Cães De Guerra
Média
3,9
441 notas

36 Críticas do usuário

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Henrique X.
Henrique X.

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3,5
Enviada em 5 de outubro de 2016
Com uma carreira consolidada na comédia, Todd Phillips (Se Beber, Não Case!) faz sua estreia no drama ao dirigir seu mais novo projeto: Cães de Guerra. Sem perder, obviamente, o tom cômico.

Utilizando o humor (de forma não tão eficiente) ao abordar um tema bastante sério (a guerra como uma lucrativa fonte de dinheiro), o filme aposta no talento e carisma dos personagens que utilizam o excesso como construção da trama.

Roteirizado por Stephen Chin, Jason Smilovic e Phillips, o longa (baseado em eventos reais) mostra David (Miles Teller), um jovem com problemas financeiros que trabalha como massagista de ricaços para ganhar certo sustento para ele e a esposa. Certo dia, David encontra seu antigo amigo de escola Efraim (Jonah Hill) que ganha uma boa grana com sua pequena empresa vendendo armas para o governo dos Estados Unidos. David logo vai trabalhar com o amigo e juntos constroem um negócio milionário. Acostumados com dinheiro, festas e drogas, os personagens conhecem o outro lado da moeda e os reais efeitos da venda de armas ao terem que pessoalmente realizar uma entrega em pleno ambiente de guerra.

Não é possível negar a referência estampada de Scarface em Cães de Guerra, ao passo que o espectador é apresentado ao gângster moderno numa Miami envolta de cubanos e nas várias citações do filme durante a projeção. Isso sem contar a influência que Tony Montana tem na vida de certo personagem.

Sem dúvidas o destaque do filme vai para as atuações que Teller e Hill conferem a seus personagens. Carismáticos, os atores se saem bem apesar da falta de colaboração do roteiro em um ponto ou outro (como quando os sentimentos de certo personagem mudam repentinamente sem motivo aparente).

Logo no começo do filme o espectador já compra a situação vulnerável de David, colocando-se ao seu lado. Teller tem se mostrado um ator bastante talentoso dessa geração e confirma isso ao contracenar com Hill e ao representar o drama que David tem com sua esposa Iz (Ana de Armas). Já essa deixa a desejar em sua atuação, apesar de se destacar pela beleza.

Hill é a representação literal do excesso. Muito acima do peso e sempre farreando, vive intensamente. Altamente explosivo e com uma risada sarcástica (propositalmente forçada), Efraim é o personagem que o público ama odiar.

O filme conta ainda com a participação de Bradley Cooper (parceiro antigo de Phillips) que desempenha com eficiência um intimidador e perigoso traficante de armas internacional.

Começando com um ritmo frenético, a montagem recortada é repleta de informações na tela e planos congelados. Algo no estilo de A Grande Aposta, mas que não obtém o mesmo êxito. Com sua divisão em vários capítulos e ao abusar de narrações, textos e fade-outs, o filme tem o ritmo picotado.

Mas se por um lado o ritmo e a montagem do longa são comprometidos, essas falhas são maquiadas com uma trilha sonora divertida e bem diversificada, com músicas já bastante conhecidas pelo público. E não posso deixar de mencionar que há uma cena ou outra que esteticamente são belíssimas.

Criticando a cultura do tráfico de armas num sistema falho do governo Bush, o longa traz uma mensagem de como a ganância (representada pelos excessos) pode influenciar na relação que os personagens têm uns com os outros e no quê isso pode resultar.

Cães de Guerra não consegue aproveitar seu potencial, mas faz críticas precisas e reflete mensagens importantes em várias camadas de sua narrativa.

Nota do crítico: 3.5/5.0.

Por Henrique Xaxá.
wilson  G.
wilson G.

2 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 10 de novembro de 2016
filme muito bom quem espera jonah hill em papeis engraçado esqueça, se você gostou do filme nicolas cage sobre vender armas é pouco parecido .... mais de conteudo muito bom .... pode assistir sem receio de perder seu tempo ... até me surpreendi com um bom final
Giovani R.
Giovani R.

1 crítica Seguir usuário

5,0
Enviada em 18 de março de 2021
Um dos melhores filmes que eu já vi indo para o lado da comédia CHAPADA (aquela comédia norte americana meio forçada que é feita para maconheiros), vai da qualidade da trilha sonora até as lindas imagens e transições, pra mim o único problema desse filme é que ele acaba kkk, você ri do começo ao fim
marcio
marcio

1 crítica Seguir usuário

5,0
Enviada em 16 de maio de 2021
ta maluco muito bom, só me arrependo de não ter visto antes, todd phillips é um monstro, o filme inteiro te prende e te faz querer ver o resto
Alan
Alan

16 seguidores 360 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 10 de maio de 2026
É um filme divertido, com bons atores (Jonah Hill faz a diferença), dinâmico, ambientado em diversos países, com personagens interessantes em cada um deles. O roteiro é de qualidade e o entretenimento é garantido.
Joao Vitor
Joao Vitor

16 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 2 de novembro de 2025
Achei o filme muito bom. É o tipo de filme que eu gosto — não é um filme de ação, mas impacta onde tem que impactar. Tem momentos mais corridos, mas tudo na medida certa, sem precisar ser algo escandaloso ou forçado pra impressionar. Ele te prende justamente por contar uma história bem amarrada, com começo, meio e fim, de um jeito leve e dinâmico.

Uma coisa que eu achei massa foram aquelas frases que aparecem antes de algumas cenas. Isso dá um toque diferente, sabe? Porque você já fica tentando imaginar quem vai dizer aquilo, em que momento, e o que vai estar acontecendo quando a frase aparecer. Às vezes é algo impactante, às vezes é algo bobo, mas isso torna tudo mais interessante.

O personagem principal tem uma trama muito legal — simples, mas realista. Não é algo muito aprofundado na família dele, mas dá pra ver claramente o amor e a parceria que ele tem com a mulher. É bonito isso, porque mostra que ela tá ali por ele, não pelo dinheiro, não pelo que ele pode oferecer, mas pela verdade e pela confiança. Mesmo com todas as tentações, ele acaba se perdendo um pouco no dinheiro e nas promessas, mas dá pra sentir que a família é o que segura ele no chão.

Já o parceiro dele é o completo oposto — um cara pilantra, narcisista, que só pensa em se dar bem, mesmo que seja passando por cima dos outros. E o mais curioso é que o jeito como tudo desmorona não tem nada de grandioso: foi só uma denúncia por falta de pagamento. Isso é o que deixa o filme mais interessante ainda, porque mostra que eles conseguiram burlar um monte de coisa grande, mas acabaram caindo por um detalhe pequeno.

Também gostei muito da forma como o filme mostra o outro lado da guerra, o lado dos negócios, do dinheiro, do quanto custa armar um soldado. É um olhar que a gente quase nunca vê, e o filme mostra isso de um jeito bem direto, mas leve, quase didático.

No final, achei o desfecho bem coerente e verdadeiro. Ele teve sorte, claro, mas também teve um motivo pra mudar — a esposa e a filha. Fica claro que, se ele fosse um cara sozinho, teria se jogado ainda mais fundo. Mas a família foi o que manteve ele de pé.

Enfim, é um filme muito redondo, sem exageros, com a dose certa de tudo. Tem impacto, tem emoção, tem mensagem. Mostra que dá pra contar uma boa história sem precisar gritar o tempo todo pra chamar atenção.
Gostei muito mesmo — do começo ao fim.
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