Filme excelente: história, atores-cantores, direção, cenários etc.!
O filme é musical porque foi baseado no musical de teatro há mais tempo em cartaz no planeta: em 1980, "Os Miseráveis" estreou em Paris no Palais des Sports. Ele se tornou um dos musicais de maior sucesso da história. Foi dirigido por Robert Hossein, a música foi composta por Claude-Michel Schönberg e o libreto foi escrito por Alain Boublil.
Em 1985, uma versão em inglês foi inaugurada em Londres no Barbican Arts Centre. Foi produzido por Cameron Mackintosh e adaptado e dirigido por Trevor Nunn e John Caird. A letra foi escrita por Herbert Kretzmer e o material adicional por James Fenton. Está em cartaz em Londres até hoje. Este musical é a base para o filme.
Em 1987, o musical estreou na Broadway em Nova Iorque na Broadway Theatre. Só perde em tempo de cartaz na Broadway para "O Fantasma da Ópera".
O musical continua em turnê pelos EUA.
Quantos aos filmes não musicais, são muitos, mas destacam-se:
a) 1998, Os Miseráveis, filme dirigido por Bille August e estrelado por: Liam Neeson (Jean Valjean), Geoffrey Rush (Javert), Uma Thurman (Fantine), Claire Danes (Cosette) e Hans Matheson (Marius)
b) 2000, Os Miseráveis, minissérie da TV francesa dirigida por Josée Dayan e co-produzida por Gérard Depardieu, estrelado por: Gérard Depardieu (Jean Valjean), John Malkovich (Javert), Charlotte Gainsbourg (Fantine), Christian Clavier (Thénardier), Veronica Ferres (senhora Thénardier), Virginie Ledoyen (Cosette), Enrico Lo Verso (Marius), Asia Argento (Éponine), Jeanne Moreau (Madre Innocente), Steffen Wink (Enjolras), Jérôme Hardelay (Gavroche). Essa minissérie de 6 horas de duração é infinitamente melhor do que o longa de 1998.
c) 2000, versão inglesa da minissérie francesa de TV de 2000.
Por fim, a história passa-se na França do século XIX entre duas grandes batalhas: a Batalha de Waterloo (1815) e os motins de junho de 1832. Portanto, bem depois da Revolução Francesa (ocorrida entre 5 de maio de 1789 e 9 de novembro de 1799) e após a derrota definitiva de Napoleão Bonaparte. É uma das principais obras escritas pelo escritor francês Victor Hugo, publicada em 3 de abril de 1862, em cinco volumes, contando a vida de Jean Valjean, um condenado posto em liberdade, até sua morte. Em torno dele giram algumas pessoas que vão dar seus nomes para os cinco volumes do romance, testemunhando a miséria do século XIX na França, especialmente a pobreza miserável de Fantine, Cosette, Marius, mas também de Thénardier e esposa, Éponine, Gavroche e, inclusive, a do inspetor Javert, manipulado por um sistema policial e judicial cruel.
Infelizmente, o Brasil é muito parecido hoje com a França do século XIX, ou pior...
Também é o melhor filme de temática espírita que assisti nos últimos tempos!
Temas como amor ao próximo (caridade), perdão (forma de caridade), reforma íntima (evolução moral), imortalidade da alma, lei de causa e efeito (ou ação e reação, ou seja, o Bem resulta em Bem e o mal resulta em mal, para quem os faz) são tratados pelo grande Victor Hugo, os escritores dos musicais originais (Alain Boublil, na versão original francesa e Herbert Kretzmer, na versão inglesa) e o roteirista deste filme (Willliam Nicholson) de forma magnífica.
O final do filme é esplêndido!
Na minha opinião, como filme de temática espírita, é melhor que A Viagem - "Cloud Atlas" (2012), Nosso Lar e Chico Xavier (ambos de 2010), Criação (2009). Só é tão bom quanto Os Miseráveis, Os Fantasmas de Scrooge - "A Christmas Carol" (2009), baseado na obra do grande Charles Dickens (conhecida em português como Um Cântico de Natal), contemporâneo de Victor Hugo.