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Ricardo L.
63.294 seguidores
3.227 críticas
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4,5
Enviada em 21 de julho de 2020
Animação ganhadora do óscar e merecidamente! Roteiro é incrível, mostrando os sentimentos de uma garotinha, com suas alegrias e tristezas. Muito divertida mesmo.
Riley é uma garota divertida de 11 anos de idade, que deve enfrentar mudanças importantes em sua vida quando seus pais decidem deixar a sua cidade natal, no estado de Minnesota, para viver em San Francisco. Dentro do cérebro de Riley, convivem várias emoções diferentes, como a Alegria, o Medo, a Raiva, o Nojinho e a Tristeza. A líder deles é Alegria, que se esforça bastante para fazer com que a vida de Riley seja sempre feliz. Entretanto, uma confusão na sala de controle faz com que ela e Tristeza sejam expelidas para fora do local. Agora, elas precisam percorrer as várias ilhas existentes nos pensamentos de Riley para que possam retornar à sala de controle - e, enquanto isto não acontece, a vida da garota muda radicalmente. Otima Animaçao , Historia Muito Criativa , Otimos Personagens , Umas das Melhores Animaçoes da Pixar. Nota 9,5
Divertida Mente é um sinal de que Disney/Pixar, apesar de às vezes parecer que está saindo dos trilhos, produzindo mais e mais continuações e se transformando em uma franquia comercialmente poderosa enquanto artisticamente repetitiva, dessa vez arrisca pra valer, apostando em uma versão de Ela (Spike Jonze, 2013) para o público infantil, destrinchando as emoções que nos formam de uma maneira que dificilmente você verá em produções do gênero.
Um filme sobre sentimentos e cores, tudo feito de forma inteligente e cuidadosa, pode não atingir todas as crianças em sua mensagem, mas os adultos com certeza.
A essência da animação “Divertida Mente”, dirigida e co-escrita por Pete Docter, encontra-se no retrato da formação da personalidade humana, quando nós ainda somos crianças, tendo como ênfase o desenvolvimento das nossas emoções. A personagem principal do longa, a garotinha Riley (dublada por Kaitlyn Dias na versão original), nos é apresentada num momento particularmente difícil na vida de uma criança: quando ela é afastada de tudo aquilo que ela conhece (seus amigos, escola, atividades de lazer) no momento em que os seus pais (dublado por Kyle MacLachlan e Diane Lane na versão original) decidem recomeçar a vida em San Francisco.
Um ponto interessante em “Divertida Mente” é que a história nos é contada do ponto de vista das cinco emoções existentes dentro de Riley: Alegria (dublada por Amy Poehler na versão original), Medo (dublado por Bill Hader na versão original), Raiva (dublado por Lewis Black na versão original), Nojinho (dublada por Mindy Kaling na versão original) e Tristeza (dublada por Phyllis Smith na versão original). Se as emoções nos guiam quando estamos sendo confrontados com os diversos desafios do nosso dia a dia, acompanhar a jornada de Riley (por meio do descontrole que é apresentado pelos sentimentos que estão dentro dela mesma) a partir do momento em que ela vai se desconectando aos poucos de tudo aquilo que ela conhecia, é algo extremamente fascinante.
Em muitas maneiras, “Divertida Mente” dialoga diretamente com “Toy Story 3”, outra obra do universo da Pixar Animation Studios. Ambos os filmes falam sobre a necessidade de se deixar algo pra trás para recomeçar, ao mesmo tempo em que nos relembram que somos o produto direto de tudo aquilo que vivenciamos ao longo de nossa existência (os diversos pontos de desenvolvimento das habilidades e dos campos de relacionamento de Riley estão aí para provar isso). Para um filme dirigido ao público infantil, “Divertida Mente” é ainda mais profundo, na medida em que percebemos ali conflitos vividos por nós mesmos, principalmente em relação à turbulência que é crescer.
O resultado é um filme que dialoga com públicos de todas as idades, por meio de uma história que, apesar de ser extremamente didática, nunca adota um tom condescendente em relação à sua plateia. “Divertida Mente” é o primeiro longa de animação em muitos anos – quiçá de qualquer gênero – que chama a atenção pela sua originalidade e por pegar os espectadores em cheio justamente no ponto em que ele mais prega: a emoção!
A Pixar como sempre consegue surpreender. Depois de brinquedos, peixes e monstros dominarem, agora foi a vez das emoções. Há um certo ponto Divertida Mente dá a entender que foi feito apenas para o público infantil, mas o estúdio deu a volta por cima e agrada até a público. Com uma história cativante, que faz nossa imaginação voar.
A sessão acabou e eu saí arrasado do filme. É muito triste! Não acontece nenhuma tragédia que cause isso e tudo acaba bem, mas mesmo assim ficou uma sensação de tristeza. De alguma forma o filme acessou lembranças esquecidas que me deixaram reflexivo.
Divertida Mente transforma as emoções nos personagens, Alegria, Tristeza, Medo, Raiva e Nojinho (a mais fofa), que conduzem as memórias e reações da sala de controle do cérebro da jovem Riley nas situações que ela vive diariamente.
A forma como a Pixar conduz a história é excepcional. A riqueza de detalhes e situações que eles criaram para fazer o mecanismo das memórias funcionar é de uma inventividade que foi além da minha imaginação. As ilhas que determinam o caráter; a remoção das memórias antigas dando lugar às novas; e a lembrança do amigo imaginário, são alguns exemplos.
É inteligente, ousado, desafiador, criativo, nostálgico.
Ri, pouco. Chorei, impossível não chorar, mas realmente saí desolado. Vou precisar rever! Será que foi só comigo?
Curiosidade. Ele já está em 48º lugar entre os 250 melhores filmes do IMDB.
Acesse o blog 365filmesem365dias para conhecer outras resenhas.
Mais uma animação muito boa na conta dos estúdios PIXAR. Pete Docter retorna na direção após o sucesso de seus dois filmes anteriores(Monstros S.A e Up), nesta comovente e divertida história sobre a complexidade das emoções humanas e a dificuldade de se adaptar a novos ares, bem como a dor de se sentir deslocado. Tudo isso desenvolvido de forma dinâmica e simples, sendo palatável para todas as idades. Muito bom !
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