lo" diz uma fala no longa. Mestre em descobrir o segredo dos outros, o personagem principal é um prisioneiro de seu próprio disfarce, incapaz de se aproximar dos demais, pois quanto mais próximo, mais vulnerável ele estava. A analogia entre a criptografia, a computação e o preconceito é algo não menos do que genial.
O defeito da narrativa se dá quando esta analogia é exacerbada a pontos extremos demais, como a doentia relação de Turing com seu computador, nomeado tal qual seu ex-namorado. Quando o filme foca na "loucura" do protagonista ele perde verossimilhança, destoando do resto da narrativa.Fora isso, é perfeito.
Leandro C.
Leandro C.

13 seguidores 24 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 15 de fevereiro de 2015
Eu gostei de conhecer a história do filme. A condução do enredo foi boa. realmente o Sr. Turing teve uma vida muito sofrida,mas conseguiu fazer Grandes realizações.
Daniel W.
Daniel W.

52 seguidores 111 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 20 de junho de 2015
não é um filme que intriga de incio ao fim mais só e alguns momentos do fim uma pela cineografia de alan turing
Rodrigo R.
Rodrigo R.

17 seguidores 27 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 27 de março de 2015
Uma história conhecida por poucos! Enredo e roteiro magistrais! Um filme que fica guardado na memória! Um pedaço importante da história sendo resgatada
I don't know .
I don't know .

68 seguidores 112 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 22 de setembro de 2015
Um dos melhores filmes que já vi, assisti ele 5 vezes e todas as vezes me emocionei, filme genial.
Pitacos.cinematográficos
Pitacos.cinematográficos

28 seguidores 71 críticas Seguir usuário

2,5
Enviada em 20 de fevereiro de 2015
Imitando os clichês

O Jogo da Imitação, concorrendo a 8 categorias na premiação do Oscar 2015, é um dos filmes com maior número de indicações, ficando somente atrás de O Grande Hotel Budapeste e Birdman, com 9. E se destaca nas principais categorias, tendo sido indicado aos prêmios de filme, diretor, roteiro adaptado, ator principal e atriz coadjuvante. Excetuando a de ator principal, não deveria ser indicado a nenhuma outra categoria.

O filme conta a história real do brilhante matemático Alan Turing, pai de um equipamento que já foi chamado de "máquina de Turing", o qual hoje chamamos de computador. Porém, não é diretamente sobre o desenvolvimento da máquina que trata o filme, mas de sua contribuição na quebra do código criptográfico usado pelos alemães na Segunda Guerra Mundial, com as famosas máquinas Enigma.

O enredo é contado através de três narrativas paralelas. Uma que se passa na adolescência de Turing, outra durante a Segunda Guerra e a última alguns anos após a guerra, quando o protagonista é preso suspeito de traição.

Percebe-se assim que a história de Turing é interessante e que merece ser contada. Mas faltaram pessoas competentes para escrevê-la e para dirigi-la.

O roteiro parece ter sido tirado de um exercício de curso de roteiristas. Extremamente previsível, cheio de clichês e com piadinhas manjadas. A frase que diz que às vezes uma pessoa improvável se torna a pessoa a fazer a diferença foi repetida por 3 vezes no filme, inclusive no final, forçando um didatismo irritante. Do mesmo modo a tentativa da construção heróica da figura de Turing, uma pessoa extremamente arrogante e desagradável, que muito lembra a personagem Sheldon da série The Big Bang Theory. Também incomoda um pieguismo exagerado ao mostrar que as decisões tomadas para decifrar os códigos nazistas irão matar pessoas.

Outro destaque negativo é a tentativa de tornar Turing um suposto ativista da luta gay, tendo em vista que ele foi preso sob a acusação de "imoralidade", ou seja, por ter tido relações sexuais com outro homem. Obviamente um processo criminal por conta da orientação sexual de um sujeito é uma aberração, não só hoje, como em qualquer época. Turing foi apenas mais um entre muitos presos por conta dessa legislação vergonhosa. Não se questiona o interesse de tal história, mas a maneira como é inserida no roteiro a faz parecer uma nota de rodapé inserida de última hora por um ativista anti-homofobia que quis destacar o papel do protagonista na luta pela liberdade.

A direção, tal como o roteiro, é bem quadrada, sem nada de criativo em relação à fotografia, efeitos especiais ou direção de atores. Falta ainda alguma tensão que prenda o espectador na poltrona, querendo ver o filme. E a direção conta ainda com mais um amontado de clichês, como as mais que batidas cenas de Londres sendo bombardeada pelos alemães, as ruas destruídas e as pessoas se abrigando nas estações de metrô durante à noite, lugar comum em qualquer produção sobre a cidade durante a Segunda Guerra Mundial.

A atuação do protagonista, Benedict Cumberbatch talvez seja a única coisa digna de registro. Ele está muito bem no papel, tentando mostrar alguma complexidade de sentimentos através de um homem que sempre tinha a mesma expressão de fixação. Keira Knightley é uma grande atriz, mas neste filme entrega um trabalho apenas razoável, inferior a outros anteriores, como Orgulho e Preconceito ou Desejo e Reparação.

De todo modo, não é um filme ruim. Não é bom, mas também não é ruim. O que incomoda é a profunda falta de criatividade. Não que todos os filmes que já concorreram ao Oscar sejam obras primas, mas os indicados deveriam ser produções acima da média, o que, definitivamente, não é o caso de O Jogo da Imitação.
Andre S.
Andre S.

16 seguidores 12 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 28 de janeiro de 2015
Bom, por onde começar..O filme é ótimo ,como a própria nota dada a ele por mim diz, porém não merece 5 estrelas. Apesar do longa-metragem contar com excelente história, elenco e atuação não fica muito claro qual é a linha do tempo, em alguns momentos me perdia no andamento da história, não sabendo se aquele acontecimento se passava antes, depois ou no presente.
No entanto, apesar dos contras, Benedict Cumberbatch (Alan Turing) me fez acreditar que seu personagem era um gênio extraordinário apesar de seus problemas pessoais, não conheço a história verdadeira mas o filme já da uma boa ideia.
Espero que o diretor, os atores e atrizes, a equipe e o próprio filme sejam reconhecidos justamente. Pois é ótimo e em nenhum momento se perde "animação" de assistir.
Pois é, quem sabe uma estatueta??
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