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Leonardo d.
18 seguidores
73 críticas
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5,0
Enviada em 1 de janeiro de 2015
Um dos melhores filmes dos últimos anos, pelas atuações, pela direção, pela beleza das cenas e pela ausência do exagero. As duas cenas do esposo com a ave que invade o apartamento são a plena definição de cinema: a síntese de um sentimento, de um pensamento ou de uma situação (no caso, a relação de amor e cuidado entre o marido e a mulher) que não precisa se explicitar em falatório despoetizado.
Quando me convidaram para ver este filme estava imaginando que seria alguma discussão profunda sobre o "amor em si". De certa forma, é isso. Amor mostra a profunda transformação na vida de um casal de idosos quando a esposa sofre um derrame. Testa o sentimento de forma crua e pessimista. Emmanuelle Riva tem uma atuação primorosa neste filme, merecia ter vencido o Oscar.
Amor é um filme pra ser assistido inúmeras vezes, e a cada uma delas você agregar um sentimento novo, uma visão diferenciada, de rever os próprios conceitos sobre o que o filme nos traz pra ser observado. Concluo que apenas raciocinar situações e relacionar fatos não ajudará desvendar os mistérios que o amor sempre deixa à tona. O filme está além de uma compreensão literal, ele deve ser sentido, então, se você não é capaz de experimentar diversos sentimentos ao assistir esse filme, tendenciosamente, concluirá barbáries ou pragmatismo. George é muito mais que um aposentado que gosta de música e "parece" ou ama Anne, sua esposa. Ele é um verdadeiro ser humano a ser desvendado em seus inúmeros anseios, histórias, sentimentos, enfim, em tudo aquilo que o compõe. O filme é complexo, não é fácil delineá-lo em palavras, apenas, ele pode e deve mexer com seus sentimentos, ao menos quem já viveu situações parecidas saberá apreciar com mais subjetividade. Lindo filme, indico pra quem gosta de pensar, sentir e abstrair.
Parafraseando algum veículo de mídia que descreveu muito bem: É um choque emocional, mais que um simples drama. Roteiro montado brilhantemente de forma que envolve, surpreende e leva a reflexoes diversas. Incrível! isso sem falar no capricho e detalhamento das cenas... gostei de como o diretor explora o silêncio e a profundidade dos cenários pra compor o drama! Muito bom!
Chega a ser complicado escrever uma crítica para essa obra de arte que é esse filme Amor. Porque esse filme e aquele tipo de filme que quando ele acaba você não tem palavras para descreve-lo. Michael Haneke conseguiu mais uma vez impressionar seu público e mostrar um Amor que nem sempre e visto um Amor de verdade e assim repetindo o sucesso de A Fita Branca.
Amor é um filme bastante duro mesmo como diz a crítica do Adoro Cinema. É um filme que incomoda e mostra aspectos da vida pouco abordados pelo cinema. E não tinha forma melhor de mostrar do que essa. Mostra com exatidão fenomenal do horror que a velhice pode proporcionar e como lidar com um momento tão crucial da vida, o fim dela. Haneke abusou dos planos sequência, acredito que para dar esta sensação mesmo de lentidão, para mostrar que a vida na terceira idade é mais lenta e gradual. Foi assim em cenas corriqueiras e do cotidiano. A cena em que Georges tenta sem sucesso fazer Anne beber água é espetacular. No final é difícil para todos, é difícil até emitir uma opinião sobre o final do filme realmente emblemático, mas vale a pena ver sim. Hoje as pessoas estão acostumadas com filmes diferentes, filmes bem marcados com início, meio e fim. E quando assistem um filme como "Amor" se incomodam bastante. Mas acredito que Haneke passou bem o seu recado. Tem horas que o amor precisa ser provado da forma mais difícil mesmo.
Um filme pra poucos. Visceral, realista. Mostra sem delongas como pode ser o fim da vida de cada um de nós, mas como poucas pessoas gostam de encarar que a velhice os aguarda, dificilmente vão gostar da obra, pois ela é sincera.Vivo o drama da idade em casa diariamente, e foi como ver na tela um retrato da realidade. Triste, forte, marcante. Muito bom.
O fato do filme se chamar Amor e ser protagonizado por um casal de idosos faz com que se espere algo nostálgico e com lembranças felizes do passado. No entanto, não é isso que acontece. O sentimento amor é posto à prova de outra maneira, de uma forma dura. Logo no início o destino de Anne é mostrado.
George também tem suas limitações por conta da idade. Ele se recusa a receber ajuda de enfermeiros no início por conta da privacidade do casal. Mesmo que os dois se amem e tenham compartilhado uma vida inteira juntos, algumas situações são desconfortáveis e difíceis. A descoberta da doença e a adaptação, a perda da capacidade motora e intelectual e, pôr fim, a morte.
Eles decidem que os últimos momentos não seriam passados em um hospital. Anne sabe que dali em diante as coisas piorariam. Ela parece querer se poupar e poupar George daquilo e, por isso, não quer mais viver. George tenta dar conforto e prolongar a vida de Anne o máximo que é possível. O sentimento do amor é demonstrado de duas formas diferentes e as duas causariam algum sofrimento.
spoiler:
Sobre a cena da morte de Anne não consigo ter uma resposta para ela. George talvez tenha percebido que os dois estavam sofrendo e que aquele era o limite. Ela é inesperada e chocante. Aquilo foi bom ou ruim? Eu não consigo dizer.
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