Um dos filmes mais inteligentes e validos em meio a esta leva de entretenimento inútil que é produzido pelas grandes produtoras do cinema Hollywoodiano. Chappie surpreende trazendo em debate a natureza e a consciência humana em pauta, e belamente mostra as transformações que surgem entre humanos e não humanos. Conforme se desenrola uma trama muito bem pensada e emocionalmente densa, percebe-se o ritmo de confrontos que nós víamos naqueles velhos e bons filmes de ação dos anos 80. Chappie não deixa de ser entretenimento, mas consegue transcender os clichês agarrando quem esta no cinema do inicio ao fim. Em tempos negros de um cinema espetáculo que parece ser feito apenas para deficientes mentais, surge um filme que se pode sentir prazer de olhar.
Embora muitos estejam fazendo criticas negativas ao filme, eu o achei SENSACIONAL. Primeiro por que muitos usam a desculpa de que o diretor usa o "futuro" mas só a tecnologia é que evoluiu. Bem o ano, pelo que pude entender é 2016, um futuro não muito distante, ou seja, não daria pra ter uma melhora populacional muito maior. Segundo ponto que achei magnifico foi a ambientação do filme, ressuscitou o ambiente de Robocop (o primeiro) de maneira que nem mesmo o remake conseguiu. No filme, não há eternos mocinhos, ou vilões, todos os personagens transitam entre o bem e o mal o tempo todo, inclusive Chappie que por ter a maturidade de uma criança demonstra total interesse em tudo o que todos possam ensinar, sendo isto uma coisa boa ou não. O filme se mostra extremamente capaz de despertar de brincar com os sentimentos humanos, conseguindo usar um robô como peça central da trama, onde o filme se mostra muito capaz de transitar ente alegria e pena ou aflição, mesmo se tratando de um robô. Sem contar o surpreendente final, que assim como no filme Distrito 9, é totalmente surpreendente. O filme consegue misturar ficção cientifica, critica social e principalmente pela quebra do modelo "perfeição" adotado por muitos anos, onde o bonzinho é sempre bonzinho, e o inimigo é sempre malvado. Chappie é capaz de faze-lo torcer por mocinhos e vilões, podendo os dois estarem inseridos no mesmo personagem. Vale a pena ver!!!
Dá até para você se divertir com o filme,Mas tem coisas nele que realmente encomodam você,O Filme foi feito mais para brincar com a inteligencia artificial dos robos,Tem coisas nele incriveis,O Chappie esta apanhando,E Você realmente ficacom pena dele.
Chappie (2015) Um filme que tem Hugh Jackman e Sigourney Weaver no elenco a gente vai assistir com algumas expectativas. Quando ainda tem a história de um robot prestes a ter a fagulha da humanidade parece ainda mais incrível... Então imaginem só a minha decepção ao encontrar um filme absolutamente sem graça, com um roteiro dos mais piegas, direção nula, personagens idem e ainda por cima ver tanho Hugh como Sigourney fazendo papeis que não entendo sequer como aceitaram... A história é bem velha, ao estilo de Robocop, só que ao invés de ser numa cidade dos EUA se passa lá em Johannesburg, na Africa do Sul, mesmo lugar onde o mesmo diretor fez o excelente Distrito 9, um filme bem diferente do usual. O mesmo diretor também estava em Elysium, então não dá pra entender como conseguiu fazer um filme tão ruim. Porque ruim??? Alias pra ser ruim este filme precisaria evoluir muito... ele é péssimo, uma verdadeira bomba, talvez um dos piores que eu já tenha visto em todos os tempos. Primeiro os atores... são de lascar, os que não são conhecidos eu acho que nunca vão ser mesmo, são muito ruins. Já os bons atores, foram colocados no filme apenas para emprestar sua fama, especialmente a Sigourney Weaver, que entra muda e sai calada... deve ter participado de um dia de filmagem e olhe lá. Hugh Jackman é um dos muitos vilões do filme, mas está irreconhecível, caracterizado com uma bermuda de aventureiro de fim de semana nem faz sombra pro cara que arrasou em diversos filmes, especialmente no musical "Os miseráveis" onde está irreconhecível e mostra que até os brutos sabem cantar. Fico imaginando como conseguiram a proeza de ter um cara como ele no filme e aproveitarem tão pouco, ainda mais num papel de vilão... O filme rouba ideias de todos os filmes de ficção que já fizeram e desonra a memória do Asimov quando trata a Inteligência Artificial de forma tão banal e rala. Tem algumas cenas que simplesmente não dá pra entender de onde o cara tirou, como a que o robô é abandonado perto de uns delinquentes sem qualquer explicação plausível. O diretor, que também assina o roteiro e que já demonstrou competência em outros filmes trata toda a história de uma forma absolutamente piegas, colocando diálogos absurdos, especialmente na boca do ator que faz o criador da Inteligência Artificial e nos bandidos que não sabem se são do mal ou do bem... a moça que quer demonstrar inteligência dá arrepios só com a voz esganiçada e as tentativas de parecer que sabe interpretar. O "melhor" personagem do filme é uma sucata que deve ter sobrado de Robocop e passa metade do filme parado e a outra metade tentando convencer de que não é praticamente um Thunderbird mal feito, pendurado nuns cordéis... ver aquilo voando afronta qualquer lei da física e provavelmente algumas leis também do bom senso até para filmes ridículos. O Robo Chappie até convence um pouco.. mas é muito mal aproveitado e passa quase o filme todo chorando ou levando porrada e o final dá até vontade de chorar quando lembro... mas chorar de tristeza, porque é muito... mas muito mesmo... idiota. Neil Blomkamp vai ter que se esforçar para recuperar seu nome depois desta bomba... pior que o cara estava mandando bem, então não sei o que aconteceu. Recomendo... que assista qualquer coisa, menos isso, não serve nem para seção da tarde.
Mais um filmaço do Neil Blomkamp, sempre discutindo de forma crua temas sociais, e sempre inserindo um futuro "sujo", nada de futuro com tudo branquinho como normalmente é mostrado. Um dos pontos mais legais é a discussão sobre como a maldade pode ser ensinada e como seres puros podem ser mudados de acordo como a sociedade e os pais se apresentam. Vale a pena assistir.
A ideia do longa é interessante, mas se perde ao tentar se aproximar demais de "Distrito 9", pois não são poucas as cenas que nos remetem a ele, o que dá a sensação de repetição, algo completamente desnecessário. Além disso, o roteiro é mal construído e deixa de lado a complexidade exigida pela trama e dá vez a uma historinha quase que para toda a família, com uma atmosfera infantilizada que coloca tudo a perder, levando ao caos e à incoerência narrativa. Para piorar a situação, conta com diálogos horrorosos que subestimam a inteligência do espectador, principalmente os de Chappie com Yolandi (Yo-Landi Visser), que apenas servem como constatação de que o objetivo crítico de Blomkamp neste caso é falho. o filme é fraco mas na falta de coisa melhor é uma boa distração.
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