Foxcatcher - Uma História que Chocou o Mundo
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3,8
570 notas

66 Críticas do usuário

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anônimo
Um visitante
4,0
Enviada em 25 de janeiro de 2016
Nascido em 22 novembro de 1938, John Eleuthere du Pont foi um dos descendentes de E. I. du Pont, que em 1802 construiu fábricas de pólvora em Delaware, que se transformaram na gigante empresa química da família posteriormente. Du Pont sempre levou um estilo de vida luxuoso e excêntrico. Ele construiu o Museu Delaware de História Natural para abrigar suas coleções de mais 66 mil aves. E na sua propriedade de 800 hectares, construiu um centro de treinamento de aproximadamente 600 mil dólares para atletas, nadadores e lutadores, que competiram sob seu patrocínio como “Team Foxcatcher”. Du Pont era um grande amante do esporte Olímpico.

Um ex-atleta olímpico que o conhecia desde a infância, disse uma vez que a personalidade de du Pont crescia cada vez mais de forma errática, após uma série de incidentes que ocorreram em sequência: um acidente automobilístico que praticamente restringiu sua vida como esportista, um casamento que falhou e durou pouco e a morte de sua mãe, Jean Austin du Pont, tradicionalista e que não aprovava o gosto do filho pelo wrestling.

Bennett Miller, vencedor de Melhor Diretor em Cannes, constrói Foxcatcher no sentido mais “literal” do drama, definido por Aristóteles: a tragédia. Talvez a principal idiossincrasia do diretor – especialista em biografias, como “Capote” (2005) e “O Homem Que Mudou o Jogo” (2011) - seja seu ritmo lento e de incerteza quanto ao futuro das suas tramas. Isto rendeu ao filme o prêmio de Distinção Especial do Independent Spirit Awards, por sua “singularidade de visão, honestidade de direção e roteiro, atuações soberbas e de realização em todos os níveis do cinema”. A homenagem será feita na cerimônia da premiação, no dia 21 de fevereiro.

Questionado na época sobre a escolha de Steve Carrell (Indicado ao Oscar) para o papel principal, Miller respondeu: “Eu penso que todo comediante tem um lado sombrio”. Se analisarmos os fatos, Miller foi o divisor de águas na carreira de Philip Seymour Hoffman, que antes de Capote – pelo qual o ator ganhou seu único Oscar em quatro indicações – era tido como um coadjuvante, muitas vezes usado como um alívio cômico para a narrativa. Outra prova disto foi a surpreendente primeira indicação ao Oscar de Jonah Hill, em O Homem que Mudou o Jogo.

Esta é a segunda indicação ao Oscar de Miller como diretor, inclusive uma das raras indicações em que o diretor é lembrado e o filme fica de fora da premiação. Um grande diretor de elenco como ele não obtém resultados por acaso. Channing Tatum e Mark Ruffalo (Indicado ao Oscar) chegaram a chorar após os exaustivos treinos e Tatum, inclusive - na cena do espelho - estava tão imerso no papel de Mark Schultz que quebrou o espelho de verdade e cortou a testa, em um gesto tão intenso, mas que não estava no roteiro. Há quem diga que Miller chegou para Carrell em uma das cenas mais sombrias e o mandou escrever em um papel a coisa que mais odeia sobre si mesmo e guardar no bolso, para se lembrar de ter aquilo consigo durante toda a cena. Posteriormente, Miller disse que aquela foi sua cena favorita do filme.
Miller subverte um pouco o gênero por não utilizar elementos geralmente essenciais para filmes desta “natureza”: aqui não há superação, nem heroísmo, tampouco uma grande descoberta interior do protagonista. Estamos diante de um dilema moral, uma reversão da sua fortuna por meio de um erro cometido por ele mesmo, a ambição fora de controle. Se o personagem não aprende a lição, nós, espectadores, somos capazes de nos comover com a situação, mesmo sem derramar uma lágrima.

É claro que, ao optar por uma adaptação mais “fiel” dos fatos, Miller transformou Foxcatcher em uma obra insensível e de certo modo, sem vida. Mas não apática e desinteressante, como algumas pessoas rotularam o filme. O personagem de du Pont não era um psicopata/sociopata comum. Ele queria ser admirado de verdade. Ele sofria de um complexo de necessidade de realização de algo grandioso. Seu império fora herdado. Seu museu de aves raras era uma realização muito pessoal, que não surtia nas pessoas a admiração que ele esperava. Sua mãe não apoiava seu esforço olímpico. E nisso Carrell conseguiu transpor, de forma muito mais dramática, um dilema que outro personagem seu – Michael Scott, da série The Office – sofria: a necessidade de ser amado. A verdade é que du Pont sofria de uma espécie de crise “cognitivo-comportamental” e não teve um amigo de verdade ou uma pessoa que se preocupasse com seu estado mental para procurar um tratamento adequado.

E o resultado de tudo isso é “Foxcatcher: Uma História que Chocou o Mundo”. Muito bem dirigido e atuado, como já foi dito, com mais um ótimo roteiro de Dan Futterman (2 indicações ao Oscar) e E. Max Frye (primeira indicação), e com excelentes efeitos especiais e de maquiagem (indicada ao Oscar). Ao despertar um sentimento de constrangimento e incômodo no espectador, somado ao desejo e frustração dos personagens, bem como a solidão de du Pont prestes a explodir através da violência, Foxcatcher merece ser visto graças ao esforço fantástico de todo o elenco e equipe para entregar um filme simples, porém plausível e chocante.
Sandro P.
Sandro P.

7.487 seguidores 572 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 7 de dezembro de 2015
Gostei bastante do filme! A história é muito boa e as atuações excelentes, principalmente o irreconhecível Steve Carell com uma atuação magnifica. Recomendo!!!
João Victor T.
João Victor T.

6 seguidores 52 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 27 de novembro de 2015
Excelente filme, ótima atuação dos atores muito bom mesmo o filme.
ClaraFreesky
ClaraFreesky

65 seguidores 93 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 13 de novembro de 2015
Este é um filme parado, sem muita ação e sem muitos diálogos elaborados. Mas o ponto é que o filme só funciona desta forma. O clima tenso e silencioso procura refletir a personalidade das personagens e como elas se relacionam, e não transmitiria isso se fosse sobrecarregado de diálogos.
Gostei do rumo que a história toma, onde conflitos silenciosos se formam e o espectador fica intrigado imaginando como tudo irá terminar, e o término chega a surpreender por vir tão subitamente.
Admito que o filme pode entediar pelo clima parado, mas não chega a ser maçante.
Também trata do ego e patriotismo americano que às vezes chegam a ser pretensiosos e exagerados, e da busca incessante pela vitória.
Boa direção, boas atuações e uma história intrigante. Recomendo.
Neto S.
Neto S.

30.592 seguidores 773 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 1 de outubro de 2015
Campeão olímpico de luta greco-romana, Mark Schultz (Channing Tatum) sempre treinou com seu irmão mais velho, David (Mark Ruffalo), que é também uma lenda no esporte. Até que, um dia, recebe um convite para visitar o milionário John du Pont (Steve Carell) em sua mansão. Apaixonado pelo esporte, du Pont oferece a Mark que entre em sua própria equipe, a Foxcatcher, onde teria todas as condições necessárias para se aprimorar. Atraído pelo salário e as condições de vida oferecidas, Mark aceita a proposta e, assim, se muda para uma casa na propriedade do milionário. Aos poucos eles se tornam amigos, mas a difícil personalidade de du Pont faz com que Mark acabe seguindo uma trilha perigosa para um atleta. Foxcatcher e um bom Filme , Tem Excelentes Atuaçoes de Channing Tatum , Mark Ruffalo e Steve Carrel , Bom Nota 8.0
Daniel W.
Daniel W.

54 seguidores 111 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 26 de junho de 2015
um filme que no trailer parecia melhor mais quanto se assitir não tem essa sessação o filme e grande em que não prede muito o telespectador mais atuações do filme salva o filme como atuação de steven carell com certeza a melhor de sua carreia e uma atuação boa de mark ruffalo e channig tatum um da melhor de sua carreia maquiagem bastande pesa e stven carrel mais um final incrivel
Geovanne R
Geovanne R

83 seguidores 113 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 25 de junho de 2015
Esse é um filme de atuações, se for só pelas atuações a nota certamente seria cinco, Mais como não é! A obra num todo e longa cansativa quase dormir e vários momentos, São poucos os momentos em que o expectador fica vidrado concentrado na trama, ao menos essa foi a sensação que tive! Agora com relação as atuações, são todas impecáveis gostei da trilha sonora tem tudo a ver com cada momento! Só ficou mesmo meio chato comprido sem tanta objetividade
Roberta A.
Roberta A.

3 seguidores 13 críticas Seguir usuário

2,5
Enviada em 5 de junho de 2015
A história é interessante, mas acho que faltou dinamismo. O roteirista se preocupou em insinuar para não abordar diretamente certos fatos, mas ficou sutil demais, parece que tem um desconforto no ar mas não fica claro o porquê e o filme fica pesado. Se vc quer se divertir não assista.
Leandro V.
Leandro V.

1 seguidor 8 críticas Seguir usuário

2,5
Enviada em 21 de maio de 2015
Filme no mínimo "estranho". Um homossexual enrustido, frustrado, carente e cheio da grana que se achava o rei da cocada "branca". Um curta de 15 minutos matava a charada.
Adriano B.
Adriano B.

1 crítica Seguir usuário

1,0
Enviada em 21 de maio de 2015
O Sr. Juarez Vilaca foi até generoso em sua nota e crítica sobre esse filme.
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