Holy Motors
Média
3,9
79 notas

13 Críticas do usuário

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Nelson J
Nelson J

51.035 seguidores 1.978 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 6 de março de 2016
Surreal e magnifico. Retrata a vida e nossos papéis em diferentes situações. Ótimos atores e atuações. Alguns cenários parecem absurdos, mas ajudam a compreender a vida.
Phelipe V.
Phelipe V.

510 seguidores 204 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 4 de março de 2013
Acho que o maior acerto de Carax está nesse roteiro, onde ele pode usar e abusar de absolutamente TUDO. Com uma história pitoresca, totalmente inovadora [o que não é nada comum hoje em dia] e corajosa, ele transforma Holy Motors em uma obra-prima do Cinema moderno (concebendo aqui, sua própria obra-máxima). Vejo o filme como uma grande ode ao Cinema, da maneira como Carax encontrou pra associar o seu papel ao cinema que ele faz e consome. E da-lhe metáforas, críticas, alegorias...

Ao mesmo tempo que o filme não seria jamais o que é, se não fosse um ator completamente entregue ao personagem, e, principalmente, confiando na história que está contando. Denis Lavant atinge níveis de atuação estratosféricos aqui. Não só por interpretar um personagem, ou 11 personagens, mas sim por um interpretar um personagem que interpreta personagens. E isso poderia resultar em desastre, e que bom que o contrário acontece.

Eu esperava um filme muito mais subjetivo do que ele é. Ele é surreal pra caramba, mas segue uma linha narrativa bastante coerente e precisa. Gostei demais diss. Ainda estou precisando processar as informações sobre o que acabei de ver, tenho minha interpretação, mas como tudo é aberto em Holy Motors, vou atrás de mais opiniões... porém, que é uma obra-prima instantânea, ah... isso é.

PS: Morri de rir na inesperada cena final, IS IT NORMAL???
PS2: O segundo encontro é o maior desbunde visual do filme. UAU!!!!! ver isso num cinema, viu.
Kleber L.
Kleber L.

8 seguidores 168 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 24 de maio de 2024
Filme "meio" sem pé nem cabeça, mas prestando bem atenção e tendo uma noção básica de filosofia ginasial, o q não precisa ser nada genial, dá pra entender,! O filme é bem doido e até iconoclasta e niilista em muitos momentos mas ao mesmo tempo poético, onírico e uma ode às artes... muito bom 
Marcio S.
Marcio S.

108 seguidores 126 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 1 de junho de 2013
HOLY MOTORS

Já falei desse filme sucintamente no início do ano. Como falei é um filme para ser desvendado a cada momento que é assistido. Apesar de difícil, é um filme que vale a pena tentar interpretá-lo. Um filme que não tem respostas fáceis e por isso nos instiga.
Descrever uma sinopse do filme é escrever para explicar o nada. Logo no início temos imagens em preto e branco de um garoto correndo e um homem que arremessa algo no chão. Essas imagens foram capturadas por Étienne-Jules Marey. Ele elaborou um trabalho importante no desenvolvimento da cardiologia, da aviação, foi um dos pioneiros da fotografia e da história do cinema. Sua pesquisa sobre como capturar imagens em movimento ajudou o campo emergente da cinematografia. Então nosso diretor Leos Carax vai buscar no começo da captura de movimentos, ou seja, no início da cinematografia essas imagens para dentro do contexto do filme, criticar o cinema contemporâneo e nos dizer que precisamos retornar ou reinventar um novo cinema. Arrisco dizer que essas imagens buscam também, novamente dentro do contexto do filme criticar aqueles que vêem no cinema um passa tempo, espectadores que estão perdendo o encanto por essa arte. Sobre isso irei falar mais adiante.
Após alguns letreiros e essas imagens o filme se inicia com uma platéia dormindo no cinema. Apesar de não estarmos vendo as imagens parece uma cena dramática, tensa, em que há um assassinato, porém nossa platéia no meio desse suposto assassinato se encontra indiferente. O som que sai do filme acaba passando pelas paredes do cinema e acorda alguém que dormia em um quarto. Esse, digamos dorminhoco, é nosso diretor, Leos Carax que acorda com esse som. Em seguida ele busca saber de onde vem esse som e somos presenteados com uma cena surreal e descobrimos que nosso dorminhoco estava apenas a uma parede da sala de cinema. Podemos pensar que esse cinema que nos provoca uma indiferença com que se passa na tela, nos faz entrar em um estado letárgico e assim faz com que nosso diretor reflita, ora nostalgicamente ora tentando elaborar um filme de vanguarda, fazendo com que pensemos como estamos vivendo um cinema mais pobre e como os cineastas devem também pensar no que fazer para realizar um cinema novo. Pensando dessa maneira alguns irão pensar em pretensão, mas para mim ele quer que nós (cineastas e público em geral) acordemos e reflitamos sobre uma mediocridade que estamos vivendo em termos de arte cinematográfica (como já falei anteriormente é lógico que essa afirmação está sujeita a inúmeras exceções e que é mais usado para sugerir do que definir).
Logo depois desse momento surreal somos apresentados ao Sr. Oscar (Denis Lavant) que após se despedir aparentemente de sua família vai trabalhar como muitos fazem todas as manhãs. Só que seu trabalho é acompanhado por uma motorista, que dirige uma limusine, que o leva a vários locais de Paris para ele se transformar em outra pessoa, ou porque não dizer em outro personagem. A partir desse momento entramos na montanha russa que é a vida do Sr Oscar. Como sua motorista lhe diz, neste dia ele terá nove encontros. Cada um desses encontros, ele será outra pessoa, e cada encontro podemos tentar desvendar o que nosso diretor quer nos passar. Na verdade acho que aqui não cabe uma interpretação e sim várias. Cada espectador pode interpretar da maneira que quiser, pois na verdade ele quer nos provocar a pensar e sair daquele estado letárgico de que falei no início.
Então embarcamos em pequenas histórias que podem significar muito, pouco ou nada para cada um. Logo no início a senhora pedinte diz que está cansada de olhar para o chão. Será que vem aí uma crítica aos cineastas que não conseguem vislumbrar algo maior em termos de cinema, acabam repetindo fórmulas e realizando um tipo de arte repetitiva. Com uma fórmula batida. Reparem como assistimos filmes que não mexem com nossos neurônios e passamos o filme apenas a olhar para uma tela grande sem esbanjarmos qualquer emoção. Logo adiante temos a parte do filme que aborda um pai buscando sua filha em uma festa. Na festa toca uma música chamada Can't Get You Out Of My Head da cantora/atriz Kylie Minogue (que inclusive está no filme) que em minha opinião pode ser uma metáfora para outra história que passa em um hotel que já fechou as portas em que a própria Kylie Minogue interpreta um amor antigo do Sr. Oscar. Voltando ao assunto em que o pai busca sua filha, temos um diálogo excelente que termina com um dos melhores castigos para quem não gosta de si mesmo, além de levantar uma excelente discussão: Às vezes a mentira é necessária para deixar as pessoas felizes? Falar a verdade pode deixar os outros muito tristes. Será? Então como deveremos viver?
Após um intervalo que nos apresenta uma canção excelente e mais uma história, temos a conversa com o homem da marca de nascença. Temos um dos melhores diálogos do filme. Quando Oscar e ele conversam fala-se muito do poder de interpretar alguém. Ofício, em minha opinião, difícil. Aborda que o ator não está conseguindo que os espectadores acreditem mais em cada papel. Ainda se pergunta o porquê ainda Oscar continua atuando. A resposta é excelente: A beleza do gesto. Realmente quando há uma boa atuação ficamos maravilhados. Quantas vezes assistimos a filmes que praticamente o ator o salva. Mas há uma contra resposta. A beleza está nos olhos de quem a vê e se ninguém a vê? Nesse diálogo vejo duas considerações: A primeira a respeito da atuação do ator como já citei acima e a segunda referente a espectadores que não conseguem enxergar além de uma projeção sobre uma tela grande. O cérebro se desliga ao assistir a filmes. É apenas um momento para relaxar e dessa maneira, com o cérebro desligado não se consegue enxergar a beleza do gesto de atuar. Quem realmente ama o cinema, que fica embriagado com aquelas imagens, não pode ficar passivo a tudo o que está assistindo, pois o cinema é muito mais que um simples passar de tempo. Não posso deixar passar que neste filme Denis Lavant nos presenteia com ótimas interpretações.
Acredito que o filme também tem uma natureza nostálgica resgatando alguns gêneros cinematográficos e o seu nome também pode sugerir algo. Enfim, cada um terá sua interpretação, aqui é só mais uma e é isso que faz com que esse filme seja sensacional.

OBS: O filme também pode ser considerado uma crítica ao homem moderno, pois temos a indiferença no episódio da mendiga, a falta de diálogo com a filha, a natureza que vai de encontro ao homem no episódio de M. Merde e por aí vai.
Eduardo P.
Eduardo P.

84 seguidores 98 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 22 de janeiro de 2015
“Holy Motors” é um daqueles filmes que são completamente ocos em significados exatos, mas são extremamente amplos em interpretações. O primeiro longa em mais dez anos do diretor francês Carax é um filme audacioso que passeia por diversas vertentes do cinema com facilidade. Indo do drama, passando pelo horor e um pouco do erótico, e chegando até numa fase musical, o longa pode ser entendido como uma homenagem não só ao cinema, mas para a arte em geral. Porém, também, pode ser entendida como uma discursão conotativa sobre o sentido da vida, ou melhor, a falta dele. Mesmo assim, ainda é possível encontrar diversas críticas, principalmente, aos filmes hollywoodianos. Apesar de ser cheio de referências à filmes, livros e obras de arte, não se precisa entende-las para acompanhar a história mágica do filme, que guia o espectador por diversos espaços com as mais variadas personagens. Uma atuação completamente volátil de Denis Lavant, em, de longe, seu melhor trabalho, a firmeza de Edith Scob e a fragilidade de Kylie Minogue constroem uma concha de retalhos muito interessante e, mesmo que por vezes bizarra, bonita de ser ver. Brincando com os sentimentos do público, o diretor constroem uma trama fragmentada e que, para uns é cheia de furos, para outros é recheada de amplos significados. Assim como toda grande obra, o longa é um grande divisor de opiniões em quase todos os seus pontos, porém a bela direção de arte, a inquietude do diretor e, claro, as ótimas atuações configuram ao filme o tom misterioso e poético perfeito para que você se imagine e se perca nesse novo mundo.
Taiani M.
Taiani M.

39 seguidores 17 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 29 de novembro de 2012
Vi e não soube o que achar. São minutos de muita loucura, cores, vidas, movimentos... Imagens inebriantes que aparentemente levam a lugar nenhum. Mas levam. À perguntas desafiadoras e constantes (sem respostas e clichês, mas eternas). O que é cinema? O que é viver? O que é ser?
Conceitos transbordam.
Contexto? Espaço? Aparência? Tempo?
Tempo demais que Carax ficou afastado das telas, mas voltou ainda melhor. E apostando alto na autorreferência.
Meses depois de assisti-lo percebo que ainda não consigo formular uma definição aceitável para "Holy Motors". Só sei que é uma viagem.
Não é para gostar ou não gostar. É para embarcar (e aproveitar a estadia).
Raquel Lisboa
Raquel Lisboa

6 críticas Seguir usuário

0,5
Enviada em 8 de julho de 2023
Quase duas horas de vida perdidas com esse filme. Quando você espera que ao menos o filme possa te recompensar no final com um bom desenrolar, ele te decepciona novamente. Um filme bem produzido, mas cansativo e sem sentido. Me arrependo de não ter dedicado esse tempo a qualquer outro filme.
Edu M.
Edu M.

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1,0
Enviada em 3 de fevereiro de 2013
Um bomba,.... nao perca seu tempo, apesar da excelente fotografia e idéia original,.. mas os caras se perdem em tanta loucura,.. o filme perde completamente a efetividade. Uma tentativa de fazer algo diferente que pra mim não deu certo, filme cansativo.
Amauri C.
Amauri C.

3 críticas Seguir usuário

0,5
Enviada em 22 de julho de 2014
É o filme mais ridículo que já assisti. Não consigo imaginar o que passa na cabeça de um cineasta perder tempo com uma aberração destas. Não oferece nada, pare as novelas da Globo. Não percam tempo, só consegui ir até o fim pra poder fazer minha crítica.
Mica R
Mica R

12 seguidores 1 crítica Seguir usuário

5,0
Enviada em 27 de janeiro de 2013
Eu fiquei meio confuso após terminar de ver o filme. Mas depois, vivendo o dia a dia, eu percebi o quão importante e inteligente é este filme. spoiler: Estamos interpretando vários papeis e vários personagens durante o dia. No trabalho, na família, nos diferentes círculos de amizades...
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