O Lar das Crianças Peculiares
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4,0
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116 Críticas do usuário

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Eduarda B.
Eduarda B.

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0,5
Enviada em 18 de outubro de 2016
Mudou MUITA coisa do livro. A personagem principal (Emma) mudam o poder dela e o final, tornarão tão diferente do livro que não se a continuação do próximo filme...
Roberto O.
Roberto O.

26 seguidores 59 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 19 de outubro de 2016
Há muito tempo que estamos familiarizados com Tim Burton. Em termos gerais, sempre sabemos o que esperar de um novo filme do cineasta. Costuma ser assim: personagem que se sente deslocado em seu próprio mundo se envolve em uma nova realidade na qual é aceito e tentará contribuir decisivamente para o bem-estar dos novos amigos que ali fez, em meio à fotografia e cenários góticos e belíssimos. Alice? Peixe Grande? Ed Wood? O mais novo personagem a figurar na galeria de heróis burtonianos é o garoto Jacob, neste O Lar das Crianças Peculiares, longa que reafirma o prestígio do diretor. Embora previsível, Burton, com sua fórmula, continua a atrair a atenção de milhares de espectadores que não relutam em comprar ingressos, porque sabem que, durante duas horas na frente da tela do cinema, vão embarcar em mais uma viagem bizarra e surreal por um mundo estranho, fantástico e... peculiar.

Desta vez a história nos apresenta o introspectivo Jacob (Asa Butterfield, de A Invenção de Hugo Cabret) que, após a misteriosa morte de seu avô Abe (Terence Stamp), de quem era muito próximo, parte para uma ilha no País de Gales onde haveria um orfanato que, por sua vez, abrigaria crianças dotadas de habilidades especiais, lideradas pela Sta. Peregrine (Eva Green, desta vez obviamente trajando um figurino muito mais discreto do que os vistos em Sin City: A Dama Fatal e 300: A Ascenção do Império, porém mantendo sua majestosa beleza sinistra). Essa viagem, ‘indicada’ por Abe, resultará em grandes revelações para o garoto que, por fim, encontra o tal orfanato e seus insólitos moradores após atravessar uma fenda temporal. É com a ‘garota flutuante’ Emma (Ella Purnell, com seus grandes olhos) que Jacob passa a maior parte do tempo nessa outra realidade, conhecendo também um pouco de cada uma das crianças, bem como suas peculiaridades. Entre elas, a garotinha que esconde na nuca um ‘bocão’ repleto de presas afiadas consegue ser, ao mesmo tempo, assustadora e encantadora. E os gêmeos, por sua vez, se mostram tão singelos quanto mortais. Mas é a mentora que detém a maior habilidade, a Srta. Peregrine consegue ‘rebobinar’ o próprio tempo. Com isso, ela mantém o orfanato a salvo dos bombardeios da 2ª Guerra Mundial, em uma fenda temporal na qual o mesmo dia se repete indefinidamente, no caso, para eles é sempre 03 de Setembro de 1943. A travessia de Jacob por essa fenda não foi por acaso, a ameaça dos etéreos precisa ser combatida, e o garoto é peça importantíssima no confronto com tais criaturas.

É notório, portanto, que essa história tem uma formatação que casa perfeitamente com o estilo narrativo de Burton. E o resultado atende às expectativas, levando em conta que se trata de uma produção que tem como público alvo o infantil, no melhor estilo Sessão da Tarde, sem ousadias no roteiro, sem abordagens complexas (o isolamento social e a Guerra passam superficialmente pelo longa). Assim, pisando em terreno que conhece, o da fantasia, Burton exercitou o que tem de melhor, a habilidade de mesclar o tenebroso e o lúdico. Sua indissociável queda pelo bizarro deixou o longa agradavelmente macabro (há até duas sequências medonhas, porém divertidas, envolvendo animação em stop motion), mas não tão assustador que amedronte as crianças, embora algumas cenas possam incomodar aos adultos mais desavisados. O melhor (ou pior, dependendo do ponto de vista) exemplo disso é uma aterrorizante sequência que envolve olhos sendo devorados...

Essa fantasia na qual Burton pôde se deliciar surgiu de uma coleção de fotografias antigas e exóticas reunidas pelo também norte-americano Ransom Riggs. Aquelas imagens esquisitas e desbotadas serviriam de inspiração para o escritor idealizar o que se tornou o livro O Orfanato da Senhorita Peregrine Para Crianças Peculiares, lançado em 2011, que é seu primeiro romance, devidamente ilustrado por tais registros fotográficos. A publicação rapidamente entrou na lista de Best Sellers do The New York Times e, apenas cinco anos após seu lançamento, já tem o privilégio de ser adaptada para o cinema em um blockbuster com orçamento de 110 milhões de dólares, conduzido por um aclamado cineasta que tem propriedade para mergulhar de cabeça nessa atmosfera fantástica, pois faz isso desde que ele próprio era uma criança. Coube à roteirista Jane Goldman adaptar a história do livro de Riggs. E há uma familiaridade para ela neste conteúdo envolvendo crianças ‘anormais’, pois ela também colaborou com o roteiro de X-Men: Primeira Classe e X-Men: Dias de Um Futuro Esquecido, ambos envolvendo adolescentes com poderes. É mais um ponto a favor na bem-sucedida realização deste projeto.

O habitual capricho do diretor com o visual de seus filmes também não poderia deixar de se fazer notar. O desenvolvimento da trama se dá envolto por cenários de cair o queixo, ainda que dessa vez um pouco menos sombrios do que de costume, mas burtonescos o suficiente para os fãs se esbaldarem. Os jardins do orfanato parecem ter recebido a visita de Edward Mãos de Tesoura. A sequência embaixo d’água, por sua vez, bem como outra, noturna, na chuva, envolvendo o reset no tempo, vistas em 3D, são mesmo delirantes. Em relação à trilha, burtonianos de plantão conhecem a famosa parceria do cineasta com o compositor Danny Elfman. Este é apenas o terceiro filme de Burton em que o parceiro de longa data não assinou a partitura. O trabalho desta vez ficou a cargo de Mike Higham e Matthew Margeson. Apesar de competentes, os acordes se mostram discretos em momentos grandiosos nos quais os conhecidíssimos corais de Elfman cairiam com perfeição.

Além da equipe, o elenco também costuma se repetir nos trabalhos do diretor. Eva Green, em mais um papel insólito, parece ser o novo ‘Johnny Depp’ de Burton, combinando perfeitamente com os tipos estrambóticos que figuram nas obras do cineasta. Quanto aos novos membros da família burtonesca, destaque para a carismática Ella Purnell, enquanto que o jovem Asa Butterfield apenas cumpre com sua parte, exibindo quase todo o tempo a mesma expressão de estranhamento diante de tudo o que presencia (e não é pra menos). Já Samuel L. Jackson está propositalmente caricatural como o vilão Barron, que lidera os temíveis etéreos. Como cereja do bolo confeitado de bizarrices, essas criaturas digitais completam a dinâmica da história concedendo ótimas oportunidades para as crianças colocarem em prática suas ‘peculiaridades’ no ato final.

Tim Burton, cineasta mundialmente prestigiado e reconhecido, não é unânime (como ninguém é). Há quem o considere superficial por, supostamente, não dar tanta atenção à história ou à interpretação de seus atores, preferindo priorizar muito mais o visual de seus filmes. Se ele se dá melhor com roteiros menos complexos, e que sugerem atuações mais caricatas, pois então que seja. Quase toda sua filmografia, afinal, é dedicada ao público infantil e ao público adulto que se recusa a crescer e que sabe dar valor a uma boa dose de fantasia, na medida certa, com pitadas de terror e muito estilo. O Lar das Crianças Peculiares foi a oportunidade mais acertada nos últimos anos para Tim Burton realizar exatamente aquilo que se espera dele, um filme estranho, com gente esquisita, do jeito que seus fãs gostam!
Leonardo M.
Leonardo M.

8 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 17 de outubro de 2016
Se "O Lar das Crianças Peculiares" não entra para o rol dos grandes filmes de Tim Burton, pelo menos consegue ser interessante o suficiente para bater na porta. Descartando-se um terceiro ato fraco, temos aqui uma história agradável de ser lida e que muito lembra aquelas deliciosas fantasias que se popularizaram nos anos 2000 (como "Harry Potter" e "Desventuras em Série") muito por trazer de volta esse ar inocente e juvenil, retratado, é claro, da maneira Tim Burton de ser: com muitas esquisitices, cores e delírios. Há uma perda considerável de conteúdo se compararmos ao livro no qual o filme foi baseado e mesmo a tentativa de o longa tentar alterar o final burocrático de seu material fonte tropeça na própria ingenuidade e complexidade. Uns dez minutos a mais, talvez, pudessem trazer aquilo que falta para que esta obra ficasse no ponto. No mais, as Crianças Peculiares são diversão garantida.
Anderson  G.
Anderson G.

1.369 seguidores 397 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 16 de outubro de 2016
Contemplem o mais novo filme do cultuado Tim Burton, e contemplem também mais 2 horas de clichês e narrativas comuns, a onde temos toda a velha jornada do herói traçada rudemente, de maneira simples mas eficaz, não vou mentir, é um filme divertido, é um filme de ver com a família no cinema, apenas isso, nem nos aspectos técnicos Burton surpreendeu neste filme, é tudo muito comum e superficial, os monstros até tem um aspecto bacana, nada além disso, Burton tenta criar um mundo e suas regras, mas tudo fica muito, muito confuso, temos uma trilha sonora legal, fotografia legal e atuações comuns, isso é muito pouco para um cara como o Tim Burton, nem samuel l Jackson salva o filme, pelo contrario, sua atuação é caricata e fraca, Eva Green é a menos pior em cena, a fotografia é boa, mas comum, a melhor coisa do filme é os figurinos, mas no geral, “O lar das crianças peculiares” é fraco., sem emoção e não faz jus a Tim Burton, que já começa a entrar num ostracismo criativo.
Jessica B.
Jessica B.

10 seguidores 3 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 15 de outubro de 2016
Por mudarem completamente o livro ! Porém a histórias ficou interessante mesmo tendo alguns erros de gravação e com o poder dos personagens!
Fernando L.
Fernando L.

29 seguidores 81 críticas Seguir usuário

2,0
Enviada em 15 de outubro de 2016
Surpreendi-me positivamente com o Tim Burton. Geralmente acho seus filmes bem piores. Nesse, pelo menos, ele deixou um pouco de cor e vida. Mas sempre precisa de uma história ou pretexto para atacar com suas criaturas das trevas, esqueletos etc. Vamos ao filme... Primeiro: Não li o livro. Não posso avaliar se o filme foi fiel ou não. Se foi fiel, devo dizer que o livro é ruim: personagens sem carisma, 'peculiaridades' ridículas, história doida demais (difícil de entender). Não empolga nem nas cenas de ação. Acho que dei uma risadinha tímida durante todo o filme, tal foi a dose de humor. O par romântico também não funcionou. Tim Burton perdeu a mão (mas ele a teve algum dia?).
Vinicius D.
Vinicius D.

9 seguidores 2 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 14 de outubro de 2016
Assisti ao novo filme de Tim Burton - "O lar das crianças peculiares", baseado na obra de Rason Riggs, o filme segue o livro até o momento em que Jacob encontra a fenda do tempo e entra no mundo dos peculiares, depois disso ele ganha vida própria e virá uma obra do Burton, como Rason Riggs disse diretor melhor não teria para dirigir uma adaptação de seu livro as telas, pois apesar de todas as alterações, inclusive mudando o final da saga original, a essência da obra está ali e é exatamente por isso que o autor dos livros aprovou o filme.
Tim Burton tomou esse filme para coroar-se, elogiar-se, ele se auto-referência o filme inteiro, com homenagens a diversos filmes desde "Edward mãos de tesoura" ao mais sério e baseado em fatos reais "Grandes olhos", até mesmo ele tem uma pequena, mas ótima participação no filme.
Tim mais uma vez nos oferece uma obra auto-biográfica, e Asa Butterfield o ator principal com toda a certeza fará outros filmes de Tim Burton, pois ele é o típico herói burtoniano, ele se parece com um desenho estranho do Tim Burton, simplesmente combina, assim como a excelente Eva Green que ficou ótima como Miss Peregrine.
Por que o filme é uma auto biografia de Burton?
Não é desconhecido o fato de que Burton teve uma infância peculiar, que seus pais o tracavam dentro de seu quarto, que ele era tido como doido, seus filmes geralmente são exatamente isso, e esse não é diferente, Jacob é aquele menininho estranho que era tachado como louco, que ninguém dava nada, mas que tem um crescimento espetacular e nunca cede ao vitimismo.
Outro coisa maravilhosa do filme é que as crianças apesar de terem poderes não são super heróis, não querem salvar o mundo do que quer que seja, apenas querem viver, apenas querem um lar para chamar de seu e poder viver em paz, sem que os perigos da vida os maltrate tanto, o livro tem o mesmo plote ao nos dizer "agora temos tempo e que belo é ter tempo".
rosangela v.
rosangela v.

2 seguidores 17 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 14 de outubro de 2016
Hjsjdhsjdjjfjfjddj de mim que w de eu não gosto do que jeito que eu está e eu sei que eu é pra amanhã é pra o livro que o tempo de
L??????e???o? L
L??????e???o? L

3 seguidores 14 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 14 de outubro de 2016
Da para ver, eu esperava mais do filme, achei meio bobinho, o poder do garoto principal poderia ser melhor.
Anna Bazanni
Anna Bazanni

12 seguidores 1 crítica Seguir usuário

2,5
Enviada em 16 de outubro de 2016
Bem desconexo do livro... Algumas cenas controversas Onde uma menina de botas de chumbo nada tranquilamente sem afundar e na próxima cena, afunda.
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