As Sessões
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4,1
196 notas

26 Críticas do usuário

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Rafael A.
Rafael A.

23 seguidores 40 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 18 de novembro de 2013
Dirigido por Ben Lewin, o filme “As Sessões” conta a história de Mark O’Brien, um escritor e poeta que contraiu poliomielite quando criança e agora se completamente paralisado do pescoço para baixo. Isto leva Mark a precisar de ajuda constante de pessoas para realizar as tarefar mais simples que o ser-humano pode fazer. Como se alimentar, fazer um telefonema, comprar roupas, entre outra coisas. Mark esta constantemente com uma acompanhante que o ajuda a se vestir, tomar banho e comer. Quando ele se apaixona por uma destas acompanhantes e é rejeitado, ele percebe que precisa fazer alguma coisa com sua vida sexual e amorosa. Isto significa que terá que explorar outras partes do seu corpo. Completamente sem saber por onde começar, Mark contrata uma terapeuta chamada Cheryl Cohen Greene que é especialista em exercícios de consciência corporal, que o inicia no sexo.

“As Sessões” conta com um ótimo elenco, com John Hawkes, Helen Hunt, William H. Macy, Moon Bloodgood, Annika Marks, W. Earl Brown, Adam Arkin, Jennifer Kumiyama, Robin Weigert.

Hawkes é o responsável por dar vida a Mark e sua interpretação é sem dúvida o ponto alto do filme. Como interpretar um personagem que não se expressa corporalmente? Como um ator consegue essa façanha? É difícil, sem dúvida, mas Howkes faz com propriedade. Sem dúvida teve de fazer muita pesquisa e entrevistar algumas pessoas que sofrem de poliomielite, e isto lhe deu repertório para construir Mark. Sim, é verdade que Mark não passa por grandes situações emocionais, tais como a morte de alguém, ou a perda dos pais, o filme mostra a vida de Mark já em busca dessa solução sexual, que é um ponto curioso que o filme se propõe a responder, mas sem dúvida Hawkes não precisou levar grande carga emocional ao personagem, mesmo assim o desafio de fazer cenas se poder mover um músculo é muito bem feita.

Helen Hunt é a terapeuta sexual de Mark, e da mesma forma como o personagem principal ela não enfrenta muitas cargas emocionais, e isto deixa o personagem um pouco razo para a narrativa. Hunt sem dúvida tira o personagem de letra, que precisa ter relações sexuais com seus clientes e não se envolver emocionalmente. Sim, você deve estar pensando: “Igual uma prostituta!”, porém o filme já responde essa questão, explicando o qual a diferença entre uma especialista em exercícios de consciência corporal e uma prostituta. E sim, a diferença é basicamente a intenção da relação e obviamente, seus clientes.

Em termos técnicos o filme não tem nenhum tipo de novidade, e sua maior virtude é a fotografia. Pois o filme nos proporciona cenas muito boas com Mark, justamente por não se mexer, a questão chave da fotografia é a paisagem ou o ambiente em que o personagem esta.

A direção também é simples e sem dúvida o filme não tem muitas novidades neste campo, ou seja, podemos concluir que “As Sessões” tem um roteiro interessante, mas não muito profundo por parte dos personagens, e na parte técnica é regular. O que chama a atenção mesmo é a atuação de Hawkes que consegue levar o filme a um outro nível.
Marcio S.
Marcio S.

108 seguidores 126 críticas Seguir usuário

2,5
Enviada em 31 de agosto de 2013
As Sessões aborda um tema interessante. A vida sexual de pessoas com problemas físicos realmente é um tema pouco abordado. Já vimos temas de superação de pessoas que por alguma impossibilidade física, consegue vencer barreiras e vencer na vida. Aqui temos a história de alguém que precisa se superar mentalmente e fisicamente para realizar um desejo de sua vida.
O filme é baseado no artigo de nosso protagonista “Se consultando com uma substituta”. Conta a história de Mark O’ Brien (John Hawkes) que sofreu paralisia desde pequeno e por isso não se locomove. Ele praticamente não se mexe. Por causa disso ele necessita de acompanhantes. Devido a essa paralisia ele não consegue ficar muito tempo fora do que ele chama de pulmão de aço (confesso que fiquei curioso para saber como funciona). Esta máquina faz com que ele consiga dormir seguramente e que não sinta falta de ar. Mark já é uma pessoa estabelecida. Ele trabalha como jornalista e cursou uma grande faculdade. Após começar uma matéria sobre a vida sexual de deficientes físicos, surge a vontade de iniciar sua vida sexual. Para isso ele consegue uma terapeuta sexual, (Cheryl interpretada por Helen Hunt) que através de sessões irá ajudá-lo tanto em um descobrimento físico e apesar de não planejado, em um descobrimento sentimental/amoroso.
Apesar de ter concorrido ao Oscar 2013 como melhor atriz, não consegui perceber o quanto Helen Hunt foi muito satisfatória em seu personagem. Ela tem coragem de fazer as cenas de nudez e pronto. Em seu rosto não vi nenhuma expressão facial consistente. Seu rosto parece ter sido tão esticado que está semelhante a uma mascara que não muda de fisionomia. Uma coisa que posso considerar que ela passou bem foi à possível confusão mental que está passando em sua vida (não vi nada muito além disso). A dúvida permeia em seu rosto. Enquanto Helen Hunt foi exposta com uma nudez corajosa, o diretor resolveu preservar não Hawkes, mas, acredito o verdadeiro Mark, pois em nenhum momento aparece sua nudez. Tanto John Hawkes e William H. Macy (interpreta o padre Brendan) não nos oferece interpretações memoráveis.
A montagem me incomodou. O filme se resume casa/igreja ou casa/sexo/igreja. Pareceu que faltava algo a mais na estrutura do filme, me deu a impressão de uma falta de continuidade. As imagens são interessantes e fazem sentidos. A conversa entre o padre e Mark é filmada de maneira que a posição deles forme uma cruz. Uma abordagem interessante é o lado em que Cheryl deita em sua casa e quando ela deita em relação a Mark. Passa uma idéia de que ela está no meio, um pouco indecisa. Ela tem duas opções de vida opostas. Há outras analogias interessantes.
O roteiro tem um tema interessante, mas parece que foram colocadas algumas coisas desnecessárias para compor o filme. A vida pessoal de Cheryl parece que entrará na história, mas apesar de ser um bom tema paralelo, é pouco explorado. A insatisfação dela é demonstrada, mas também não avança na história. As cenas da ajudante com um recepcionista não fazem sentido para a história e poderia, em minha opinião, ficar fora do resultado final do filme.
Por fim temos um filme com um tema poderoso, mas que parece uma história ou curta demais para um filme ou que foi pouco desenvolvida.
Fábio R.
Fábio R.

9 seguidores 35 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 18 de setembro de 2020
Esse filme mudou algo em mim, de certa forma.
Consegue tratar de uma forma tão visceral e profunda um tema que é tão tabu.
Uma obra sensível, com um tema mais do que necessário, que merece ser assistida por todos.
Phelipe V.
Phelipe V.

510 seguidores 204 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 3 de março de 2013
John Hawkes encarna Mark O'Brien com perfeição e mostra cada vez mais seu crescimento como ator. Chega a surpreender a forma com que ele escolhe atuar podendo apenas usar a cabeça. Porém, o destaque mesmo é Helen Hunt, sem dúvidas. Com cenas memoráveis, ela se entrega, de alma e, principalmente, corpo a uma personagem muito difícil. Sem pudores, fica nua, fala coisas politicamente incorretas (uma vez que toda a pseudo-malícia do filme encontra-se em sua personagem) e faz coisas que só uma atriz muito corajosa seria capaz de fazer. Tudo isso dando uma carga emocional fortíssima à personagem (o que é a cena em que, conversando com Mark, Cheryl tenta segurar o choro e sorrir ao mesmo tempo para tranquilizar o "paciente"?), com muitas nuances diferentes, e assim, construindo uma persona que é capaz de provocar uma forte identificação com o público, mesmo que tudo contribua para o contrário.

O roteiro também é muito bem sucedido pra contar essa história, um tanto quanto controversa. A única ressalva é que em seu momento inicial ele praticamente força um didatismo, com uma narração bastante desnecessária e até incômoda. O que compensa é que nas outras situações em que ele poderia fazer o mesmo, como quando Cheryl precisa "refletir" sobre Mark, cria uma saída bastante inteligente por meio do gravador.

Robin Weigert também é uma grata surpresa, que aparece pouquíssimo no filme, mas com uma participação imprescindível e competente.
Samy O.
Samy O.

11 seguidores 4 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 28 de março de 2013
AS SESSÕES, uma comédia dramática, que nos apresenta a vida de Mark O’Brien, um homem que aos seis anos de idade teve poliomielite e desde então passa a maior parte do seu dia dentro de um pulmão de aço e só pode ficar deitado. Porém Mark é poeta e jornalista e vê a vida mudar quando é convidado para escrever um artigo sobre o sexo e as pessoas com deficiência. Uma questão que ele vai trabalhar com uma terapeuta do sexo.

O filme é baseado nos artigos escritos por Mark, após o termino das sessões. Por ser tratar de uma biografia, o roteirista e diretor Bem Lewin, fez um excelente trabalho ao retratar com fidelidade, nos diálogos a personalidade de Mark, sempre utilizando o senso de humor sarcástico. Pontos também para o figurino e cenário, ambos retratam com fidelidade os anos 80. Do clímax para o desfecho passa-se tão rápido que mal percebemos que o filme está acabando. Ainda estou indecisa se isso é ruim, pois essa rapidez me deixou sem ar. Mas ter os acontecimentos da cena final mais bem desenvolvidos também seria bom.

Enfim, o longa não serve para quem quer sentar-se na frente da telona e não pensar em nada, é um filme inteligente, que nos faz rir, chorar e refletir. Esse filme da uma tapa na cara da sociedade e grita ‘‘ Não me digam o que posso ou não fazer '’. Estréia 13 de fevereiro.

Por: Samanta Oliveira
Yan
Yan

8 seguidores 47 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 20 de fevereiro de 2014
"As pessoas o superestimam, mas é necessário"...a frase entabula o centro deste filme: a busca pelo sexo. Não por uma pessoa comum, mas por Mark O' Brien (John Hawkes), que mantem deficiência física desde a infância e só consegue mover a cabeça. O personagem de Mark é encantador de fato, apesar de nada poder expressar com seu corpo, seus olhos dizem muito. Nessa toada aparece Cheryl (Helen Hunt), uma terapeuta sexual, que o ajuda nesta empreitada rumo ao objetivo de Mark. O tema é arejado, fica leve a medida em que o filme se desenvolve, que ao final se demostra que sim, qualquer pessoa deficiente pode (e deve) levar uma vida inteiramente normal, pode sentir e amar. Do tipo de filme centrado na história que quer contar e seus personagens, sem a pretensão de ser engraçado, chega a ser cômico. Nada de importante no aspecto fotográfico. Boas atuações de John e Helen Hunt.
Nelio D.
Nelio D.

17 seguidores 2 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 17 de fevereiro de 2013
Sensacional, humano, inteligente, bem humorado, delicado: uma poesia sobre a vida. John Hawkes e William H. Macy perfeitos. Helen Hunt linda, de um primor esplendoroso. Moon Bloodgood mandou muito bem, assim como todo elenco. Ben Lewin primoroso em acertar a dose de ingredientes num mix de sexualidade, religiosidade, deficiência física, poesia, cuidado entre sujeitos, sutileza e escancaramento, psicanálise, nudez, paixão, amor e sublimação. MARAVILHOSO. Parabéns! Jamais esquecerei este filme.
Phillipe  A.
Phillipe A.

4 seguidores 38 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 15 de março de 2013
Inspirador, essa é a palavra que define essa película. Consegue-se tocar em um assunto extremamente delicado, sem ser monótomo, polêmico ou previsível, sustentando-o com leveza, humor e ironia. Hunt e Hawkes em atuações difíceis, corajosas e bem sucedidas. O quão o sexo é importante para a felicidade e a realização pessoal das pessoas? E o quanto isso faz diferença na vida de quem nunca fez sexo, ou pior, se encontra parcialmente ou totalmente incapacitado? Essas dentre muitas outras discussões podem ser feitas após assistir essa dádiva que é esse filme. Recomendadíssimo e nota máxima.
Adriano W.
Adriano W.

8 seguidores 1 crítica Seguir usuário

2,0
Enviada em 12 de abril de 2015
Assisti por acaso o filme, achei interessante a ideia do tratamento, digamos, um tanto fora do padrao proposto pela doutora... mas como minha mente nao se permite viajar em algo q tenta ser serio e nao é... algumas questoes vieram
A Poliomelite nao paralisa ninguem, ela no maximo ataca um dos membros inferiores, pode causar flacidez muscular no mesmo e ponto. Fora isso,, pode levar a morte, mas nao a paralisia completa

Se eu assemelhasse a doenca a uma tetraplegia ou paraplegia, em ambos, a pessoa nao tem qualquer sensibilidade ao ser tocada, pois ocorre um desligamento dos nervos nas partes afetadas, seja ela do pescoco pra baixo ou da cintura pra baixo, em ambos o cara nao pode ter erecao... pode ate ter ejaculacao por ser algo mental...

Logo, este filme apesar de inicialmente interessante, nao faz o menor sentido
Álvaro G.
Álvaro G.

5 seguidores 2 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 12 de março de 2013
Um filme sublime, na medida certa. Atuações magistrais. Uma história cativante. E o melhor, real!
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