John Hawkes encarna Mark O'Brien com perfeição e mostra cada vez mais seu crescimento como ator. Chega a surpreender a forma com que ele escolhe atuar podendo apenas usar a cabeça. Porém, o destaque mesmo é Helen Hunt, sem dúvidas. Com cenas memoráveis, ela se entrega, de alma e, principalmente, corpo a uma personagem muito difícil. Sem pudores, fica nua, fala coisas politicamente incorretas (uma vez que toda a pseudo-malícia do filme encontra-se em sua personagem) e faz coisas que só uma atriz muito corajosa seria capaz de fazer. Tudo isso dando uma carga emocional fortíssima à personagem (o que é a cena em que, conversando com Mark, Cheryl tenta segurar o choro e sorrir ao mesmo tempo para tranquilizar o "paciente"?), com muitas nuances diferentes, e assim, construindo uma persona que é capaz de provocar uma forte identificação com o público, mesmo que tudo contribua para o contrário.
O roteiro também é muito bem sucedido pra contar essa história, um tanto quanto controversa. A única ressalva é que em seu momento inicial ele praticamente força um didatismo, com uma narração bastante desnecessária e até incômoda. O que compensa é que nas outras situações em que ele poderia fazer o mesmo, como quando Cheryl precisa "refletir" sobre Mark, cria uma saída bastante inteligente por meio do gravador.
Robin Weigert também é uma grata surpresa, que aparece pouquíssimo no filme, mas com uma participação imprescindível e competente.
Uma narrativa interessante da dura vida de Mark,logo após, já entramos pra valer em sua vida íntima. As Sessões,faz parte de um grupo de dramas que abordam um pouco de comédia ao longo.E não precisa de um.super elenco para mostrar um boa história. Temos apenas John Wawkes e Helen Hunt,fazendo brilhantes personagens.
Hawkes, consegue o equilíbrio necessário para compor com grande precisão um papel delicado e difícil de ser interpretado. Hunt ainda revela jovialidade e charme em sua atuação com certo clímax sexual e para completar Macy como padre - revela uma química interessante com o protagonista. A precisa direção de Lewin, consegue se desviar do quase inevitável limiar do sentimentalismo raso, com grande talento que é compensado pela grande atuação do trio de protagonistas, com destaque já citado para Hawkes; que revela a inocência, a espontaneidade, o sarcasmo sem desviar da verdade e da amargura que não deixa de ser sentido por ele - que com esta ajuda, consegue levar o filme com muita versatilidade até o final. A poesia que é recitado por sua voz é um momento mágico do filme.
As Sessões aborda um tema interessante. A vida sexual de pessoas com problemas físicos realmente é um tema pouco abordado. Já vimos temas de superação de pessoas que por alguma impossibilidade física, consegue vencer barreiras e vencer na vida. Aqui temos a história de alguém que precisa se superar mentalmente e fisicamente para realizar um desejo de sua vida. O filme é baseado no artigo de nosso protagonista “Se consultando com uma substituta”. Conta a história de Mark O’ Brien (John Hawkes) que sofreu paralisia desde pequeno e por isso não se locomove. Ele praticamente não se mexe. Por causa disso ele necessita de acompanhantes. Devido a essa paralisia ele não consegue ficar muito tempo fora do que ele chama de pulmão de aço (confesso que fiquei curioso para saber como funciona). Esta máquina faz com que ele consiga dormir seguramente e que não sinta falta de ar. Mark já é uma pessoa estabelecida. Ele trabalha como jornalista e cursou uma grande faculdade. Após começar uma matéria sobre a vida sexual de deficientes físicos, surge a vontade de iniciar sua vida sexual. Para isso ele consegue uma terapeuta sexual, (Cheryl interpretada por Helen Hunt) que através de sessões irá ajudá-lo tanto em um descobrimento físico e apesar de não planejado, em um descobrimento sentimental/amoroso. Apesar de ter concorrido ao Oscar 2013 como melhor atriz, não consegui perceber o quanto Helen Hunt foi muito satisfatória em seu personagem. Ela tem coragem de fazer as cenas de nudez e pronto. Em seu rosto não vi nenhuma expressão facial consistente. Seu rosto parece ter sido tão esticado que está semelhante a uma mascara que não muda de fisionomia. Uma coisa que posso considerar que ela passou bem foi à possível confusão mental que está passando em sua vida (não vi nada muito além disso). A dúvida permeia em seu rosto. Enquanto Helen Hunt foi exposta com uma nudez corajosa, o diretor resolveu preservar não Hawkes, mas, acredito o verdadeiro Mark, pois em nenhum momento aparece sua nudez. Tanto John Hawkes e William H. Macy (interpreta o padre Brendan) não nos oferece interpretações memoráveis. A montagem me incomodou. O filme se resume casa/igreja ou casa/sexo/igreja. Pareceu que faltava algo a mais na estrutura do filme, me deu a impressão de uma falta de continuidade. As imagens são interessantes e fazem sentidos. A conversa entre o padre e Mark é filmada de maneira que a posição deles forme uma cruz. Uma abordagem interessante é o lado em que Cheryl deita em sua casa e quando ela deita em relação a Mark. Passa uma idéia de que ela está no meio, um pouco indecisa. Ela tem duas opções de vida opostas. Há outras analogias interessantes. O roteiro tem um tema interessante, mas parece que foram colocadas algumas coisas desnecessárias para compor o filme. A vida pessoal de Cheryl parece que entrará na história, mas apesar de ser um bom tema paralelo, é pouco explorado. A insatisfação dela é demonstrada, mas também não avança na história. As cenas da ajudante com um recepcionista não fazem sentido para a história e poderia, em minha opinião, ficar fora do resultado final do filme. Por fim temos um filme com um tema poderoso, mas que parece uma história ou curta demais para um filme ou que foi pouco desenvolvida.
As sessões, lançado em 2012, aborda um tema pouco explorado no cinema: a vida sexual de pessoas com alguma deficiência física. É focado na historia de Mark O'brien, um poeta, que aos seis anos de idade contraiu poliomelite e como sequela teve a perda de movimentos, e passa seus dias restrito à cama e vinculado ao aparelho de respiração artificial. Mas Mark segue a vida com um humor irônico e trabalhando como escritor, sua mente está em perfeitas condições e seu corpo começa a dar sinais que necessita realizar alguns desejos íntimos...bem íntimos. Com muita sensibilidade o filme nos faz refletir sobre a importância do sexo nas nossas vidas e como essa força, esse instinto vital deve ser venerado. Helen Hunt está maravilhosa como a terapeuta sexual que ajuda Mark O'brien a controlar e saciar seus desejos. O filme traz uma visão poética sobre o sexo, algo que está tão banalizado atualmente, mas na visão de O'brien ganha uma conotação libertária capaz de transporta-lo daquela cama que o aprisiona. Muito além do desejo sexual o filme mostra a importância do toque, do carinho e do amor na vida de qualquer pessoa.
Ótimo! Ao ler a sinopse, a impressão que se tem é a de que se trata de uma comédia, porém, existe sim humor, mas o filme também traz à reflexão questões interessantes acerca das limitações vividas pelas pessoas com necessidades especiais. Todas as questões são abordadas com muita simplicidade, naturalidade e beleza! Excelente atuação de John Hawkes!
As Sessões é uma comédia romântica-dramática-sexual baseada em fatos reais, com um tema inusitado: Mark O'Brien (1949-1999) (John Hawkes) é um poeta, professor universitário, católico praticante ainda que nem tão fervoroso e... vítima da pólio. Devido à doença que o acometeu ainda na infância, ele só consegue mover a cabeça.
Mas O'Brien, aos 38 anos, quer uma única coisa: perder a virgindade.
Apesar do tema, o filme tem uma "pegada" agridoce, arejada pelo humor, em especial pela fantástica autoironia de O'Brien. Com a ajuda de uma terapeuta sexual (eis a pequena polêmica do filme), a Cheryl (Helen Hunt), em seis sessões O'Brien vai descobrindo as sutilezas do sexo.
O que não estava escrito no script é que isso marcaria a vida de O'Brien e de Cheryl para sempre.
Sensível, procurando equilíbrio entre a pieguice e uma história sincera, sem muitas condescendências, entre a comédia, o romance e o drama, As Sessões marca não só pela poesia das cenas, pela nudez de Helen Hunt, pela performance incrível de Hawkes, mas pela mensagem, de uma doença que marcou definitivamente a vida de um homem, mas que não o impediu de viver o sexo... e o amor.
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