Amor
Média
4,3
507 notas

71 Críticas do usuário

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Juarez Vilaca
Juarez Vilaca

2.918 seguidores 393 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 24 de janeiro de 2013
Um filme muito bem feito em tudo, direção, atuações, locações, enredo, perfeito, embora muito triste, é um drama. Como é um filme com pouca ação, o expectador deve prestar muita atenção nos diálogos e expressões dos rostos, tudo tem um motivo para estar ali. O tema, muito recorrente no cinema francês, e assunto que hoje preocupa toda a Europa, o envelhecimento da população e como lhe dar com a questão. Qual a melhor solução? Cuidar dos idosos em casa? Colocá-los em abrigos e casas de repouso? Viver em comunidades? Ou apressar sua partida para o outro lado, recorrendo a eutanásia? O tema está aberto para debates e soluções. No caso em questão um casal de idosos optam por continuar em casa um cuidando do outro, até a chegada da hora da partida. É um filme muito comovente, por ser bem feito e mostrar uma realidade quase de documentário. Quem está nessa faixa de idade, ou tem alguém na família não pode deixar de assisti-lo.
Adriano Côrtes Santos
Adriano Côrtes Santos

1.008 seguidores 1.229 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 17 de março de 2019
Obra-prima francesa, Amor é uma das mais puras e íntimas películas contadas no cinema mundial. Georges (Jean-Louis Trintignant) e Anne (Emmanuelle Riva), dois reformados professores de música, acabam de regressar de um concerto. Na manhã seguinte, Anne sofre um acidente vascular cerebral e fica com o lado direito do corpo paralisado. O amor do casal é colocado à prova, conforme o estado de saúde de Anne se deteriora. Amor é tão minimalista na forma como aborda a vida e a morte, a doença e o afeto que o espectador partilha com o casal, cada momento. Acima de tudo a compaixão e a cumplicidade entre ambos. Amor é um panegírico à vida humana, à condição humana de contrariar as adversidades e de eventualmente aceitá-las, encontrando no revés a possibilidade infinitamente pequena de felicidade e carinho. A enfermidade exige repensar e considerar o fim de um ciclo quer para Georges, na iminência da solidão, quer para Anne na iminência da escuridão. Amor é realizado por Michael Haneke (Violência Gratuita, A Fita Branca) um dos raros diretores que são capazes de uma profunda reflexão com tão pouco. Um filme deliberadamente privado da surpresa e do espanto. A realização despretensiosa dá espaço à complexa e crua interpretação tanto de Jean como de Emmanuelle, tão honesta e verdadeira que é impossível não sentir o filme profundamente. Amor não é um romance, nem um drama: é um enxerto da vida como a conhecemos. Indicado ao Óscar 2013 nas categorias de Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Atriz, Melhor Roteiro Original e Melhor Filme Estrangeiro, vencendo essa última.
Franklin  S.
Franklin S.

68 seguidores 107 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 24 de dezembro de 2014
Um filme perfeito em todos seus aspectos,mas que pede a atenção de quem o assiste,afinal é um drama bem intenso,tanto em suas atuações,que aliás são impecáveis,quanto em seu enredo.
Michael Haneke é direto em sua história,como em toda sua filmografia,e aqui faz mais um filmaço.
Voltando a falar das atuações,Emmanuelle Riva constrói 'Anne' forte,perante a doença que lhe deixava cada vez mais frágil,junto ao seu companheiro Jean-Louis Trintignant que tenta manter 'Georges' cuidadoso com a esposa e sempre sensível em seu modo de tratar.
''Amor'' é um filme forte,angustiante,mas ao somar de tudo é brilhante.E como diz um personagem no filme... Foi Lindo,mesmo que triste,Vê-lo.
Khemerson M.
Khemerson M.

61 seguidores 74 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 29 de dezembro de 2014
Dono de uma filmografia impecável cujo intuito é escancarar, de forma muitas vezes brutal, a posição de voyeur do espectador (colocando-o como partícipe da narrativa), Michael Haneke consegue com seu novo filme, falar de um sentimento tão comum a qualquer indivíduo, mas tão maniqueísticamente abordado no cinema: o amor. E se você que conhece um pouco do currículo do diretor achou que pelo título de seu novo longa o veterano realizador finalmente se entregaria ao sentimentalismo hollywoodiano, pense duas vezes, pois o rigor estético e o tratamento sem concessões do diretor estão cada vez mais afiados e você vai, invariavelmente, se inquietar ou se incomodar com o que vai ver pois, afinal de contas, só os fortes apreciam o cinema visceral de Michael Haneke! ... (LEIA O RESTANTE DO TEXTO NO LINK ABAIXO!)
Mateus F.
Mateus F.

40 seguidores 77 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 26 de setembro de 2013
O legítimo filme "para todos e para ninguém" hahahahaha. Porque é simplesmente um filme dificílimo de ser "engolido", é cruel, por vezes sádico e causa desconforto. Não é a toa que ganhou a Palma de Ouro e é um filme de Haneke rs. Não poderia ser diferente. Na verdade, depois de muito tempo que eu fui gostar dele, demorei a entender e a aceitá-lo. Só não achei justo o filme estar nos indicados ao Óscar de melhor filme junto com os americanos (e nem Emmanuelle Riva ter perdido para Jennifer Lawrence) e não apenas com os estrangeiros. Sabemos que o Óscar não daria os dois prêmios para o filme, e nem era necessário, mas quem sou eu não é mesmo? Atores que sabem o que fazem, e um dos melhores diretores da atualidade.
Willian Lopes
Willian Lopes

27 seguidores 7 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 30 de janeiro de 2013
Uma densa historia sincera, sensível e angustiante sobre o amor. Em todas as conotações que ele assume.
Desde a 'Vida é Bela', é a primeira vez que um filme de língua não inglesa concorre a categorias tão importantes no Oscar.

‘Amour’, filme austríaco do diretor Michael Haneke, concorre aos prêmios de Melhor Filme, Melhor Direção, Melhor Roteiro Original, Melhor Filme Estrangeiro e Melhor Atriz no Oscar 2013.

Contando com um enredo aparentemente simples o filme nos leva as profundezas dos sentimentos humanos e nos brinda com um filme coeso, e tristemente belo.

George e Anne (Jean-Louis Trintignant e Emmanuelle Riva) são um casal de idosos, aposentados, que vivem tranquilamente num apartamento. Anne que quando mais jovem era professora de piano, vai com George prestigiar um de seus pupilos num concerto musical.
Alguns dias depois porem, Anne sofre um AVC, o que coloca sua vida e de seu marido num desafio continuo e diário para fortalecer o amor entre eles.

Logo de inicio, o filme nos mostra uma cena em que espectadores estão numa sala de concerto, voltados de frente para nós que assistimos ao filme, como se o espetáculo fossem nós e não eles. Isso revela bastante sobre a força de Amor sobre seu publico. Aliado a um roteiro bem estrutura onde os diálogos são essenciais para a trama, o filme constrói um arco dramático que em momento algum cai em clichês ou artifícios vazios e apelativos para mostrar o sofrimento do casal diante da atual situação deles. O sentimento de angustia e sensibilidade, surge a partir de experiências pessoais de quem assiste, identificando-se ali e refletindo sobre a vida a dois- seja de que forma for-.

Com segurança o diretor nos conduz ate uma questão mais seria e delicada de forma natural que é a eutanásia. Ate que ponto, devemos prolongar o sofrimento de alguém quando esse alguém decide partir?
O titulo apesar de parecer bem bobo, é totalmente condizente ao centro do filme. Pois tudo o que sustenta a película é justamente esse sentimento, demonstrado por silêncios dispersos, desenhos expostos na sala de estar da casa, ou mesmo no olhar de ambos.

A construção de personagens também é muito importante ao logo do filme, que recorre desde montagens sutis e edição lenta para compor com calma cada detalhe da direção de arte do filme que usa de artifícios repletos de metáforas e referencias que fazem um paralelo com os diálogos e lembranças das personagens, ate a trilha sonora quase inexistente, mas que quando atua produz no espectador um aperto na garganta entre a tristeza e a simpatia.

Um filme agridoce, que ao mesmo tempo que causa ternura pela relação ali exposta, também entristece e choca, pela crueza que é exposto a vitimização causada por um AVC.
E aqui a atuação brilhante e assustadoramente realista de Emmanuelle Riva (mais velha atriz a ser indicada a categoria de Melhor Atriz no Oscar) vem á tona. Num trabalho vocacional, corporal fantástico. Ela consegue compor a personagem e suas limitações cotidianas e sua melancolia e angustia por se tornar dependente do marido de uma maneira tal, que é impossível não aplaudir de pé seu desempenho ao final da projeção.

A fotografia apagada e escura- devido ao fato de que o filme se passa completamente em ambientes internos- ajudam a compor a sensação de que estamos visualizando realmente a vida intima de alguém. Muitas vezes nos sentimos intrusos de uma realidade ao qual não fomos convidados. E isso é soberbo.

Personagens como a Filha do casal ou mesmo o jovem pupilo apenas mencionado no inicio do filme e que faz uma pequena visita ao casal, servem apenas para construir e determinar a vida em que o casal esta inserido. E não é difícil imaginar- ou se identificar para aqueles que já vivem tal realidade- a forma que nossas relações vão adquirindo ao longo dos anos. Distanciamentos mas elos firmes.


Cenas memoráveis compõe o filme como a cena em que Anne é levada para tomar banho, a cena em que Anne e George conversam na cozinha, em que ele relembra um episódio de sua infância, e a cena em que uma pomba entra pela janela aberta do apartamento.
Metáforas tais como a da pomba tornam o filme uma pequena joia entre os lançamentos de 2012, que com certeza merece ser visto e sentido, chorado e refletido acerca de inúmeras questões sobre a vida.
Vide sequencia em que Anne folheia o antigo álbum de fotografias.

Mas é em seu clímax que esta uma resolução que coloca em xeque todo o enredo de acordo com a opinião pessoal de cada um que o assiste. Um clímax chocante, inesperado, mas estritamente necessário, que é o ponto final que torna o filme um pequeno deleite e obra prima. Ali o julgamento cabe ao espectador, igualmente ao seu entendimento do final da projeção.

Ao final, uma carta fecha como um signo, um símbolo mais que perfeito a toda a trama, encerrando Amor da maneira qual foi composto: com sinceridade, crueza e beleza.

Um filme Intrínseco que se justifica pelo silencio de um apartamento vazio, morto mas com rachaduras repleta de vidas.
Leonardo d.
Leonardo d.

18 seguidores 73 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 1 de janeiro de 2015
Um dos melhores filmes dos últimos anos, pelas atuações, pela direção, pela beleza das cenas e pela ausência do exagero. As duas cenas do esposo com a ave que invade o apartamento são a plena definição de cinema: a síntese de um sentimento, de um pensamento ou de uma situação (no caso, a relação de amor e cuidado entre o marido e a mulher) que não precisa se explicitar em falatório despoetizado.
Willian M.
Willian M.

17 seguidores 46 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 9 de abril de 2015
Certa vez, durante uma aula, um grande professor que tive, falou que, um bom jornalista tem que ter bons livros e bons filmes ao seu redor. Nessa mesma aula, esse professor discursava sobre artes, filmes, relevâncias e mais inúmeros assuntos e distrações que surgem quando se tem uns 30 alunos adolescentes e cheios de ideias na cabeça.

Partindo deste assunto, foi perguntado como reconhecer ou identificar o que é arte ou uma legítima obra prima? Esse professor respondeu: “quando vocês forem a alguma exposição de pinturas ou até mesmo quando vocês forem ao cinema assistir um filme e simplesmente sair dessa exposição ou sala de cinema de forma catatônica, sem rumo, quando vocês saírem sem destino certo, onde vocês precisem de algum tempo para voltar aos sentimentos normais. Pode ter certeza que vocês estiveram presentes junto com uma obra prima.

Continuava ele: “quase sempre que vou ao cinema e vejo um filme bom, meus sentimentos ficam todos aflorados, ficam todos misturados e revirados. Demora até para voltar para meu carro, demoro em voltar para casa, preciso primeiro absorver aquilo.”

Se você entendeu um pouco sobre o que meu antigo professor falou sobre um filme bom, então procure esse filme, compre, alugue ou baixe ele. De preferência olhe sozinho, e se prepare para assistir, tire tudo da cabeça, assista com tempo, não preocupe com ninguém, somente você e esse filme.

Garanto que você não vai se arrepender, esse filme mexe com tudo que você sentiu ou pensa como expectativa. Odiei Georges e fiquem com raiva de Anne, assim como, me sensibilizei com a situação de Anne e a calma e força de Georges, mas nada foi comparado com a finalização que Haneke deu para esse filme.

É simplesmente fantástico, você vai ficar sem rumo, quase sem chão. Vai odiar ou vai amar, mas vai sentir esse belo filme.
Máris Caroline G.
Máris Caroline G.

12 seguidores 1 crítica Seguir usuário

5,0
Enviada em 20 de janeiro de 2013
Sobre a condição humana e como é difícil entender a condição alheia nas diferentes fasas da vida. Lindo, emocionante e cruel.
Erick A.
Erick A.

11 seguidores 7 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 31 de dezembro de 2013
Quando me convidaram para ver este filme estava imaginando que seria alguma discussão profunda sobre o "amor em si". De certa forma, é isso. Amor mostra a profunda transformação na vida de um casal de idosos quando a esposa sofre um derrame. Testa o sentimento de forma crua e pessimista. Emmanuelle Riva tem uma atuação primorosa neste filme, merecia ter vencido o Oscar.
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