Amor
Média
4,3
507 notas

71 Críticas do usuário

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Ronalde L.
Ronalde L.

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5,0
Enviada em 20 de outubro de 2013
Amor é um filme pra ser assistido inúmeras vezes, e a cada uma delas você agregar um sentimento novo, uma visão diferenciada, de rever os próprios conceitos sobre o que o filme nos traz pra ser observado. Concluo que apenas raciocinar situações e relacionar fatos não ajudará desvendar os mistérios que o amor sempre deixa à tona. O filme está além de uma compreensão literal, ele deve ser sentido, então, se você não é capaz de experimentar diversos sentimentos ao assistir esse filme, tendenciosamente, concluirá barbáries ou pragmatismo. George é muito mais que um aposentado que gosta de música e "parece" ou ama Anne, sua esposa. Ele é um verdadeiro ser humano a ser desvendado em seus inúmeros anseios, histórias, sentimentos, enfim, em tudo aquilo que o compõe. O filme é complexo, não é fácil delineá-lo em palavras, apenas, ele pode e deve mexer com seus sentimentos, ao menos quem já viveu situações parecidas saberá apreciar com mais subjetividade. Lindo filme, indico pra quem gosta de pensar, sentir e abstrair.
Zarastro
Zarastro

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5,0
Enviada em 17 de outubro de 2013
Este é um legítimo "filme para adultos". Adolescentes de quaisquer idades não devem assistir este filme.

Não sei quantos aqui passaram pela experiência de acompanhar proximamente a decadência, a morte em vida de um ente querido. Não sei quantos aqui imaginam quão solitária pode ser a existência dos pais, após os filhos terem ido embora para cuidar da vida. Enfim, não sei quantos aqui têm consciência do significa o amor ao companheiro numa relação de décadas, num mundo tão marcado pelo imediatismo, pela exigência generalizada da perfeição (de corpo e de alma) e pelas aparências rasas. Michael Haneke nos faz questão de nos relembrar o significado dessas coisas num filme realista, chocante e profundamente emocional - já que a aparente frieza dos atores abre espaço para que sintamos o drama que escurece suas vidas. O filme é lento, sim. Mas isso é absolutamente necessário, para que tenhamos o tempo para nos possamos ficar imersos na nova realidade que se imporá ao casal.

Jean-Louis Trintignant e Emmanuelle Riva - que apareceram também em diferentes segmentos da "Trilogia das Cores", de Kieslowski - fazem aqui, provavelmente, as maiores interpretações de suas longas carreiras. Ele, como o marido que se devota integralmente à esposa, após ela ter sofrido um derrame cerebral; ela, a esposa que vai sendo aos poucos desconstruída pela doença, sem que pouco ou nada seu marido possa fazer, a não ser amá-la e cuidar dela até o fim.

Palmas também para Isabelle Huppert, que faz o papel da filha independente há tempos longe de casa, e que se sente absolutamente impotente para fazer o que for por conta de sua separação dos pais. Ela simplesmente não consegue entender a situação, porque ela é jovem demais para ter tido essa vivência. E seus pais - por amor - simplesmente não querem envolvê-la nesse turbilhão que desestrutura completamente suas vidas. spoiler: Inclusive, em um dos diálogos que ela tem com o pai, ele fala: "Suas preocupações não me ajudam em nada. Não me entenda mal, não é uma crítica. Não tenho tempo para suas preocupações."


O final do filme é chocante, embora não necessariamente surpreendente. E nos coloca a questão que volta e meia vem à tona: o que é preferível, uma vida indigna ou uma morte digna? A resposta fica em aberto, e depende tão somente de cada um de nós.
Mateus F.
Mateus F.

40 seguidores 77 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 26 de setembro de 2013
O legítimo filme "para todos e para ninguém" hahahahaha. Porque é simplesmente um filme dificílimo de ser "engolido", é cruel, por vezes sádico e causa desconforto. Não é a toa que ganhou a Palma de Ouro e é um filme de Haneke rs. Não poderia ser diferente. Na verdade, depois de muito tempo que eu fui gostar dele, demorei a entender e a aceitá-lo. Só não achei justo o filme estar nos indicados ao Óscar de melhor filme junto com os americanos (e nem Emmanuelle Riva ter perdido para Jennifer Lawrence) e não apenas com os estrangeiros. Sabemos que o Óscar não daria os dois prêmios para o filme, e nem era necessário, mas quem sou eu não é mesmo? Atores que sabem o que fazem, e um dos melhores diretores da atualidade.
Douglas M.
Douglas M.

7 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 28 de abril de 2013
Chega a ser complicado escrever uma crítica para essa obra de arte que é esse filme Amor.
Porque esse filme e aquele tipo de filme que quando ele acaba você não tem palavras para descreve-lo.
Michael Haneke conseguiu mais uma vez impressionar seu público e mostrar um Amor que nem sempre e visto um Amor de verdade e assim repetindo o sucesso de A Fita Branca.
Chayane F.
Chayane F.

4 seguidores 5 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 23 de março de 2013
Um filme tão forte que ficarei anos absorvendo sua essência. Possui grandes surpresas e merece ser visto mais de uma vez. Não é de linguagem difícil ou lógica complexa, mas consegue nos fazer refletir sobre os limites de sanidade e saúde.
Merecia os prêmios de melhor atriz, melhor filme, melhor roteiro... Amei cada segundo! Recomendadíssimo.
Juliana H.
Juliana H.

7 seguidores 3 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 17 de março de 2013
Parafraseando algum veículo de mídia que descreveu muito bem: É um choque emocional, mais que um simples drama. Roteiro montado brilhantemente de forma que envolve, surpreende e leva a reflexoes diversas. Incrível! isso sem falar no capricho e detalhamento das cenas... gostei de como o diretor explora o silêncio e a profundidade dos cenários pra compor o drama! Muito bom!
Fernu
Fernu

1 seguidor 11 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 8 de julho de 2013
Amor é um filme bastante duro mesmo como diz a crítica do Adoro Cinema. É um filme que incomoda e mostra aspectos da vida pouco abordados pelo cinema. E não tinha forma melhor de mostrar do que essa. Mostra com exatidão fenomenal do horror que a velhice pode proporcionar e como lidar com um momento tão crucial da vida, o fim dela. Haneke abusou dos planos sequência, acredito que para dar esta sensação mesmo de lentidão, para mostrar que a vida na terceira idade é mais lenta e gradual. Foi assim em cenas corriqueiras e do cotidiano. A cena em que Georges tenta sem sucesso fazer Anne beber água é espetacular. No final é difícil para todos, é difícil até emitir uma opinião sobre o final do filme realmente emblemático, mas vale a pena ver sim. Hoje as pessoas estão acostumadas com filmes diferentes, filmes bem marcados com início, meio e fim. E quando assistem um filme como "Amor" se incomodam bastante. Mas acredito que Haneke passou bem o seu recado. Tem horas que o amor precisa ser provado da forma mais difícil mesmo.
Susana C.
Susana C.

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5,0
Enviada em 4 de fevereiro de 2013
Excelente filme. N é para todos! :) spoiler:
Willian Lopes
Willian Lopes

27 seguidores 7 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 30 de janeiro de 2013
Uma densa historia sincera, sensível e angustiante sobre o amor. Em todas as conotações que ele assume.
Desde a 'Vida é Bela', é a primeira vez que um filme de língua não inglesa concorre a categorias tão importantes no Oscar.

‘Amour’, filme austríaco do diretor Michael Haneke, concorre aos prêmios de Melhor Filme, Melhor Direção, Melhor Roteiro Original, Melhor Filme Estrangeiro e Melhor Atriz no Oscar 2013.

Contando com um enredo aparentemente simples o filme nos leva as profundezas dos sentimentos humanos e nos brinda com um filme coeso, e tristemente belo.

George e Anne (Jean-Louis Trintignant e Emmanuelle Riva) são um casal de idosos, aposentados, que vivem tranquilamente num apartamento. Anne que quando mais jovem era professora de piano, vai com George prestigiar um de seus pupilos num concerto musical.
Alguns dias depois porem, Anne sofre um AVC, o que coloca sua vida e de seu marido num desafio continuo e diário para fortalecer o amor entre eles.

Logo de inicio, o filme nos mostra uma cena em que espectadores estão numa sala de concerto, voltados de frente para nós que assistimos ao filme, como se o espetáculo fossem nós e não eles. Isso revela bastante sobre a força de Amor sobre seu publico. Aliado a um roteiro bem estrutura onde os diálogos são essenciais para a trama, o filme constrói um arco dramático que em momento algum cai em clichês ou artifícios vazios e apelativos para mostrar o sofrimento do casal diante da atual situação deles. O sentimento de angustia e sensibilidade, surge a partir de experiências pessoais de quem assiste, identificando-se ali e refletindo sobre a vida a dois- seja de que forma for-.

Com segurança o diretor nos conduz ate uma questão mais seria e delicada de forma natural que é a eutanásia. Ate que ponto, devemos prolongar o sofrimento de alguém quando esse alguém decide partir?
O titulo apesar de parecer bem bobo, é totalmente condizente ao centro do filme. Pois tudo o que sustenta a película é justamente esse sentimento, demonstrado por silêncios dispersos, desenhos expostos na sala de estar da casa, ou mesmo no olhar de ambos.

A construção de personagens também é muito importante ao logo do filme, que recorre desde montagens sutis e edição lenta para compor com calma cada detalhe da direção de arte do filme que usa de artifícios repletos de metáforas e referencias que fazem um paralelo com os diálogos e lembranças das personagens, ate a trilha sonora quase inexistente, mas que quando atua produz no espectador um aperto na garganta entre a tristeza e a simpatia.

Um filme agridoce, que ao mesmo tempo que causa ternura pela relação ali exposta, também entristece e choca, pela crueza que é exposto a vitimização causada por um AVC.
E aqui a atuação brilhante e assustadoramente realista de Emmanuelle Riva (mais velha atriz a ser indicada a categoria de Melhor Atriz no Oscar) vem á tona. Num trabalho vocacional, corporal fantástico. Ela consegue compor a personagem e suas limitações cotidianas e sua melancolia e angustia por se tornar dependente do marido de uma maneira tal, que é impossível não aplaudir de pé seu desempenho ao final da projeção.

A fotografia apagada e escura- devido ao fato de que o filme se passa completamente em ambientes internos- ajudam a compor a sensação de que estamos visualizando realmente a vida intima de alguém. Muitas vezes nos sentimos intrusos de uma realidade ao qual não fomos convidados. E isso é soberbo.

Personagens como a Filha do casal ou mesmo o jovem pupilo apenas mencionado no inicio do filme e que faz uma pequena visita ao casal, servem apenas para construir e determinar a vida em que o casal esta inserido. E não é difícil imaginar- ou se identificar para aqueles que já vivem tal realidade- a forma que nossas relações vão adquirindo ao longo dos anos. Distanciamentos mas elos firmes.


Cenas memoráveis compõe o filme como a cena em que Anne é levada para tomar banho, a cena em que Anne e George conversam na cozinha, em que ele relembra um episódio de sua infância, e a cena em que uma pomba entra pela janela aberta do apartamento.
Metáforas tais como a da pomba tornam o filme uma pequena joia entre os lançamentos de 2012, que com certeza merece ser visto e sentido, chorado e refletido acerca de inúmeras questões sobre a vida.
Vide sequencia em que Anne folheia o antigo álbum de fotografias.

Mas é em seu clímax que esta uma resolução que coloca em xeque todo o enredo de acordo com a opinião pessoal de cada um que o assiste. Um clímax chocante, inesperado, mas estritamente necessário, que é o ponto final que torna o filme um pequeno deleite e obra prima. Ali o julgamento cabe ao espectador, igualmente ao seu entendimento do final da projeção.

Ao final, uma carta fecha como um signo, um símbolo mais que perfeito a toda a trama, encerrando Amor da maneira qual foi composto: com sinceridade, crueza e beleza.

Um filme Intrínseco que se justifica pelo silencio de um apartamento vazio, morto mas com rachaduras repleta de vidas.
Máris Caroline G.
Máris Caroline G.

12 seguidores 1 crítica Seguir usuário

5,0
Enviada em 20 de janeiro de 2013
Sobre a condição humana e como é difícil entender a condição alheia nas diferentes fasas da vida. Lindo, emocionante e cruel.
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