Amor
Média
4,3
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71 Críticas do usuário

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Matheus A.
Matheus A.

25 seguidores 13 críticas Seguir usuário

1,5
Enviada em 29 de janeiro de 2013
Filmes com a temática abordada de forma mais realista costumam me agradar, porém em "Amor" falta algo que faça com que o espectador se conecte com o sofrimento e a dor de seus protagonistas, pessoas ordinárias que tiveram uma excepcional e feliz vida juntos, repleta de conquistas no passado, e que agora passam por uma difícil fase da vida. O fato é que "Amor" é mais do que um filme: é realidade pura, não existem personagens interessantes, história, nem nada que prenda o interesse do espectador. Talvez "Amor" funcionasse como um curta ou até mesmo um longa de curta duração, mas as duas horas que possui são demasiadamente longas e torturantes e contam com um desfecho cruel, feliz, óbvio e inevitável que todo ser viverá um dia.
js2013
js2013

1 seguidor 13 críticas Seguir usuário

2,5
Enviada em 1 de fevereiro de 2013
Como esse filme é o virtual ganhador do OScar de melhor filme estrangeiro desse ano, eu esperava bem mais dele mas me decepcionei. Em vários momentos do filme quase dormi. Acho que faltou profundidade na abordagem, em momento algum eu me emocionei, como deveria dado o contexto altamente triste da história. Somado a isso, o final surpreendente em nada dignifica o amor, saí com sensação que faltou muitas coisas e perdi 2 horas do meu tempo.
Fernu
Fernu

1 seguidor 11 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 8 de julho de 2013
Amor é um filme bastante duro mesmo como diz a crítica do Adoro Cinema. É um filme que incomoda e mostra aspectos da vida pouco abordados pelo cinema. E não tinha forma melhor de mostrar do que essa. Mostra com exatidão fenomenal do horror que a velhice pode proporcionar e como lidar com um momento tão crucial da vida, o fim dela. Haneke abusou dos planos sequência, acredito que para dar esta sensação mesmo de lentidão, para mostrar que a vida na terceira idade é mais lenta e gradual. Foi assim em cenas corriqueiras e do cotidiano. A cena em que Georges tenta sem sucesso fazer Anne beber água é espetacular. No final é difícil para todos, é difícil até emitir uma opinião sobre o final do filme realmente emblemático, mas vale a pena ver sim. Hoje as pessoas estão acostumadas com filmes diferentes, filmes bem marcados com início, meio e fim. E quando assistem um filme como "Amor" se incomodam bastante. Mas acredito que Haneke passou bem o seu recado. Tem horas que o amor precisa ser provado da forma mais difícil mesmo.
Sam Jackson
Sam Jackson

1 seguidor 10 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 23 de janeiro de 2014
Um bom filme,que retrata com uma visão profunda as dificuldades de um casal que se ama nessa situaçao tão difícil,sensível e realista entretanto com erros,como focar muito nos atores sem eles fazerem nada,algumas conversas longas e um final meio sem assim não tira o brilho do filme,recomendo!
Márcio A.
Márcio A.

1 seguidor 10 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 5 de abril de 2013
Um filme que procura retratar o dia a dia de um casal de idosos em que um só tem o outro, sendo suas sua rotinas totalmente alteradas com o surgimento de uma situação inesperada. Possui um conteúdo dramático. Bom filme.
Everton C
Everton C

11 seguidores 10 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 24 de março de 2014
Fantástico!! Michael Haneke retrata magistralmente o convívio do casal Georges (Jean-Louis Trintignant) e Anne (Emmanuelle Riva), retratando a vida "normal" do casal em seu cotidiano, a vida do casal sofrerá mudanças bruscas quando Anne tem parte do seu corpo paralisada (lado direito do corpo para ser mais exato) por uma doença, a luta do casal diante das adversidades é demonstrada com realidade absurda por Haneke. Filme belíssimo que deve ser visto varias vezes, proporciona varias reflexões, atuações dos dois atores principais excelentes, com destaque para Emmanuelle Riva que se entrega a personagem de uma forma visceral.
Paula Biasi
Paula Biasi

4 seguidores 8 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 15 de janeiro de 2013
Intensidade que causa desconforto

Filmes que envolvem casais ou um determinado grupo de amigos da terceira idade são cada vez mais recorrentes na sétima arte. O mais recente deles, Amour, nos mostra a rotina de um casal e suas conversas corriqueiras após retornarem de um concerto musical. Tudo ganha mais dramaticidade à medida que uma adversidade toma conta da vida do casal. A mulher sofre dois derrames e começa uma longa jornada de dependência com relação ao marido. Gestos que anteriormente eram práticos, agora são demasiadamente desgastantes para Georges e Anne.

Michael Haneke nos mostra tudo de forma simples e objetiva mais com uma intensidade que choca o espectador. Em determinado momento o marido indaga a esposa se ela faria o mesmo por ele. Ela simplesmente responde: “Você não está nesta situação”. A maioria dos diálogos são cortantes e precisos, assim o espectador não consegue digerir facilmente o que está acontecendo. São sucessivos os momentos intercalados de amor e sofrimento dos protagonistas.

Por causa de uma promessa feita para a esposa, o marido não pode interná-la e uma casa de repouso está fora de cogitação, a melhor solução seria um revezamento de enfermeiras, mas o marido percebe que uma das profissionais não realiza o trabalho de forma satisfatória e francamente diz: “Eu realmente espero que você encontre alguém que lhe trate da mesma maneira que você trata os pacientes”. Fica nítida a brutalidade com que ela "cuida " da personagem.

Momentos em que o espectador por diversas vezes pensa: Eu já teria desistido há algum tempo. Como ele consegue presenciar e sentir tanto sofrimento? O Amour do título é refletido em diversas atitudes do marido, como em um ato de desespero, ele começa a contar histórias da juventude para acalmar a pessoa um simples toque em suas mãos, e assim, o espectador sente o mesmo alívio raro vivido pela protagonista.

O inevitável acontece, mas como em todos os filme de Michael Haneke o espectador é brutalmente imerso nos conflitos dos personagens! Amour merece ser intensamente contemplado!!!
Dulcimar A.
Dulcimar A.

4 seguidores 8 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 29 de janeiro de 2013
Retrata a difícil realidade de adoecer e sentir-se frágil, falível. E desta perspectiva, tem o tom francês de ver as coisas: de forma objetiva e às vezes, cruel. Estar junto para compartilhar a vida é tarefa árdua em qualquer idade e em quaisquer circunstâncias e o filme exprime, com valentia, o quanto respeitar o outro é tão importante quanto respeitar o próprio limite. Amar, neste caso, vira sinônimo de cumplicidade e aí mora a beleza do filme. Porém, seu ritmo é lento e falha ao tentar convencer o telespectador a respeitar a opção dos personagens e, principalmente ao expor a deficiência como responsável pela incapacidade de ser feliz. Quando, na verdade, a construção do nosso estar no mundo ao longo da vida é sim, muito mais determinante.
André L.
André L.

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4,0
Enviada em 9 de junho de 2013
É um filme duro, e que como na realidade, nem sempre possui um final feliz. Destaque para a interpretação dos dois atores veteranos... perfeitas!! Enredo original e bem delineado, mostrando a evolução da doença com muita realidade. Ponto fraco é a monotonia das eternas e paradas cenas dos cuidados com a doente. Não gostei do desfecho, pois, excessivamente frio. De todo modo, vale muito a pena assistir e se surpreender com a frieza do filme.
Willian Lopes
Willian Lopes

27 seguidores 7 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 30 de janeiro de 2013
Uma densa historia sincera, sensível e angustiante sobre o amor. Em todas as conotações que ele assume.
Desde a 'Vida é Bela', é a primeira vez que um filme de língua não inglesa concorre a categorias tão importantes no Oscar.

‘Amour’, filme austríaco do diretor Michael Haneke, concorre aos prêmios de Melhor Filme, Melhor Direção, Melhor Roteiro Original, Melhor Filme Estrangeiro e Melhor Atriz no Oscar 2013.

Contando com um enredo aparentemente simples o filme nos leva as profundezas dos sentimentos humanos e nos brinda com um filme coeso, e tristemente belo.

George e Anne (Jean-Louis Trintignant e Emmanuelle Riva) são um casal de idosos, aposentados, que vivem tranquilamente num apartamento. Anne que quando mais jovem era professora de piano, vai com George prestigiar um de seus pupilos num concerto musical.
Alguns dias depois porem, Anne sofre um AVC, o que coloca sua vida e de seu marido num desafio continuo e diário para fortalecer o amor entre eles.

Logo de inicio, o filme nos mostra uma cena em que espectadores estão numa sala de concerto, voltados de frente para nós que assistimos ao filme, como se o espetáculo fossem nós e não eles. Isso revela bastante sobre a força de Amor sobre seu publico. Aliado a um roteiro bem estrutura onde os diálogos são essenciais para a trama, o filme constrói um arco dramático que em momento algum cai em clichês ou artifícios vazios e apelativos para mostrar o sofrimento do casal diante da atual situação deles. O sentimento de angustia e sensibilidade, surge a partir de experiências pessoais de quem assiste, identificando-se ali e refletindo sobre a vida a dois- seja de que forma for-.

Com segurança o diretor nos conduz ate uma questão mais seria e delicada de forma natural que é a eutanásia. Ate que ponto, devemos prolongar o sofrimento de alguém quando esse alguém decide partir?
O titulo apesar de parecer bem bobo, é totalmente condizente ao centro do filme. Pois tudo o que sustenta a película é justamente esse sentimento, demonstrado por silêncios dispersos, desenhos expostos na sala de estar da casa, ou mesmo no olhar de ambos.

A construção de personagens também é muito importante ao logo do filme, que recorre desde montagens sutis e edição lenta para compor com calma cada detalhe da direção de arte do filme que usa de artifícios repletos de metáforas e referencias que fazem um paralelo com os diálogos e lembranças das personagens, ate a trilha sonora quase inexistente, mas que quando atua produz no espectador um aperto na garganta entre a tristeza e a simpatia.

Um filme agridoce, que ao mesmo tempo que causa ternura pela relação ali exposta, também entristece e choca, pela crueza que é exposto a vitimização causada por um AVC.
E aqui a atuação brilhante e assustadoramente realista de Emmanuelle Riva (mais velha atriz a ser indicada a categoria de Melhor Atriz no Oscar) vem á tona. Num trabalho vocacional, corporal fantástico. Ela consegue compor a personagem e suas limitações cotidianas e sua melancolia e angustia por se tornar dependente do marido de uma maneira tal, que é impossível não aplaudir de pé seu desempenho ao final da projeção.

A fotografia apagada e escura- devido ao fato de que o filme se passa completamente em ambientes internos- ajudam a compor a sensação de que estamos visualizando realmente a vida intima de alguém. Muitas vezes nos sentimos intrusos de uma realidade ao qual não fomos convidados. E isso é soberbo.

Personagens como a Filha do casal ou mesmo o jovem pupilo apenas mencionado no inicio do filme e que faz uma pequena visita ao casal, servem apenas para construir e determinar a vida em que o casal esta inserido. E não é difícil imaginar- ou se identificar para aqueles que já vivem tal realidade- a forma que nossas relações vão adquirindo ao longo dos anos. Distanciamentos mas elos firmes.


Cenas memoráveis compõe o filme como a cena em que Anne é levada para tomar banho, a cena em que Anne e George conversam na cozinha, em que ele relembra um episódio de sua infância, e a cena em que uma pomba entra pela janela aberta do apartamento.
Metáforas tais como a da pomba tornam o filme uma pequena joia entre os lançamentos de 2012, que com certeza merece ser visto e sentido, chorado e refletido acerca de inúmeras questões sobre a vida.
Vide sequencia em que Anne folheia o antigo álbum de fotografias.

Mas é em seu clímax que esta uma resolução que coloca em xeque todo o enredo de acordo com a opinião pessoal de cada um que o assiste. Um clímax chocante, inesperado, mas estritamente necessário, que é o ponto final que torna o filme um pequeno deleite e obra prima. Ali o julgamento cabe ao espectador, igualmente ao seu entendimento do final da projeção.

Ao final, uma carta fecha como um signo, um símbolo mais que perfeito a toda a trama, encerrando Amor da maneira qual foi composto: com sinceridade, crueza e beleza.

Um filme Intrínseco que se justifica pelo silencio de um apartamento vazio, morto mas com rachaduras repleta de vidas.
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