Os Miseráveis
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4,5
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Álvaro José S.
Álvaro José S.

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5,0
Enviada em 27 de fevereiro de 2013
Os miseráveis é a obra prima de Victor Hugo, sendo várias vezes adaptado ao cinema e teatro. Isto faz que cada adaptação posterior seja um desafio maior, inovando para não cair no esquecimento como "mais uma adaptação". Por isso essa adaptação dirigida por Tom Hooper será inesquecível por um longo tempo.

Em primeiro lugar, uma obra com tantos personagens exige um elenco forte, que consiga individualizar seu personagem, tornando-os marcantes, Praticamente todos do elenco conseguem, a exceção de alguns do elenco jovem. Hugh Jackman e Hathaway foram merecidamente indicados ao Oscar por seus respectivos papéis, e Russell Crowe também merecia ser indicado por seu personagem Javert.

Em segundo lugar, Como um musical, precisava não cair no vício auditivo, só com tenores e sopranos o tempo todo. Conseguiu, a voz de Russel Crowe contrabalanceava com a de Jackman, enquanto Hathway, Isabelle Allen e as demais do elenco feminino solavam cada um eu seu tom. Tudo isso ajudou pro Oscar de mixagem de som.

Mérito também para figurino, maquiagem e cabelo, que conseguiram contrapor os três momentos que os personagens seguiam, nos três atos do filme.

Como já dito, Tom Hooper conseguiu tornar este filme inesquecível, tornando a melhor adaptação do livro de Victor Hugo, devidamente indicado ao Oscar de melhor filme.
Sisi Saldanha
Sisi Saldanha

11 seguidores 10 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 13 de agosto de 2021
Filme lindo. Tocou em minha alma. Ensinamento sobre perdão e amor, sem palavras para descrever tão bela obra. Nota 5.0 - excelente!
Matheus S.
Matheus S.

30 seguidores 62 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 22 de julho de 2013
Musicais tem o estranho dom de dividir completamente opiniões, tanto da crítica como do público. Foi assim lá atrás com Amor, Sublime Amor, há pouco tempo atrás o mesmo aconteceu com Moulin Rouge – Amor Em Vermelho, e pelo que tudo indica será assim também com Os Miseráveis.

A história clássica, baseada num famoso musical da Broadway, que por sua vez é baseada na obra literária de Victor Hugo, narra a trajetória de vida de Jean Valjean (Hugh Jackman) a partir do momento que ele foge da sua condicional. Ele estava preso por ter roubado um pedaço de pão uma irmã mais nova, mas o impiedoso inspetor Javert (Russel Crowe) não o perdoou, e então Jean foi preso. Depois de fugir da sua condicional, Jean decide viver sobre uma nova identidade, e então abriu uma costuraria. Lá trabalha Fantine (Anne Hathaway), uma mulher sofrida e que deixou sua filha com estaleiros de outra cidade, e todo o dinheiro que ganha ela manda para lá. Devido à um incidente, ela perde o seu emprego, e Jean Valjean não quis ajuda-la. Sem nenhuma esperança de vida, Fantine vai para um centro de prostituição da cidade, e lá passa momentos constrangedores e de grande sofrimento. Durante uma fuga do Javert, que continua na sua cola, Jean encontra Fantine e a reconhece do trabalho, e então decide ajuda-la agora. Passando por uma trama envolvente, Jean encontra a filha de Fantine, Cosette (Amanda Seyfried), e aparece outros personagens importantes na história, como o revolucionário Marius (Eddie Redmayne), a ex-irmã bastarda de Cosette, Eponine (Samantha Barks), entre outros. E enquanto Javert continua no encalço de Jean a qualquer custo, a revolução francesa explode em diversos lugares, inclusive onde Mario e Eponine iriam servir, criando um clima tenso em toda a França da época.

Como vocês devem ter percebido até mesmo o roteiro é teatral demais. E é esse um dos pontos que levaram mais críticas ao filme. Querendo diferenciar o diretor Tom Hooper (oscarizado pelo filme O Discurso do Rei) decidiu que todo o filme seria totalmente cantado, diferente de todos os outros musicais, onde falas normais se intercalavam com os números musicais. Há pouquíssimas falas normais no filme, e realmente isso as vezes fica cansativo, mostrando-nos um filme exageradamente teatral. Para diferenciar ainda mais o Tom decidiu que não seria usado playback em nenhuma parte do longa, sendo assim, todos os cantores tiveram que soltar a voz em frente a câmara. Esse ponto do filme gera um lado positivo, já que ele é totalmente cantado usar playback resultaria num filme inconvincente e sem tanta emoção. Mas há outro ponto negativo na direção do Tom Hooper: a fotografia. Eu sei que a fotografia do filme é responsabilidade de outro profissional, mais ainda assim o Tom tem uma ponta de culpa por mostrar o filme numa fotografia inconsistente, cheia de closes faciais desnecessários e descentralizados e movimentos de câmera ruins, cortando partes das faces dos atores entre outras coisas.
Um bom lado do Tom Hooper é o seu detalhismo e perfeccionismo. A caracterização dos personagens e o extremo realismo dos cenários e locações são fantásticos. Sem contar na maquiagem, marcante e de extrema importância para diversos personagens, como a Fantine. Devido ao seu perfeccionismo diversas cenas foram refilmadas diversas vezes, isso para que todos os atores parecessem o mais emocional e convincente perfeito.
Para muitos atores isso deu muito certo, mas já para outros... Russel Crowe é um dos poucos atores do filme que parece deslocado em relação aos demais, não dando a devida emoção ao Javert e também não nos emocionando com seus números musicais, que parecem supérfluos e nem tão maravilhosamente cantados. O Eddie Redmayne também não se sai muito bem na pele de Marius, tendo os mesmos problemas que o Russel. Mas por outro lado há atores que se saem mais que perfeitamente em seus papéis, alcançando um nível estratosférico de emoção e sentimentalismo convincente. Esse é o caso perfeito da Anne Hathaway, que mostra na tela um dos personagens mais emocionantes que apareceram nos cinemas nos últimos anos. Sua Fantine tem o nível de emoção perfeito para a personagem, sem contar que a sua voz é fantástica, alcançando altas notas facilmente e nos arrepiando em quase todos os seus números musicais. É impossível se esquecer da cena onde ela canta a antológica música “A Dream I Dreamed”, uma cena fantasticamente emocionante. O Hugh Jackman também está tão perfeito quanto a Anne no papel de Jean Valjean. Mas o problema é que o seu personagem não é tão carismático quanto tantos outros, o que faz com que ele fique ofuscado em diversas cenas.
Para quem assiste Os Miseráveis é bem visível um grande erro de “proporcionalidade emotiva”, isso porque enquanto há cenas altamente lacrimejantes no decorrer do filme, outras são dignas de tédio, não causando nem um pingo do impacto emocional causado em tantas outras cenas. Também dá pra perceber uma “escurecida” no filme depois que a Anne Hathaway sai de cena, deixando um buraco no filme. Esse “buraco” é preenchido por vários outros atores no decorrer de todo o filme (a Samantha Barks e a Helena Bonham Carter são alguns deles), mas ninguém conseguiu a perfeição da Anne.

Mesmo com tantos contras o filme se mostra fantástico para todo bom admirador de musicais ou apenas de cinema. Em diversos aspectos o filme alcança um nível de perfeição mágico, e ele se engrandece ainda mais com atuações bárbaras e vozes completamente fantásticas, vozes essas que saem de alguns atores que nós nunca sonharíamos em ver cantando tão perfeitamente.
Jonathan G
Jonathan G

50 seguidores 92 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 6 de março de 2013
Um filme musical que emociona somente quem gosta, mais possui grandes caracteristicas de cinema do bons.
Lorena R
Lorena R

58 seguidores 69 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 8 de fevereiro de 2013
Mais uma obra prima do cinema! Não sou muito chegada a musicais, tanta cantoria normalmente faz o filme ficar bobo e sem sentido. Mas este definitivamente nem é o caso de Os Miseráveis e eu me preparei pra isso, li comentários que diziam que o filme era todo cantado, então eu já sabia o que me esperava e estava preparada pra me aborrecer um pouco e até ficar entendiada e apesar do filme ser longo isso não aconteceu, porque cada cena é bela, emocionante, muito triste ou algumas poucas até divertidas. As canções são realmente inspiradoras e as atuações magníficas, com destaque para Anne Hathaway claro, para a atriz que faz Eponine e para as crianças, especialmente o garotinho, Gavroche.
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