Quando Stephen Daudry se envolveu com a adaptação do livro Trash, de Andy Mulligan, a obra se passava num “país fictício e subdesenvolvido”. Entretanto, devido a relação do cineasta inglês com Fernando Meireles, Daudry optou por escolher o Brasil como locação para a história de Rafael, Gardo e Rato que, depois de encontrarem uma carteira recheada de dinheiro e alguns objetos, passam a ser perseguidos pela polícia e vindo a descobrir que a carteira pertence a um sujeito cuja fuga levou-o a esconder uma fortuna sabe-se lá aonde.
Iniciando seu filme com uma cena crucial extraída de um determinado ponto da narrativa, Daudry e o roteirista Richard Curtis (e seu colaborador Felipe Braga) voltam no tempo para contar a partir de flashbacks e vídeos-depoimentos (que comentam a trama) a história de José Angelo (Wagner Moura), mostrando-o se livrando da carteira porém sem conseguir fugir da polícia. E percebam como é particularmente eficiente que Stephen Daudry e o seu diretor de fotografia Adriano Goldman utilizam-se da entrada das viaturas policiais no lixão para poder apresentar aquele cenário ao espectador, não demorando muito para identificarmos Rafael e Gardo (Rickson Tevez e Eduardo Luis) entre os entulhos e vê-los finalmente descobrindo o tal objeto perdido... (LEIA O RESTANTE DO TEXTO NO LINK ABAIXO!)
Fiquei vidrada na tela a sessão inteira. Um misto de emoções: indignação, suspense, medo, euforia, esperança, tristeza, graça, fé... a escolha dos atores foi bem interessante, com destaque pros atores mirins, além dos já consagrados Selton Melo e Vagner Moura. Recomendo!
Os meninos, até então desconhecidos, fazem uma atuação excepcional. O engraçado é que eles se sobressaem em relação aos atores veteranos. Só não dou 5 estrelas pelo excesso de violência em algumas cenas.
Para o público brasileiro é um exercício interessante assistir “Trash”, pelo choque de culturas e por ver um diretor que aparentemente se envolveu com a locação de seu filme. Méritos também por ser um filme quase que totalmente falado em português, afinal é uma coprodução britânica. Mas é frustrante porque nada disso ajuda o filme.
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