Um filme pra poucos. Visceral, realista. Mostra sem delongas como pode ser o fim da vida de cada um de nós, mas como poucas pessoas gostam de encarar que a velhice os aguarda, dificilmente vão gostar da obra, pois ela é sincera.Vivo o drama da idade em casa diariamente, e foi como ver na tela um retrato da realidade. Triste, forte, marcante. Muito bom.
Concordo com muitas das criticas feitas, só que para meu gosto, achei monótono e muito longo, não muda o cenário, os personagens ficam naquele apartamento e dali não saem, os atores são ótimos.
Acabei de assistir Amor. Difícil acreditar que esse filme tenha tomado o oscar de melhor estrangeiro de "A Royal Affair" e mesmo do francês "Intocáveis" que nem indicado foi! Filme lento, esperava que ao menos fosse tocante(triste), mas sinceramente praticamente só há uma cena comovente, capaz de dar nó na garganta.
O filme é lindo. Através do casal de idosos que protagonizam o filme e os fatos que se passam com ele, podemos ver uma reflexão de como o amor e a intimidade podem crescer ao longo do tempo. O filme é muito sensível, mostra o drama familiar em torno de um parente com problemas de saúde.
Chocante! "Amor" nos faz refletir muito sobre a fragilidade, física e psicológica, em que o ser humano pode chegar. Apesar do ritmo lento, o filme faz o coração bater numa alta velocidade.
Podemos dizer que este filme é a tradução tanto do nosso pior pesadelo quanto do nosso maior sonho.
Com seus closes numerosos e desconcertantes, a velhice e a decrepitude humana são esfregadas na nossa cara. Ainda assim é uma bela história de amor. Não o amor romântico, mas o amor pé no chão, o amor vida real, que leva duas pessoas a envelhecerem juntas e seguirem em frente sem desgrudarem uma da outra. E não é esse é o nosso maior sonho?
Sim, é um filme francês. Sim, é lento, lento lento. Sim, termina sem mais nem menos com as letrinhas passando na tela. Mas ainda assim é belo e vale a pena. A menos que sua mente já esteja irremediavelmente avariada pela barulheira espalhafatosa de Hollywood.
A história se passa quase que exclusivamente dentro da residência dos personagens e 90% do que vemos o tempo todo são os dois idosos. Não espere Oscar de melhor fotografia porque não vai ter. Mas os dois protagonistas merecem Oscar. Simplesmente arrasaram.
Jean-Louis Trintignant é maravilhoso. Conforme a história avança é possível ver todo o seu cansaço e o quanto aquela situação está corroendo o que lhe sobrou de vigor; é possível perceber seu desgaste progressivo e implacável. A gente intui que ele não vai aguentar por muito tempo, a gente consegue perceber o tamanho do peso que ele carrega, o seu sufoco e o seu amor.
Emmanuelle Riva também é incrível. Ela consegue alternar decrepitude e força, distância e intensidade, consegue ser velha mas também muito mulher, tudo isso na hora certa. Consegue até com uma risada, um olhar, ressuscitar a esposa apaixonada e sensual que vivia adormecida. Um lampejo, um brilho nos olhos que valeu o filme todo.
É um filme fantástico! Haneke provoca no público diversas sensações e reflexões que não são fáceis de encarar. O filme provoca multiplas reflexões; Haneke faz o público sentir intensamente o pesado fardo que carrega Georges o personagem do brilhante ator (Jean-Louis Trintignant). Certamente é um filme instigante, e muito difícil de encarar, nos faz refletir questões importantes sobre o verdadeiro sentimento de amor e respeito pelo outro quando as provações e adversidades nos chegam. Georges se doa totalmente a sua esposa Anne (Emmanuelle Riva), tentando minimizar o sofrimento de ambos. O filme suprende ao tratar de um tema polêmico sobre a eutanásia como forma de libertação e uma critica sobre a falta de preparo e maturidade de enfermeiras e cuidadores de idosos.
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