É um filme fantástico! Haneke provoca no público diversas sensações e reflexões que não são fáceis de encarar. O filme provoca multiplas reflexões; Haneke faz o público sentir intensamente o pesado fardo que carrega Georges o personagem do brilhante ator (Jean-Louis Trintignant). Certamente é um filme instigante, e muito difícil de encarar, nos faz refletir questões importantes sobre o verdadeiro sentimento de amor e respeito pelo outro quando as provações e adversidades nos chegam. Georges se doa totalmente a sua esposa Anne (Emmanuelle Riva), tentando minimizar o sofrimento de ambos. O filme suprende ao tratar de um tema polêmico sobre a eutanásia como forma de libertação e uma critica sobre a falta de preparo e maturidade de enfermeiras e cuidadores de idosos.
O filme Amour mostra exatamente a verdade sobre a vida humana. As cenas são extremamente honestas, quem já teve algum contato com pessoas assim na família sabe o quanto é sincero o que abordam ali. A trilha sonora faz um pouco de falta, mas a emoção vem a tona sem nenhum tipo de ajuda, apenas o visual consegue alcançar a nota de um ótimo filme. Emanuelle Riva (Anne) devia ter ganhado o Oscar, com sua atuação incontestável e maravilhosa.
Filme sobre casal de idosos que ainda tem vida ativa, principalmente cultural e ela sofre um mal, à partir daí tudo muda, reflexões, vida, dor, amor. Um filme para analisar com o intelecto e o coração. Recomendo!
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