Inside Llewyn Davis: Balada de um Homem Comum
Média
3,9
173 notas

18 Críticas do usuário

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Katia G.
Katia G.

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3,5
Enviada em 27 de abril de 2014
Muito bem...sabe aquelas músicas de Bob Dylan? Aquelas letras tristes, melancólicas e de densidades psicológicas? Pois bem, são denominadas nos EUA de Folk Music, ou Musicas Folk em geral. Mas aqui a referencia é a Música Folk contemporânea. Tratam no geral de letras falando de pessoas comuns, dos acontecimentos mais corriqueiros da vida das pessoas, apenas acrescentando a eles algumas sombras de melancolia, visto que se ligavam a Musica Folk Tradicional, e esta estava embebida de letras que cantavam a tristeza e a pobreza da classe mais baixa dos EUA durante a Grande Depressão dos anos 20.
E tudo isso os irmãos Coen transportam para dentro do filme. O filme não somente trata desta atmosfera melancólica e triste, mas também constrói cena por cena, montagem por montagem uma "musica" folk, ou melhor ainda, um filme Folk. O filme é por inteiro um Filme Folk, na medida que trata de um "Senhor" qualquer, que podia ser qualquer um na Nova York dos anos 60, e de sua tentativa de viver só da sua musica ( Folk ). O "tom" digamos Folk do filme, alem é claro da escolha um " LLewyn Davis", que poderia ser qualquer um de nós vivendo em Nova York em 1963, é exatamente a atmosfera no qual se movimenta o personagem; o conflito na luta para se sobressair entre muitos outros cantores Folk, o difícil relacionamento social entre o seu eu ( rebelde, liberal e anticonformista ) e toda a estrutura social vigente na época; mulheres, amigos e companheiros de profissão. Está também nas cores desbotadas escolhida propositadamente para dar um "toque" anos 60, mas que no final transmite também sensação de desbotamento, de vida apagada, de não vivaz. Os irmãos Coen conseguiram fazer um filme de atmosfera Folk sobre uma parte da historia da Música Folk contemporânea nos EUA, e ai, penso eu, esta o ponto forte do filme. E como comecei citando Bob Dylan, nome do Folk muito conhecido, como também Leonardo Cohen pra ficar nos mais conhecidos, não é a toa que o filme fecha com o perfil de um Bob Dylan jovem, fazendo suas primeiras apresentações em um obscuro Bar de periferia de Nova York.
@cineinstadicas
@cineinstadicas

5 seguidores 68 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 23 de março de 2022
Os irmãos Coen são realmente especiais; conseguem algo que cada vez mais anda fora de moda : contra histórias de forma simples e singela. O filme é um deleite para os amantes do cinema e da música folk. Sem dívida não é uma obra fácil para indicar para o grande público, que anda acostumado com histórias que pulam os momentos embaraços e lentos; aqui ao contrário são exatamente esses momentos que importam e merecem ser contados. O filme é portanto uma obra peculiar, interessante e incrivelmente crua, sem artifícios ou maquiagens. Uma obra essencialmente sincera.
Aninha G.
Aninha G.

3 seguidores 26 críticas Seguir usuário

2,0
Enviada em 20 de outubro de 2015
O filme começa mal, segue monótono e termina como do mesmo jeito.. Personagens fracos e mal humorados, sem nenhuma expressão. Não tem nada que prende, Enfim, são 1h e 44min de tédio. Odiei ...
Alexandre M.
Alexandre M.

2 seguidores 15 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 14 de setembro de 2015
Com um típico cartaz de filme que muito conta com seu elenco, possivelmente para esconder uma história ruim — ou uma inteira produção medíocre —, Inside Llewyn Davis não chega a tanto, embora não tenha extrapolado minhas expectativas, que nem eram altas nem tão baixas. Já havia ouvido falar do talento dos irmãos Coen como diretores, mas nem minha falta de experiência (que me recorde) com um filme deles; nem a sinopse me faziam esperar algo surpreendente. O que não significa, no entanto, que eu não estivesse aberto a uma história diferente do que o resumo e o cartaz davam a entender.

Assistindo o filme, percebe-se que a história não é ruim, é uma boa história. Pode resumir-se como o tanto que a vida de alguém extremamente idealista, ou simplesmente um grande azarado, pode ser tragicômica. Esse tanto de tragicomicidade começa leve e logo vê-se que o protagonista parece lidar com mais do que um ou outro azar casual, e o espírito mais prático dos que o rodeiam contrasta sempre com sua esperança sem fim e quase sem fundamento.

Porém, o filme não cai na tragédia completa, mantendo o lado cômico e irônico que, a depender do ‘lado’ escolhido por quem o assiste, pode despertar um leve instinto maldoso ou sucessivas surpresas com a quebra da expectativa pela reviravolta da sina que passa o protagonista. Não foi intenção criar um filme que explorasse arduamente um lado sombrio de uma tragédia, e sim o fio tênue entre a tragédia e a comédia — que expressa-se, inclusive, na fotografia dirigida por Bruno Delbonnel, que evita as sombras mais densas, ‘fechadas’. Esse é o maior trunfo do filme: ser uma comédia trágica, algo como um filme mais bem filmado e mais bem elaborado dos Três Patetas, sem pastelão e também sem exagerar no humor negro. Tudo isso ao som de música folk suave com uma pitada (sutil) de crítica existencialista.

Vale assistir, se você não rejeitar uma trilha baseada em folk music, ou estiver buscando por uma comédia menos ‘em cima do muro’ ou ainda um grande drama-lição. Aos apreciadores de humor negro mas leve e bem produzido, recomendo o pouco mais de uma hora e meia no sofá.
Lucas S. Lima
Lucas S. Lima

1 seguidor 6 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 18 de março de 2014
Inside Llewyn Davis mostra como pode ser difícil a rotina de quem escolhe viver da sua arte. E acompanha um personagem que, apesar dos problemas e das dificuldades, acredita na sua música e encara o mundo ao seu redor como sua verdadeira casa.

O longa conta a história de um cantor de música folk – Llewyn Davis (Oscar Isaac) – na Nova York dos anos 60 que, após se tornar solo (antes era uma dupla de sucesso Mike e Davis), luta para conseguir viver do seu talento.

Para Llewyn Davis a música folk é a sua vida, o seu ganha pão, e não apenas entretenimento para outras pessoas. Para ele é algo maior e muito importante – e isso fica claro quando, durante um jantar, na casa de amigos, alguém lhe pede para tocar um pouco e, minutos depois, irritado, ele diz a seu amigo professor algo do tipo: “Você iria gostar se eu toda hora, apenas por diversão, pedisse pra você ensinar algo para qualquer um que apareça?!”.

Sua arte é tão importante que ele não se importa de virar um verdadeiro andarilho, sempre pedindo caronas para ir “daqui até ali”; e sem a menor vergonha de contar com a boa vontade de algum amigo que esteja disposto a lhe oferece um sofá para dormir. Não importando o quão castigado esteja, o que vale é descansar para continuar sua saga no dia seguinte.

Mostrado como um cara que foge do senso comum de normalidade, que seria ter um bom emprego, um lugar para morar, mulher e filhos – ou segundo Llewyn “Apenas existir.” - o personagem é muito bem vivido por Oscar Isaac, que não tem muitas dificuldades para aparentar a melancolia e o desleixo de Llewyn Davis.

Melancolia, essa, muito bem fotografada por Bruno Delbonnel – que merecia ter ganhado o Oscar, pois, perto dos outros concorrentes, essa fotografia é a que mais claramente serve a história. Com a utilização de uma paleta fria e dessaturada, e ambientes tomados por sombras e cortados por fachos de luz, que representam a dificuldade do mundo artístico, ainda que haja um fundo de esperança para chegar ao fim do túnel.

O filme conta, ainda, com a presença de Carey Mulligan (Jean) que faz um antigo caso – e ainda amiga – de Llewyn. Ela é retratada como uma ex-cantora de música folk - da dupla Jean e Jim (Justin Timberlake, em pequena participação como marido de Jean) – que perdeu a alegria de continuar naquela vida difícil, e agora quer uma vida “normal”. E isso fica retratado durante uma conversa com Llewyn em um restaurante.

Tal conversa também mostra a faceta “sem noção” do personagem de Oscar Isaac, já que quando Jean fala sobre abortar o filho que ela está esperando dele, Llewyn não se mostra contrário e nem um pouco preocupado. Essa situação, o longa dos Coen, trata de mostrar mais a frente que não é a primeira vez que acontece.

Vale destacar a participação de John Goodman (Roland Turner), que vira a desculpa perfeita para os irmãos Coen destilarem um pouco do seu conhecido humor negro. Com piadas sobre o País de Gales, a morte de alguém importante e a estrutura do jazz frente a outros estilos.

Inside Llewyn Davis é um filme agradável, com personagens bem definidos – mas nem por isso unidimensionais -, uma bela fotografia e uma trilha sonora que faz jus a temática da história. É um filme com padrão de qualidade Joel e Ethan Coen.
Olhos de Gato V.
Olhos de Gato V.

1 seguidor 4 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 26 de março de 2014
Filme serve como um alerta sobre a passividade tornando a vida muito sem sentido e mostra de forma lenta, com ótima fotografia, o quanto pode ser fácil o desperdício de talento e seu ritmo é cansativo assim como é a vida de pessoas sem motivação.
bolinha
bolinha

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4,0
Enviada em 26 de outubro de 2022
Um filme com roteiro de musicas amaveis, sem muito instrumento que encanta o espectador e transmiti uma paz, assim como vida do protagonista. Uma vida com algumas turbulencias inesperaveis como no caso do carro onde tem um idoso falastrão que se droga enquanto o outro personagem que esta no veiculo quase nao fala deixando assim a entender uma pessoa misteriosa que gosta de poesias.
Otimo filme e que impacta e quando aparece aquele silencio intrigante entre os personagens é uma otima dose de emoção Recomendo!

Leopoldo Brandao
Carlos P.
Carlos P.

266 seguidores 431 críticas Seguir usuário

2,5
Enviada em 24 de novembro de 2025
Esse tipo de filme, que preza por uma consistência na história, e não reviravoltas ou momentos impactantes, pra você gostar, tem que se sentir atraído por algo - ou se identificar com algum elemento na história ou ter alguém muito carismático no elenco, por exemplo. Eu não consegui essa identificação. E não to dizendo que seja ruim. Roteiro é bom, gosto muito do Oscar Isaac. Apenas não me conectei e aí ficou meio chato.
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