Victor Frankenstein
Média
3,5
673 notas

46 Críticas do usuário

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Simone C.
Simone C.

32 seguidores 29 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 21 de fevereiro de 2016
Victor Frankenstein foi lançado em Novembro 2015 nos EUA e chegou ao Brasil no inicio de 2016 . É uma obra inspirada no romance , então não se prendeu a obrigatoriedade de ser fiel ao original , optou por manter a base da história do medico louco que deseja criar vida pós morte , mas na liberdade da adaptação acabou dando uma participação maior ao assistente , tão injustiçado em todas as versões de Frankenstein. Sob a regência de Paul McGuigan no roteiro de Max Landis,finalmente houve destaque para o assistente IGOR aqui interpretado por Daniel Radcliffe. Mas no desenvolver do filme , tive a sensação de que a obra foi filmada para falar da relação entre o assistente Igor e o Medico cientista Victor Frankenstein, interpretado por James McAvoy , pouco destaque foi dado ao que rege a trama ....o monstro , Prometheus ( Guillaume Delaunay ) a criação !!!!

Com uma direção de arte , figurinos muito bem cuidados , a fotografia é ótima , muito boa mesmo , a ambientação fiel a trama na sombria e suja Londres de 1800 onde foi mantido os tons escuros de vestuário e cenas , que são característicos desse tipo de romance e ajudam na dramatização, em algumas cenas a figura de Lorelei (Jessica Brown Findlay) apareceu em vermelho dando um belíssimo contraste com o quase monocromático a seu redor, achei bela a fotografia.
A historia me deixou com a impressão de que foi contada às pressas , tudo rápido demais , um filme mais longo pelos menos 20 minutos talvez daria a pausa exata , é apenas o que acho ... Merecia mais enredo.

Muitas personagens foram inseridas nessa adaptação o que achei fantástico, povoou mais a história e amarrou bem todos entre si, mas como disse ficou muito focado entre o que acontecia com Victor e Igor e não o foco sobre o trabalho e criação que eles fariam. Mesmo que o Igor tenha ganhado uma identidade e personalidade maior nessa adaptação, ele é o assistente, o criador sempre será o Dr Victor. Que me pareceu um pouco frágil nessa versão e menos sádico, amoral , louco do que de fato era. A coisa moderna da humanização de vilões de contos de terror às vezes me chateia, fizeram isso com Drácula , até com a Malévola ... Por favor , deixem meus vilões serem vilões , do contrario o mundo das fabulas será só de heróis e heróis injustiçados rs rs rs .... O Inspetor meio doido que confunde crimes com heresias foi bem interpretado pelo Andrew Scott , e cá entre nós, gostei do seu destino final....

O final romântico ( não vou contar ) mas não gostei 100% , esperava mais .
Sou muito fã desse conto do Dr. Frankenstein. E me preocupo com adaptações fazerem as novas gerações não conhecerem o romance de fato, mas na soma de prosa e contras, curti o filme , adorei a fotografia , achei as locações tops , figurinos bem cuidados , direção show !

RECOMENDO com 7 estrelas numa classificação de 10!!!!!!
Geovanne R
Geovanne R

81 seguidores 113 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 28 de novembro de 2015
Bom! Não conheço a história original, então não sei dizer se esse filme foi ou não fiel ao livro. Mais enfim, Victor Frankenstein segue seu próprio ritmo, com um excelente figurino de época, nada que se compare a Colina escarlate de Guilherme Del Touro. Mais bom! Excelente atuação de James McAvoy é seu cúmplice/sócio Daniel Radcliffe.
No que diz respeito ao desenrolar da história, tudo é bem confuso, primeiro Igor não aceita os métodos de seu mentor, daí mais tarde ele coloca a mão na massa e o ajuda, aí mais tarde de novo ele se volta contra, aí novamente volta pra tentar impedir Victor de concluir sua criação. Por outro lado Victor começa calmo e centrado, aos poucos vai perdendo a linha, até aí e compreensível, o que não dá pra engolir, e a sua motivação pra criar vida depois da morte, ele usa o sentimento de culpa da morte de seu irmão pra tentar trazer dos mortos um és inquilino viciado, na esperança de seu irmão esteja de alguma maneira ali naquele mostro, além de ser confuso e totalmente sem lógica. Não fica bem explicado quem é esse inquilino e esse irmão dele.
Mais fora isso, não sobra quase nada de bom, Brincadeirinha kkk
E filme e bom, o mostro e realmente sinistro e sem sentimento algum, só que ele morre, como?
Se o objetivo era criar uma franquia como podem matar justo o primeiro dos muitos personagens.
Seria como matar Tony Stark da franquia vingadores.
Victor Frankenstein ficou devendo, agora é esperar a
Múmia.
Ricardo M.
Ricardo M.

13.444 seguidores 697 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 6 de março de 2016
Frank, ok!

Longe da pretensão de ser fiel ao seu clássico literário é um argumento que sustenta a liberdade criativa de diversos diretores. Tudo isso na tentativa de criar algo fora de linearidade já conhecida pelo público, realçando elementos dentro de um contexto já formulado.

No caso no filme Victor Frankenstein, visualizamos logo no começo a proposta do diretor Paul McGuigan em aproveitar o universo de Mary Shelley de maneira mais ousada do que formulaica. Um corcunda de circo de nome Igor (Daniel Radcliffe) é encontrado por Victor Frankenstein (James McAvoy) após um acidente envolvendo uma malabarista, ao visualizar a perspicácia com que Igor identifica a fratura sofrida pela recém acidentada Lorelei (Jessica Brown Findlay), Victor identifica no rapaz potencial na ciência e ajuda-o a fugir para ganhar vida nova.

A empreitada da dupla é justamente a criação de um ser fazendo uso do conceito idealizado originalmente, ou seja, vida após a morte. Embora a cortina de retalhos da trama se desenvolva com base nisso, o filme tem certa dificuldade em conquistar simpatia, já que as investidas de Victor soam mais como brincadeiras de cientista maluco, não como um estudo enriquecedor da classe.

Funcionando como protagonista, Igor passa por uma mudança física logo nos primeiros 20min que chama bastante atenção pela atuação do ator, já que ele possui trejeitos e uma forma de caminhar que é estranha e dificultada por uma enorme montanha alojada em suas costas. Um notável esforço físico de Radcliff.

A partir daí, acompanhamos diversas situações em que Victor tenta convencer as pessoas de sua obra, mas sempre relegado ao posto de maluco; inclusive como deturpador do conceito de criação proposto pela igreja. James McAvoy entrega uma interpretação bem pitoresca, fazendo jus ao personagem que crê estar a frente de seu tempo.

Com uma ambientação bem dark, fazendo uso de uma bela fotografia acinzentada e envolvendo diversas reviravoltas ao longo do roteiro que mais servem para atrair o público do que narrar um boa história, VICTOR FRANKSTEIN peca por ameaçar ser muito ousado e pouco optar pela ideia da criação da vida, proposta da obra máxima de Mary Shelley.
Alvaro Triano
Alvaro Triano

98 seguidores 97 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 27 de novembro de 2015
As adaptações cinematográficas do conto de Mary Shelley sobre o Frankenstein, realmente, não tem fim. Essa nova adaptação dirigida pelo bom Paul McGuigan (Paixão à Flor da Pele, Xeque- Mate e Heróis) demonstra a necessidade do cinema em se reinventar a cada filme do monstro, de forma que, essa nova narrativa é mais embasada na intelectualidade ou loucura dos protagonistas do que no monstro. Não é a toa que o Victor Frankenstein de James McAvoy é um estudioso de medicina que vem de uma família de médicos respeitados, porém uma tragédia na sua família o leva para o lado da obsessão pela criação, criar vida daquilo que está morto, começando com pequenos experimentos (restos de animais), ele recruta Igor (Daniel Radcliffe), um palhaço de circo corcunda que por sinal, também é autodidata nas ciências da medicina, este parte na jornada de servir a Frankenstein em suas experiências nada ortodoxas. A produção bate muito na tecla de criação x criador, sempre enfatizando a relação da ciência com a religião e suas consequências por parte da sociedade da época. O longa de McGuigan se passa através dos olhos de Igor, utilizando paulatinamente o recurso de Voz Over para narrar as aventuras de seu mentor. É bem interessante os recursos usados pelo diretor como a anatomia em raio-x, semelhante a um rascunho na tela, elucidando as expertises dos protagonistas, além do slow motion para dinamizar os frames de ação do filme. A iluminação e o designer de produção são peculiares de uma era vitoriana e não deixam a desejar, porém o roteiro de Max Landis apresenta algumas lacunas, principalmente na aproximação de Frankenstein e Igor, assim como na mal construção dos antagonistas, nos levando a acreditar no ato final, que a verdadeira ameaça sempre foi o monstro (cartunesco por sinal), e que o mesmo precisa ser detido. O filme é ótimo até a metade, deixando a desejar na construção de seu ápice.
Alan David
Alan David

17.183 seguidores 685 críticas Seguir usuário

2,5
Enviada em 15 de dezembro de 2015
História descaracterizada e do ponto de vista de um personagem desinteressante, o que salva são as atuações de McAvoy e Radclifff.
Nelio M.
Nelio M.

22 seguidores 82 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 21 de fevereiro de 2016
O filme não é ruim, não é bom, tem boas ideias, tem um bom elenco, James McAvoy seria perfeito pro papel daqui uns 8 anos mais ou menos, ele foi ótimo no filme, porém acho que devia ser alguém mais velho. O ponto de vista de Igor na história achei fraco, desnecessário, não adicionou nada de novo. Porém, Daniel Radcliffe teve uma boa performance. Um detalhe que achei desnecessário, foi a história secundária com o detetive, que em diversos momentos não acrescenta nada, apesar de ser um recurso do roteiro para explorar o eterno duelo entre fé e ciência. O filme tem mais aspecto de aventura e mistério, do que de suspense mesmo, porém funciona melhor quando trabalha o drama dos protagonistas, que como citei é o trunfo do filme. Enfim, longe de ser um clássico, essa nova versão de Victor Frankenstein é um bom entretenimento e consegue prender a atenção até o final, para que gosta do gênero é uma boa pedida.
Leandro C.
Leandro C.

1 seguidor 12 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 5 de dezembro de 2015
Eu nunca cheguei a ler o livro nem tão pouco algo de relevante sobre Frankenstein. Mas analisando por um outro lado a estoria contada no filme é bem legal. Mostra que o homem mais precisamente o Victor e o Igor, se desprendem dos mitos/dogmas religiosos e pretendem mudar o mundo com suas ideias inovadoras. Com um ateísmo clássico, tipico de cientistas insanos e criativos, o filme nos faz refletir como nós podemos modificar certos aspectos da natureza em beneficio comum, não obedecendo as leis divinas e negando a deus sob todas as coisas.
Lúcio T.
Lúcio T.

594 seguidores 242 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 15 de agosto de 2016
O que seria uma mente brilhante? O gênio com sua loucura ou o louco e sua genialidade? Hoje, se comentam sobre alguma coisa a ser inventada, por mais absurda que seja, é só questão de tempo até ser colocado um preço nela. Já antigamente, era uma maluquice pensar que tal coisa poderia ser criada. Imagina dar vida à um corpo já falecido? Doideira até para os tempo atuais (mas não impossível em um mundo pós-apocalíptico de zumbis)..... E é sobre isso o famoso clássico literário Frankenstein, obra publicada em 1818 pela escritora Mary Shelley. Quem não conhece a história sobre o Homem e o Monstro? Eis que o diretor Paul McGuigan (dirigiu filmes como HERÓIS de 2009 e o ótimo XEQUE-MATE de 2006) e o roteirista Max Landis (escreveu o competente PODER SEM LIMITES de 2012) resolvem fazer mais uma adaptação do romance, mas eu diria que é mais uma nova versão, na narrativa de um personagem introduzido que não existe no material original. Interessante, pois tal protagonista, o outrora corcunda Igor (bem interpretado pelo ator Daniel Radcliffe, nosso eterno Harry Porter dos cinemas) serve como um contrapeso na "balança" entre a insanidade e a lucidez do jovem cientista Victor Frankenstein (magistralmente interpretado pelo ótimo ator James McAvoy, o nosso mais novo Professor X, Charles Xavier da saga X-MEN dos cinemas), servindo como novo amigo e servo. O arco inicial é impecável, com a apresentação de Igor (estaria ele perdido de Notre-Dame?), a construção da amizade entre eles e com bons e curiosos Efeitos Visuais referente ao modo dos protagonistas "enxergarem" a medicina. Depois segue normal em seu enredo, nada de mais, mas seu arco final é bem fraquinho para não dizer ruim..... Outra coisa, em tempos que já não existe o príncipe encantado, porque insistir em romances desnecessários e que só atrapalham? A amizade entre os dois já não estaria boa o suficiente ou temiam comentários maldosos? E não é só isso que está "perdido" no roteiro, que começou tão bem e vai se estragando até o seu fim. A trama não sustenta certos momentos apresentados, então, o porquê estão ali? Devido ao seu início e a espetacular atuação de James McAvoy, o entretenimento é razoavelmente bom, possuindo uma boa fotografia da época, com um tom sombrio pela história que transmite que, para se ter vida, é preciso se ter um alma, só assim você realmente estará vivo! Estará Vivooooo!!!!!...
Leonardo V.
Leonardo V.

17 seguidores 4 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 23 de abril de 2016
Legal de assistir, mas foge em alguns pontos da real história. Interessante, onde Daniel faz um papel meio fraco.
Cronos C
Cronos C

17 seguidores 182 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 28 de julho de 2019
É um filme interessante, às vezes um pouco exagerado nas interpretações, mas nada que comprometa a história. Para quem quer um filme como sessão da tarde, esse é recomendado.
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