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Phelipe V.
510 seguidores
204 críticas
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4,0
Enviada em 3 de março de 2013
John Hawkes encarna Mark O'Brien com perfeição e mostra cada vez mais seu crescimento como ator. Chega a surpreender a forma com que ele escolhe atuar podendo apenas usar a cabeça. Porém, o destaque mesmo é Helen Hunt, sem dúvidas. Com cenas memoráveis, ela se entrega, de alma e, principalmente, corpo a uma personagem muito difícil. Sem pudores, fica nua, fala coisas politicamente incorretas (uma vez que toda a pseudo-malícia do filme encontra-se em sua personagem) e faz coisas que só uma atriz muito corajosa seria capaz de fazer. Tudo isso dando uma carga emocional fortíssima à personagem (o que é a cena em que, conversando com Mark, Cheryl tenta segurar o choro e sorrir ao mesmo tempo para tranquilizar o "paciente"?), com muitas nuances diferentes, e assim, construindo uma persona que é capaz de provocar uma forte identificação com o público, mesmo que tudo contribua para o contrário.
O roteiro também é muito bem sucedido pra contar essa história, um tanto quanto controversa. A única ressalva é que em seu momento inicial ele praticamente força um didatismo, com uma narração bastante desnecessária e até incômoda. O que compensa é que nas outras situações em que ele poderia fazer o mesmo, como quando Cheryl precisa "refletir" sobre Mark, cria uma saída bastante inteligente por meio do gravador.
Robin Weigert também é uma grata surpresa, que aparece pouquíssimo no filme, mas com uma participação imprescindível e competente.
Este é um filme magistral, sublime. Aparentemente trata-se de um filme sobre sexo, porém à medida que se desenvolve, esta obra de arte se concentra nesta que é a característica que nos torna mais humanos: o amor. Mas este não é o único sentimento que está presente pois o senso de humor do herói permeia toda a trama, tornando tudo mais leve e menos doloroso. Superação, amizade e especialmente redenção também fazem parte deste que sem duvida nenhuma é um dos melhores filmes que já assisti. Imperdível.
Falarei do que não foi dito: A EXUBERÂNCIA DE HELEN HUNT, aos 49 anos, lindíssima, corpo perfeito; o corpo franzino do ator prinicpal, que vive o escritor-poeta (será que o ator teve que fazer regime severo para ficar magérrimo?); o texto inteligente, com humor fino, e o legado que levamos deste filme, sobre pessoas que são felizes, com tão pouco...
Sensacional, humano, inteligente, bem humorado, delicado: uma poesia sobre a vida. John Hawkes e William H. Macy perfeitos. Helen Hunt linda, de um primor esplendoroso. Moon Bloodgood mandou muito bem, assim como todo elenco. Ben Lewin primoroso em acertar a dose de ingredientes num mix de sexualidade, religiosidade, deficiência física, poesia, cuidado entre sujeitos, sutileza e escancaramento, psicanálise, nudez, paixão, amor e sublimação. MARAVILHOSO. Parabéns! Jamais esquecerei este filme.
Ótimo! Ao ler a sinopse, a impressão que se tem é a de que se trata de uma comédia, porém, existe sim humor, mas o filme também traz à reflexão questões interessantes acerca das limitações vividas pelas pessoas com necessidades especiais. Todas as questões são abordadas com muita simplicidade, naturalidade e beleza! Excelente atuação de John Hawkes!
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