Críticas mais úteisCríticas mais recentesPor usuários que mais publicaram críticasPor usuários com mais seguidores
Filtrar por:
Tudo
Um visitante
3,0
Enviada em 25 de maio de 2019
O Lar das Crianças Peculiares é um bom retorno à forma do realizador Tim Burton. Pode não ser um dos melhores de sua carreira, tem todos os vícios e defeitos de sua filmografia mais recente, mesmo assim é uma boa diversão para seus fãs. Um filme cheio de afeto e significados, recheado das habituais criaturas ''estranhas e fofas'' características do diretor. Destaque para a atuação principal carismática de Asa Butterfield.
Tim Burton é daqueles cineastas que causa alvoroço a cada lançamento de um novo filme. Uma horda de fãs cativos, sempre com expectativas nas alturas, vai às salas de cinema mundo afora para apreciar o estilo único, soturno, estranho e inigualável do diretor. Porém já faz um bom tempo que ele não brinda esses mesmos fãs com um filme à altura de seu talento. Não que seus últimos filmes sejam execráveis, mas estão longe do brilhantismo de outrora, e definitivamente não foi desta vez que as grandes expectativas foram alcançadas. Li o livro de Ramson Riggs que deu origem ao filme, e na contracapa há a citação do diretor, que se pergunta se não foi ele quem teria escrito o livro, já que parece algo que ele teria feito. E é verdade. Quem lê o livro automaticamente remete ao estilo do diretor de contar estórias. Um texto muito bem desenvolvido, com toques bizarros, humor, romance e ar sombrio. A comparação é sempre injusta, mas o desenvolvimento do livro é infinitamente mais abrangente e interessante. No filme, não há tempo para esmiuçar as densidades e nuances dos personagens. É muita informação que tem que ser resumida a duas horas de filme, e o roteiro não consegue projetar nenhum grau de profundidade nos excêntricos e carismáticos personagens. Aliás, Asa Butterfield não foi a melhor escolha para viver o protagonista Jacob, pois o que mais falta ao ator é carisma. É estranho ver o rapaz já crescido (lembro-me claramente de seus dois trabalhos mais marcantes, ainda pequeno, como o garoto Bruno de O Menino do Pijama Listrado e como o protagonista do superestimado A Invenção de Hugo Cabret), mas mesmo depois de anos de experiência, falta expressividade ao jovem ator. A blasé Ella Purnell faz o par romântico de Jake (num papel cujas características no livro eram divididas em duas personagens), e os dois não tem química alguma. Do elenco, o destaque mesmo vai para a avassaladora Eva Green, que foi a melhor coisa de Sombras da Noite (também dirigido por Burton), e aqui também demonstra ser o melhor que o filme tem a oferecer. É um imenso prazer ver a atriz francesa na telona, já que seus maneirismos roubam a cena. É a melhor personagem desta obra, sem sombra de dúvida. Os excepcionais Samuel L. Jackson, Terence Stamp e Dame Judi Dench dão muito bem a conta do recado também. Os efeitos visuais são bem interessantes, e a parte técnica é bem realizada, mas o problema do filme é que falta vigor e intensidade. Grande parte do que vemos soa frio e insosso. Aliás, não há como não comentar que o primeiro e segundo atos do filme são até bem fieis ao livro, mas no ato final, além de se distanciar bastante da narração do livro, o filme se torna uma correria superficial e tipicamente americana, numa grandiloquência forçada. A impressão é que vemos um filme de aventura infanto-juvenil sem alma, sem força, sem brilho e, consequentemente, sem graça. Acabou que ficou faltando justamente as peculiaridades do cineasta para abrilhantar a narrativa. Vale a conferida, por ter uma história interessante e cativante, e pelos grandes nomes do elenco, mas é muito pouco para as possibilidades que Burton tinha em mãos. Filme mediano, com aquele gostinho meio amargo de desapontamento.
Decepcionante pra quem leu o livro! Os que não leram, vão achar, no máximo, um filme legalzinho. Pra quem leu, melhor nem assistir. Eu entendo que se trata de adaptação, mas era realmente necessário trocar a peculiaridade da personagem principal?!
Contemplem o mais novo filme do cultuado Tim Burton, e contemplem também mais 2 horas de clichês e narrativas comuns, a onde temos toda a velha jornada do herói traçada rudemente, de maneira simples mas eficaz, não vou mentir, é um filme divertido, é um filme de ver com a família no cinema, apenas isso, nem nos aspectos técnicos Burton surpreendeu neste filme, é tudo muito comum e superficial, os monstros até tem um aspecto bacana, nada além disso, Burton tenta criar um mundo e suas regras, mas tudo fica muito, muito confuso, temos uma trilha sonora legal, fotografia legal e atuações comuns, isso é muito pouco para um cara como o Tim Burton, nem samuel l Jackson salva o filme, pelo contrario, sua atuação é caricata e fraca, Eva Green é a menos pior em cena, a fotografia é boa, mas comum, a melhor coisa do filme é os figurinos, mas no geral, “O lar das crianças peculiares” é fraco., sem emoção e não faz jus a Tim Burton, que já começa a entrar num ostracismo criativo.
Era pra ser uma adaptação ne, acho que esqueceram disso!!! Adaptação horrivel, ate a de Percy Jackson é melhor, pois ela pelo menos tem o nome dos personagens e as suas caracteristicas (fisicas e de personalidade) são iguais ao livro, mas nesse filme o Tim Burton (que tem um comentario na capa do livro!!!) acabou com tudo, destruiu a historia do livro totalmente e nem pra torna-lo agradavel aos olhos ele fez o favor de fazer, efeitos especiais terriveis. Incrivel como um livro 5 estrelas (e ate mais!!) conseguiu se tornar um livro que não merece nem 3 estrelas!!
Surpreendente. fantasia e realização de alto nível, com atores, roteiro e produção perfeitas. Garoto que se acha comum e adora o avô, não sabe de seus poderes especiais e de outros qque vivem eternamente, mas presos no tempo. Muita criatividade.
O Lar das Crianças Peculiares... o filme é uma adaptação do livro escrito por Ransom Riggs, o filme conta a história de Jake (Asa Butterfield), que após a morte de seu avô (Terence Stamp), parte com seu pai para o País de Gales. Lá ele encontra o orfanato da srta. Peregrine (Eva Green), e ao investigar o lugar, Jake descobre que lá há uma fenda temporal, onde a srta. Peregrine vive e protege várias crianças dotadas de poderes especiais. A direção do filme é de Tim Burton, um excelente diretor, e que sabe muito bem trabalhar com esse tipo de filme. Ele sabe muito bem misturar elementos de fantasia com aventura, e aqui mais uma vez ele consegue fazer isso com perfeição. Já no quesito movimentos de câmera, ela está quase parada o filme todo, não é algo inovador, nem mesmo a edição impressiona. O roteiro é razoável, apesar de ser uma história incrível, lembrando um pouco X-Men, os diálogos são bastante bregas e sem inspiração, além de não desenvolver seus personagens. As atuações são cheias de altos e baixos, O Asa Butterfield faz o pior papel de sua carreira, ele deu excelentes interpretações nos filmes "Hugo", "O Menino do pijama listrado" e "Ender´s Game", mas aqui ele está sem expressão. Outro ruim, é o Samuel L. Jackson, ele é um ótimo ator, mas aqui ele faz um vilão pouco carismático e nada marcante. Já a Eva Green está excelente, ela dá uma interpretação fantástica, junto da Ella Purnell, que também se sai muito bem. Tecnicamente o filme é impecável, a fotografia é belíssima, o CGI funciona perfeitamente e a trilha sonora é espetacular. O Lar das Crianças Peculiares é um filme que tem problemas de roteiro e direção, mas não deixa de ser uma boa fantasia com muito valor de entretenimento, se possível, assista em 3D, pois vale a pena, resumindo um filme bastante agradável. Recomendo!
Se você leu os 3 livros, esqueça do filme. Está desfigurado, do meio para a frente simplesmente não tem nada a ver com os livros ou com o universo do autor dos livros. Novamente Tim Burton acaba com um material de primeira.
Caso você continue navegando no AdoroCinema, você aceita o uso de cookies. Este site usa cookies para assegurar a performance de nossos serviços.
Leia nossa política de privacidade