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Jonathas Campos
1 crítica
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5,0
Enviada em 24 de fevereiro de 2014
Previsível? Sim. Um filme previsível. Mas não é por que já sabemos o que o garçom trará (aquilo que pedimos, algo previsível) que isso nos impedirá de desfrutar com prazer de uma deliciosa refeição. Não há como deixar de desfrutar a inesquecível atuação de Tom Hanks, marcado neste filme como um líder ponderado, empático e protetor. Excelente filme. Inesquecível.
"Capitão Philips" é um filme que demonstra o esmero técnico do cinema norte-americano, mas a história é tediosamente previsível, servindo mais para entreter do que para surpreender o espectador. Se esse é o seu caso, como é o meu, provavelmente você considerará o filme fraco. No entanto, de tão bem feito, é didático para oferecer um contraponto entre culturas ainda seduzidas pelo discurso da "luta de classes" e a eficiência tecnológica dos americanos, a qual acoberta até mesmo a sua notável incompetência operacional. Assim, é que se torna impressionante que quatro piratas somalis consigam abordar e render o capitão do superequipado navio MV Maersk Alabama em uma lancha precária com motor a popa, e depois a dificuldade e o planejamento meticuloso e extremamente complexo, o qual quase custou a vida do refém norte-americano, executado com o apoio de helicóptero e três navios da marinha fortemente armados, liderados pelo contratorpedeiro USS Bainbridge e com o apoio dos SEALs da marinha. É uma luta de Davi contra um Golias tão atrapalhado com seus apetrechos de última geração, que torna impossível deixar de pensar nas derrotas impostas aos americanos por guerrilheiros quase desarmados, mas extremamente idealistas como os vietcongues e a luta para deter Osama Bin Laden, escondido no Afeganistão e no Paquistão. Outro contraponto interessante é o insight que acomete o Capitão Richard Phillips (Tom Hanks), que se solidariza com seus próprios captores diante dos recursos desiguais os quais têm que enfrentar, e o seu instinto inicial protetor em relação ao adolescente Bilal, diante do desfecho que o mesmo antevia para a crise na qual se encontrava. Interessante também ver homens em seu estado bruto, e a violência que decorre da tensão que se instaura, bem representada pela testosterona pura de Faysal Ahmed (Najee). Filme bem feito e bom entretenimento, mas com história previsível.
Um bom filme, com trilha sonora envolvente, muito boa direção, captação também muito bem executada, atuações que dispensam comentários e uma forte carga ideológica....OPAAAA, calma lá! Carga ideológica mas com suas desproporcionalidades. Vivemos num mundo desproporcional, mas o politicamente correto nesse feito hollywoodiano demonstra alguns deslizes, e obviamente um filme vindo da terra do Tio Sam sempre terá a sardinha puxada pela eficiência e ética das forças armadas dos EUA. Dificilmente eu veria algo que me surpreendesse como "Conquista da Honra" e "Cartas de Iwo Jima" onde Clint Eastwood consegue mostrar com esses filmes, os dois lados da segunda-guerra Japão/EUA (sendo o segundo, pela subjetividade nipônica, vencedor de mais prêmios, do que a película de visão norte-americana) , e então me deparei novamente com esse patriotismo (puta pé no saco). Voltando ao "Capitão Philips", no final do filme senti a falta de amparo pelas questões dos Somalianos, e interessantemente apesar de todo absurdo provocado por eles, o politicamente correto prevaleceu e tudo continuou como obrigatoriamente parece ter que continuar: ocidentais com sua liberdade e direitos sendo plenamente respeitados, e o contraposto africano abdicado de qualquer tratamento minimamente humano, seja pelo seu próprio governo, seja pelo mundo que os marginalizou. O mundo é injusto, é! Desproporcional, SIM, e me solidarizei mais com as questões dos somalis do que com dos mocinhos norte-americanos. Ah, é porque eu não estava lá? Que seja! Tenho certeza que qualquer vida marginal, prisional num país como os EUA é melhor que o regime instaurado por milícias e políticas na África.
A muito tempo não assistia um Thriller como este, o diretor consegue capturar a atenção completa de quem assiste dosando muito bem a tensão, dando tempo para recuperarmos o folego antes de outra sequência nervosa, destaque para as atuações do Barkhad Abdi, o Muse consegue em alguns momentos cativar a compaixão não só do Capitão Phillips como de quem assiste, spoiler: como quando ele diz que não poderia desistir, já que teira ido longe demais, e o que dizer de Tom Hanks? Ele surpreendeu-me principalmente no final, uma atuação emocionante!
Quem acha que um filme de Oscar não pode ter ação, dinamismo, impacto e ao mesmo tempo ser simplista e denso pelo choque hierárquico entre culturas; sem aquela patriotada ridícula, com um único compromisso de retratar um conflito com uma boa dose adrenalítica deve assistir este excelente filme do especialista Paul Greengrass, que mais uma vez brilha numa direção engajada e cheia de qualidades que não apenas evidenciam situações mirabolantes, mas que nas mãos dele se tornam tão ou mais iradas do que um filme pirotécnico e arrasa quarteirão. Qualidade, simplicidade e competência são os ingredientes que ele articula na sua brilhante direção. Mais uma boa interpretação de Hanks, que não visa o compromisso de trabalhar para um ganho pessoal, aqui - assim como o seu personagem - ele brilha na imensa ajuda que confere no enxuto roteiro e na veracidade da trama. Barkhad Abdi tambem dá o seu recado como o líder dos piratas. Dos filmes que assisti até agora foi o que mais tive afinidade. Extraordinário como entretenimento, mas sem fugir do belíssimo roteiro.
O filme tem um trabalho incrível, com uma ótima fotografia e produção, no entanto Tom Hanks não está concorrendo a melhor ator e o filme não concorre a melhor diretor o que deixa ele mas longe de ganhar o melhor filme no Oscar, um filme que era para ser um dos favoritos acaba perdendo muitos pontos para a academia
Para mim não tinha outro ator que pudesse representar tão bem este papel como Tom Hanks. Prende a atenção do início ao fim da história. Muito envolvente e emocionante. Principalmente o final.
Otimo filme. Tom Hanks sendo Tom Hanks, brihante atuação como sempre. Barkhad Abdi com atuação digna de Oscar como ator coadjuvante, embora tenha perdido. Filme prende a atenção do telespectador do inicio ao fim, final eletrizante e destaque pra cena do resgate do Capitão.
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