Está série com os personagens da turma dos vingadores com certeza está chegando a ser uma das franquias mais rentáveis da história do cinema. E isso é bom! Fãs de HQs e cinéfilos adeptos a ação e aventura agradecem. Porém, isso pode gerar um ponto negativo. Empolgados com o dinheiro entrando, produtores e diretores podem acreditar que o sucesso é garantido e se esquecem que, acima de tudo, um filme pode ser uma obra de arte e ir além de apenas coreografias de tiros e explosões - fugir daqueles filmes sem cérebro, no estilo "Padrão Michael Bay de qualidade".
Após Os Vingadores (2012), a procura pelos filmes da Marvel subiu ainda mais. Criou-se expectativa em torno dos filmes-solo dos integrantes do grupo que viriam a seguir. Acabamos vendo dois filmes decepcionantes em 2013: o mediano Thor 2: Mundo Sombrio e uma das maiores bombas dos últimos anos nos cinemas... Homem de Ferro 3 - que mesmo sendo infantil e muito distorcido da historia em quadrinho, passou de 1 bilhão de dolares nas bilheterias mundiais - devido ao sucesso de The Avengers e ao marketing enorme, com bonequinhos de brinquedo e tudo mais para as crianças, que encheram os cinemas.
O próximo era o "primeiro vingador", que viria em sua segunda aventura solo nas telas. O primeiro filme foi muito importante em preparar o terreno para Os Vingadores e acabou sendo uma aventura bacana, recheada de citações e explicações de origem de outros personagens do universo Marvel; a expectativa em cima desta segunda parte não era tão grande, porém, acabou se sobressaindo; A decisão de manter o estilo de espionagem clássico do herói, transportando o clima de tensão da época da 2ª guerra mundial para os dias de hoje, foi algo acertadíssimo da dupla de diretores Joe e Anthony Russo.
Aqui vemos Steve Rodgers (Chris Evans, cada vez mais a vontade no papel) ficando mais adaptado em viver nos dias atuais, pois ficou mais de 60 anos congelado até os eventos de Os Vingadores. Ajudando nos interesses da SHIELD a pedido de Nick Fury (Samuel L. Jackson, que deve se divertir muito neste papel), ele se depara com um esquema de corrupção dentro da própria organização, envolvendo o uso de uma poderosa arma, que tem capacidade de atirar em qualquer pessoa da terra com o uso de um satélite; sem poder confiar em ninguém, ele se alia a Viúva Negra (Scarlett Johansson, linda e atuando muito bem como sempre) e tentam desvendar quem está por trás deste projeto que coloca em risco a segurança mundial, indo contra as intenções de um importante líder da SHIELD, vivido por Robert Redford (ameaçador e charmoso, mostrando que continua um ator em ótima forma). Tudo nos conformes, não é? Quase tudo... agora vou explicar o problema deste longa...
O que acontece de marcante daí para frente na história é algo que faz com que a logica seja um pouco abandonada, se levarmos em conta que se trata de uma história de um personagem integrante de um grupo de super-heróis poderosíssimos; pois bem, é o mesmo defeito que conseguimos detectar em Homem de Ferro 3 e em Thor 2; se está acontecendo algo com Capitão América e a Viuvá Negra tão importante em que, obviamente, os dois precisam de reforços, cadê o Tony Stark, o Thor, o Hulk, o arqueiro... simplesmente não aparecem e, acredite, o que acontece é de importância enorme para todos os personagens do grupo, envolvendo a morte de um dos personagens e também o retorno de inimigos (e amigos) de Steve Rodgers da época da 2ª guerra.
Mais um ponto negativo, talvez seja o possível envolvimento amoroso de Rodgers com a Viúva Negra, que acaba criando momentos legais que não são bem esclarecidos aqui - possivelmente deixarão isso para os próximos filmes, para dar aquele clima, é claro.
E é isso. Capitão América 2 se mostra como o melhor filme do grupo após Os Vingadores até agora, apesar de perder impacto devido estar preso em uma série cheia de personagens marcantes, que parecem fazer falta neste longa. Mas é só tentar esquecer este ponto e aproveitar uma boa história de espiões com algumas reviravoltas legais e um clima de tensão bacana que remete ao estilo clássico do personagem-titulo.