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Lucas D.
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3,0
Enviada em 30 de maio de 2015
Muito bem, fui esperando ver um filme de Indie Sci-Fi ( Ficção Cientifica) e me deparei com um Drama com D maiúsculo, uma jovem que fica impressionada com a descoberta astronômica de outra Terra, e por causa dessa sua atenção a essa nova Terra causa um acidente, que a acompanhara no transcorrer dos 92 minutos de filme. Eu esperava efeitos especiais a cada quadro do filme mas isso não acontece porém, isso não quer dizer que o filme não seja bom muito pelo contrário, a temática do filme e o que mais chamou a minha atenção, o fato de existir uma outra Terra e de lá, podermos tomar decisão diferentes e modificar coisas de nossa vida. E o filme trás essa discussão, você o que mudaria de sua vida, o que você perguntaria pra você mesmo ? Este filme me lembrou muito de " Melancolia" um outro grande filme. Por isso recomendo.spoiler:
Filosófico! Muito instigante! Não é um filme sobre o futuro, não é um filme sobre ciência, é um filme sobre perdoar! Tal filme, sobretudo, nos passa a mensagem de que nem todos - ou quase nenhum - eventos estão sobre o nosso controle! Belíssimo!
A outra Terra é um filme de drama/ficção científica que contou com a direção de Mike Cahill, que também participou do roteiro ao lado de Brit Marling (que também é protagonista do filme). Na trama, acompanhamos Rhoda (Brit Marling), uma adolescente que ao dirigir desatenta, provoca um acidente e mata a família de um conhecido compositor, John Burroughs (William Mapother). Nessa mesma noite, um novo planeta similar a Terra é descoberta e ambos os acontecimentos parecem se cruzar. No início do filme, antes de sabermos maiores detalhes da Terra 2, a narrativa se apresenta de forma linear, com apresentação do problema principal do filme e o desenvolvimento dos seus personagens. A medida em que o filme avança, o roteiro vai dando maiores informações da Terra 2 e ficamos com a dúvida se o que estamos vendo é da Terra 1 ainda ou da Terra 2. Mesmo com decisões inteligentes no roteiro, o mesmo possui alguns erros em especial ao desenvolvimento de personagens secundários, como é o caso da família de Rhoda e do faxineiro. O filme tem o seu auge nas interações entre os seus dois protagonistas, pois são abordados uma situação de amor e arrependimento (em algumas cenas apenas com os olhares tristes de Rhoda). O filme tem uma boa trilha sonora que reforça a ideia de melancolia vivida por Rhoda. A fotografia é satisfatória, mostrando um plano frio e com tons azul e ao mesmo tempo mostrando a Terra 2 cada vez mais perto. A mensagem principal do filme é de que não adianta busca em outro lugar o que não temos aqui, ou melhor dizendo o que não temos em nós. Para aqueles que não entenderam a cena final, precisa prestar atenção nas cenas das notícias na tv que não mostradas ao longo do filme. A cena final em que Rhoda encontra Rhoda explica muito essa mensagem que o filme tentou passar.
O título de “A Outra Terra”, filme dirigido e co-escrito por Mike Cahill, faz referência à descoberta científica de um segundo planeta Terra, um local propício para a vida humana. Este novo planeta se revela uma realidade paralela a que vivemos aqui, portanto existe um outro eu nosso nessa mesma localidade. Um pouco complicado (e, talvez, improvável) de se assimilar, né? Entretanto, a maneira como o filme de Mike Cahill se desenrola deixa tudo muito mais fácil para a gente.
A história segue Rhoda Williams (Brit Marling, também co-autora do roteiro do filme), uma jovem brilhante e inteligente, que vê todo o transcurso da sua vida se modificar quando ela, num acidente de carro, vitima a esposa de um professor (interpretado por William Mapother) e o filho do casal. Uma tragédia como essa deixa marcas profundas em Rhoda e é aqui que entra a ideia da segunda terra. E se você pudesse modificar o que fez? E se o seu outro eu cometeu os mesmos erros que você? Se você pudesse encontrar o seu outro eu o que você diria a ele (a)? Seria o nosso outro eu uma espécie de auto-consciência, de diálogo interno entre nós mesmos?
De uma certa maneira, “A Outra Terra” utiliza a discussão científica para falar sobre algo muito maior e que engloba justamente o desejo de Rhoda de acertar, de ser perdoada pelos seus erros. Porém, o que o filme acaba nos mostrando é que, ao abdicar de si própria em prol do outro e da possibilidade, nem que seja mínima, de reencontro da felicidade de uma terceira pessoa, Rhoda fecha os olhos para aquilo que está diante dela: a segunda chance, a oportunidade de fazer algo diferente e de ter uma vida nova também é dela, para ela aproveitar e ter a chance de seguir em frente, sem qualquer sentimento de culpa e dor.
Então, um filme que no começo pensei assim comigo, será que verei 10 minutos?, e acabei vendo ele todo, com 3 minutos logo após o acidente eu digo e verei todo. O filme se desenrola numa lentidão, e quando aparece a chance que e mostrada durante o filme que ela e bem ligada ao espaço, já pensamos ela vai para a outra terra. Mais o tempo ia passando e me perguntando assim: não vai dar tempo para ela ir a outra terra e fazer o que tivesse de fazer. Dai no final imagino ela vai tentar trazer o filho e a esposa do cara, algo do tipo. Mais não ela da a passagem para ele, passou 4 meses, outra dela aparece da um passo e acaba o filme? Como assim? Fiquei meio chateado pois imagina algo com a analogia feita a ela com o espaço, e ela não foi no final da historia, e para mim o final ficou assim vamos resolver por que não temos mais tempo! E termino, corta, ATe segunda pessoal!
Bom Filme, vamos deixar claro que não é nada original e nem é o melhor do seu gênero, mas mesmo assim é um filme legal. O roteiro foi bem feito, com uma fotografia muito boa por sinal (eles acertaram em fazer com que a história se passasse num local frio) e uma história interessante. Pode não ser um dos melhores no que ele se propõe a fazer mas mesmo assim é um dos melhores filmes do ano em que foi feito. Em resumo é uma boa diversão!
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