Nada de pensamentos como Sessão da Tarde, pois Família do Bagulho vem transformar os valores clássicos destes filmes familiares e constrói, com um muito humor, uma família agradável e insana ao mesmo tempo. Grande destaque para os atores principais, que conseguiram montar uma família, quase perfeita, e nos propiciar altas gargalhadas.
O título brasileiro de “Família do Bagulho” veio a calhar nesta hilariante comédia que trás um traficante de maconha que monta uma falsa família para disfarçar um contrabando da tal erva do México. O filme surpreende pela premissa pouco convencional (lembra “Queimando Tudo”, de Cheech e Chong - 1978) politicamente incorreta, sobretudo pelas inúmeras confusões e reviravoltas que divertem com eficiência. O roteiro mescla boas gags de humor negro e piadas situacionais com criatividade. Destaque para o elenco com interpretações convincentes que trazem perfis e trejeitos caricatamente cômicos. Pena que as ações antes do desfecho sejam pouco inspiradoras, previsíveis e ‘amorosamente corretas’. No geral, é um bom entretenimento com direito a erros de gravação no final.
Com roteiro de Bob Fisher e Steve Faber (conhecidos pela parceria em Penetras Bons de Bico), o longa We’re the Millers - traduzido no Brasil para Família do Bagulho - é uma comédia road movie razoavelmente previsível que, ainda assim, surpreende.
Na trama, David Clark (Jason Sudeikis), um traficante pequeno, recebe a missão de contrabandear uma carga de marijuana do México até o Colorado, e decide criar uma família de mentira para usar como disfarce. Para tanto, recruta sua vizinha Rose (Jennifer Aniston), uma stripper falida, para fingir ser a esposa, e os “filhos” Kenny (Will Poulter) - um nerd ingênuo e introvertido - e Casey (Emma Roberts) - uma adolescente revoltada que fugiu de casa.
Transitando na fronteira entre a moral conservadora e a transgressão, o filme é uma sátira hilária e despretensiosa dos valores da família tradicional americana spoiler: - seguida do esperado final feliz .
Uma das principais qualidades da obra reside na boa interação e sincronia entre o elenco. Sudeikis, famoso pelo programa de comédia Saturday Night Live, tem seu humor natural e sem afetações como um dos pilares do longa, garantindo um mínimo de plausibilidade às situações inverossímeis em que os personagens são mostrados. Aniston mantém seu padrão de qualidade usual na atuação. Apesar do uso de dublê de corpo nas cenas perigosas em que aparece de lingerie, a atriz mostra estar em ótima forma física - e ser a escolha ideal para o papel.
Merece destaque nesse sentido, também, a atuação de Emma Roberts e sua capacidade de dar dimensões reais ao estereótipo da adolescente problemática; ainda que não dote a personagem de uma profundidade psicológica notável, chega no mínimo a sugerir certa esfericidade.
O grande mérito do longa, contudo, reside no uso dos lugares-comuns na elaboração de piadas que, apesar da temática que por vezes toca as raias do kitsch, funcionam e surpreendem - graças principalmente ao domínio da linguagem de clichês e à boa construção dos punchlines.
O filme permite-se, em geral, considerável liberdade em relação à ditadura do politicamente correto sem cair no erro de tornar o “politicamente incorreto” um escudo para piadas ruins ou repetição irrefletida do óbvio. A obra conta ainda com um ótimo conjunto de referências à cultura pop - dos compositores Willie Nelson e Tom Waits ao vilão de quadrinhos Bane - que, somado à boa fotografia e à trilha sonora bem selecionada, contribuem para uma unidade estética do filme - que, apesar de inserir-se quase por completo em moldes pré-existentes, ainda se mostra capaz de oferecer doses de originalidade a um público mais exigente.
No filme “A família do bagulho” (We’re the Millers) nós encontramos David Burke (Jason Sudeikis), que é um traficante de maconha – de quinta categoria, e logo depois de ser roubado, é obrigado pelo seu chefe, um homem rico e que gosta de esbanjar estilo, Brad Gurdlinger (Ed Helms) a ir até o México e buscar o que ele pressupõe ser “uma pouca quantidade de droga” afim de quitar sua dívida, mas quando chega lá não é bem assim. Rose (Jennifer Aniston) leva a vida como stripper numa boate noturna, e passa boa parte do tempo evitando David. Já Kenny (Will Poulter) é o vizinho de David e é um virgem total, conhecendo Casey (Emma Roberts) no momento em que esta está sendo assaltada, sendo este o momento em que Kenny e David tentam evitar que a roubem, e o último acaba ficando sem suas drogas, o que ocasiona todo o resto. Para ter um disfarce perfeito, Burke convida três personagens mencionados para que eles sejam uma família de mentira, que ele chama de Millers o que justificaria o nome original, e assim terem um álibi perfeito para evitar possíveis suspeitas de qualquer pessoa, em especial da polícia mexicana, já que aquela era para parecer uma viagem comum em família. E eles pensam que o plano que bolaram é impecável, mas a cada momento ocorre algo que sempre frustra os planos deles, o que torna tudo mais hilário para quem assiste e tenso para quem está vivenciando tudo. E é essa tensão misturada com o humor que torna tudo muito interessante e agradável. O filme tem um elenco bastante conhecido, o que é um dos pontos altos dele. Quem é que não conhece Jennifer Aniston como a Rachel de Friends, e muitos outros dos seus filmes? E o Jason Sudeikis do programa humorístico Saturday Night Live? Sem falar do Will Pouter que ficou famoso no seu papel no filme “As crônicas de Nárnia: a viagem do peregrino da Alvorada” e da Emma Roberts, sobrinha da atriz Julia Roberts, e participou de vários filmes bastantes conhecidos como “Garota mimada” e “Se enlouquecer, não se apaixone”. Apesar disso, pecou nos últimos trinta minutos do filme, trazendo um final que não agradou à maioria dos que assistiram e em parte concordo com isso, mas vale a pena para ver a Jennifer Aniston como stripper.
Jennifer Aniston e seu apego pelas comedias, ainda mais com uma pintadinha de romance ,ingredientes necessários para seu cardápio alias ela juntamente com Sandra Bulock estão sempre de "olho" no gênero recheando assim seu vasto repertorio. Muito bom filme, historia convicente rodeada de clichês , mas que ao longo convence o pulblico pelo seu repertorio de piadas quentes. Uma boa comedia meio romantica ,garantia de muitas gargalhadas.
Você lê esse título e pensa: "Que filmeco!" Aí que você se engana meu amigo. Apesar do título de filme da "Sessão da Tarde", o filme é muito bom. Aquele clichê de filmes de viagem com a família são bem alterados nesse filme. Cenas realmente hilariantes e em alguns momentos, em que as cenas de humor são bem bobas, Jennifer Aniston e Jason Sudeikis seguram muito bem!! Recomendo uma conferida.
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