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Samuel O.
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1 crítica
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0,5
Enviada em 22 de fevereiro de 2015
HORRÍVEL é a palavra, perdi duas preciosas horas assistindo essa grosseira imitação de uma história bíblica. O filme não tem nexo, nem fundamento, quem não assistiu nem perca tempo.
Sou católica, mas não fanática. Nunca fiz um estudo completo da Bíblia, mas já tinha lido a história de Noé. Tentei ver o filme me distanciando da Bíblia, pois já sabia que a intenção do diretor era mesmo não fazer um retrato fiel, mas... fala sério, o filme distorce totalmente a história! Primeiro que Deus só é chamado por Criador e não fala em nenhum momento para Noé. As visões que Noé tem são em sonhos e ele vê pessoas se afogando na água, dentre outras visões, e dá a isso a interpretação que bem entende. Mais parece um fanático que despreza a humanidade. E tem seus filhos: o único que tem uma mulher é Sem, Cam é um adolescente e Jafé uma criança, quando na verdade os três filhos de Noé tinham esposas. E mais: os anjos caídos aparecem como seres de pedra e ajudam na construção da arca! Noé muitas vezes é impiedosospoiler: e estava disposto a matar as próprias netas para impedir a continuidade da raça humana... Para completar, teve um descendente de Caim que entrou escondido na arca e trama um plano com Cam para matar Noé. Pior: a pele da serpente que tentou Eva no Paraíso é passada de pai para filho dos descendentes de Seth! Horrível isso. Nem vou falar da caracterização do personagem principal, senão esse texto vai ficar grande demais. Enfim, os efeitos estão bons, as atuações excelentes, nem preciso falar de Russel Crowe, Anthony Hopkins e Jennifer Connely, e Emma Watson realmente se saiu muito bem. Mas francamente, que roteiro ruim. Não é uma adaptação da narração bíblica, é simplesmente pegar a história da arca, juntar os personagens, e lançar do jeito que bem quer para fazer um filme épico com cenas de guerra. Sinceramente, não recomendo e não é um filme que eu veria uma segunda vez.
Esse filme é uma piada sem fim. Tanto do ponto de vista histórico , quanto do cinematográfico . O trecho bíblico que fala de Noé é curto , portanto entendo que o diretor e o roteirista se obriguem a tomar certas liberdades para desenvolver a história . Mas Darren Aronofsky exagerou demais na dose. O curioso é que ele é judeu , deve conhecer o assunto do qual escreve , mas duvido que seja um crente . Acho que seus motivos são outros . Só ele pode explicar. Ele subverte ao limite a narrativa bíblica que é clara e até simplória , tamanha simplicidade. Ele cita os anjos caídos , que o ajudam mais que o próprio Deus . Que é chamado de Criador o tempo todo e nunca fala com Noé , o que acontece , segundo a Bíblia . Na Bíblia fica claro que os filhos de Noé tinham esposas. No filme o desespero de um de seus filhos , Cham , por uma mulher é ridículo .Podiam ter colocado Charlie Sheen no papel. Faria mais sentido. Noé , a partir de um certo momento, entra em crise ( o que e decide que a raça humana deve ser extinta .Começando por seus netos. Tubal Cain , descendente de Cain , consegue inexplicavelmente uma vaguinha na Arca . E quase mata Noé . Nada disso é citado na Torah ou na Bíblia Cristã. Por fim , temos o figurino , aparentemente baseado em Mad Max . Que solução ... Do ponto de vista de cinema , o filme é ok , com efeitos especiais razoáveis ,boas interpretações de atores ótimos , especialmente Ray Winstone , estupendo como sempre . Mas , caramba, estamos falando de uma das histórias mais conhecidas do mundo , A Arca de Noé . Merecia mais , muito mais.
O filme é ruim, é mal explicado. Na verdade, é pura ficção. Promove certa reflexão, mas é centrada no ser humano, embora no inicio parecesse direcionar para uma reflexão mais metafísica... Enfim, a imagem é ruim, os efeitos também. O cenário é todo pobre. O roteirista deve ter fumado maconha para escrever esse filme... Tem E.T's, tem bebes claramente malfeitos de computador, e não tem nada a ver com Noé - qualquer que seja o Noé que estamos falando.
Começa a ficar relativamente interessante na parte final, mas nada que justifique a travessia, até lá, por um filme sem consistência dramática e por um protagonista enjoado que flerta com o ecologicamente correto.
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