Amor
Média
4,3
507 notas

71 Críticas do usuário

5
22 críticas
4
24 críticas
3
17 críticas
2
3 críticas
1
4 críticas
0
1 crítica
Organizar por
Críticas mais úteis Críticas mais recentes Por usuários que mais publicaram críticas Por usuários com mais seguidores
Everton C
Everton C

11 seguidores 10 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 24 de março de 2014
Fantástico!! Michael Haneke retrata magistralmente o convívio do casal Georges (Jean-Louis Trintignant) e Anne (Emmanuelle Riva), retratando a vida "normal" do casal em seu cotidiano, a vida do casal sofrerá mudanças bruscas quando Anne tem parte do seu corpo paralisada (lado direito do corpo para ser mais exato) por uma doença, a luta do casal diante das adversidades é demonstrada com realidade absurda por Haneke. Filme belíssimo que deve ser visto varias vezes, proporciona varias reflexões, atuações dos dois atores principais excelentes, com destaque para Emmanuelle Riva que se entrega a personagem de uma forma visceral.
Janaina Q.
Janaina Q.

10 seguidores 5 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 3 de fevereiro de 2013
A discussão proposta é abordada de forma bem sensível. Só achei que o final foi mal resolvido.
Cristina F.
Cristina F.

9 seguidores 1 crítica Seguir usuário

4,0
Enviada em 31 de janeiro de 2013
Podemos dizer que este filme é a tradução tanto do nosso pior pesadelo quanto do nosso maior sonho.

Com seus closes numerosos e desconcertantes, a velhice e a decrepitude humana são esfregadas na nossa cara. Ainda assim é uma bela história de amor. Não o amor romântico, mas o amor pé no chão, o amor vida real, que leva duas pessoas a envelhecerem juntas e seguirem em frente sem desgrudarem uma da outra. E não é esse é o nosso maior sonho?

Sim, é um filme francês. Sim, é lento, lento lento. Sim, termina sem mais nem menos com as letrinhas passando na tela. Mas ainda assim é belo e vale a pena. A menos que sua mente já esteja irremediavelmente avariada pela barulheira espalhafatosa de Hollywood.

A história se passa quase que exclusivamente dentro da residência dos personagens e 90% do que vemos o tempo todo são os dois idosos. Não espere Oscar de melhor fotografia porque não vai ter. Mas os dois protagonistas merecem Oscar. Simplesmente arrasaram.

Jean-Louis Trintignant é maravilhoso. Conforme a história avança é possível ver todo o seu cansaço e o quanto aquela situação está corroendo o que lhe sobrou de vigor; é possível perceber seu desgaste progressivo e implacável. A gente intui que ele não vai aguentar por muito tempo, a gente consegue perceber o tamanho do peso que ele carrega, o seu sufoco e o seu amor.

Emmanuelle Riva também é incrível. Ela consegue alternar decrepitude e força, distância e intensidade, consegue ser velha mas também muito mulher, tudo isso na hora certa. Consegue até com uma risada, um olhar, ressuscitar a esposa apaixonada e sensual que vivia adormecida. Um lampejo, um brilho nos olhos que valeu o filme todo.

Valeu.
João M.
João M.

9 seguidores 16 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 11 de junho de 2013
Conhecendo o cinema de Michael Haneke razoavelmente bem, preparei-me para “Amour” como quem se prepara para uma maratona de Ingmar Bergman. Amour é, afinal de contas, um filme sobre o amor, mas também sobre a morte feito por um homem profundamente pessimista e/ou ou realista e responsável por alguns dos filmes mais desconfortavelmente agonizantes alguma vez realizados. A primeira metade do filme podemos considerar que estamos a assistir a um thriller, daqueles filmados num único espaço, neste caso no apartamento de um velho casal. Temos uma morte, polícia, sinais de uma invasão e finalmente um ataque que deixa uma idosa incapacitada. Seria a morte o assaltante?

Michael Haneke ofusca-nos, como de resto já nos tem vindo a habituar, os sentidos com choques carnais, como na imagem em que Emmanuelle Riva, de 85 anos de idade, aparece nua, num momento em que é lavada por uma enfermeira enquanto grita pela mãe como uma criança. O amor imenso, sofrido e desesperado de Jean-Louis Trintignant é um dos aspectos que mais são realçados por Michael Haneke, que consegue balancear, de forma mágnifica, o tormento e a ternura num filme profundamente triste, que se torna ainda mais negro quando é acompanhado da valsa estranha que o casal partilha diariamente.

Outro aspecto importantíssimo que Michael Haneke transmite no filme é a solidão, apenas três pessoas (sem ser familiares) visitam o apartamento: Um ex-aluno de Anne, agora um pianista famoso, que mais tarde enviara uma carta a agradecer o “momento triste e lindo” que haviam partilhado naquela noite, noite em que Anne ainda conseguia falar, mas que já estava confinada à cadeira de rodas, e ainda um casal de vizinhos (presença de Rita Blanco) que os ajudam em pequenas tarefas. Em qualquer um dos casos, Michael Haneke captura um sentimento que permeia o nosso estado de espírito e, em vez de nos punir por isso – estes visitantes, afinal de contas, querem apenas ajudar -, coloca-o simplesmente na tela, permitindo-nos digerir e ultrapassar as nossas noções de “coragem” ou “beleza”.
Michael Haneke consegue com Amour um equilíbrio entre pessimismo e optimismo, criando algo que disseca conceitos tão amplos como a morte e o amor.
Michael Pires
Michael Pires

9 seguidores 82 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 3 de abril de 2021
Um filme inquietante e angustiante, tecnicamente perfeito, atuação, direção, direção de arte e fotografia. Há muitas cenas longas com intendo silêncio que perturbam um pouco o expectador.
James W.
James W.

9 seguidores 4 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 15 de março de 2013
Filme difícil de digerir, mas é feito com maestria pelo diretor austríaco Michael Haneke, que faz um filme nem um pouco bonitinho, se parecia conforme o titulo em português "amor", ele faz um filme cru, com grandes interpretações dos atores Jean-Louis Trintignant e Emmanuelle Riva, atriz essa com uma imensa naturalidade diante de cenas chocantes, e o modo de filmar do diretor lembrar um pouco o ótimo filme dele de 2005 "Caché", apesar dos temas dos dois filmes serem diferentes, mais o filme se tornou mais uma das obras primas do austríaco.
Ronalde L.
Ronalde L.

8 seguidores 1 crítica Seguir usuário

5,0
Enviada em 20 de outubro de 2013
Amor é um filme pra ser assistido inúmeras vezes, e a cada uma delas você agregar um sentimento novo, uma visão diferenciada, de rever os próprios conceitos sobre o que o filme nos traz pra ser observado. Concluo que apenas raciocinar situações e relacionar fatos não ajudará desvendar os mistérios que o amor sempre deixa à tona. O filme está além de uma compreensão literal, ele deve ser sentido, então, se você não é capaz de experimentar diversos sentimentos ao assistir esse filme, tendenciosamente, concluirá barbáries ou pragmatismo. George é muito mais que um aposentado que gosta de música e "parece" ou ama Anne, sua esposa. Ele é um verdadeiro ser humano a ser desvendado em seus inúmeros anseios, histórias, sentimentos, enfim, em tudo aquilo que o compõe. O filme é complexo, não é fácil delineá-lo em palavras, apenas, ele pode e deve mexer com seus sentimentos, ao menos quem já viveu situações parecidas saberá apreciar com mais subjetividade. Lindo filme, indico pra quem gosta de pensar, sentir e abstrair.
Juliana H.
Juliana H.

7 seguidores 3 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 17 de março de 2013
Parafraseando algum veículo de mídia que descreveu muito bem: É um choque emocional, mais que um simples drama. Roteiro montado brilhantemente de forma que envolve, surpreende e leva a reflexoes diversas. Incrível! isso sem falar no capricho e detalhamento das cenas... gostei de como o diretor explora o silêncio e a profundidade dos cenários pra compor o drama! Muito bom!
Renata D.
Renata D.

6 seguidores 5 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 21 de março de 2013
Um filme difícil, mas bom! O amor é retratado de uma forma bastante peculiar em que mostra até que ponto o ser humano é capaz de amar e cuidar de quem ama de verdade. Assista só quando estiver bem!
Marco Aurélio F.
Marco Aurélio F.

5 seguidores 1 crítica Seguir usuário

4,5
Enviada em 23 de janeiro de 2013
Chocante! "Amor" nos faz refletir muito sobre a fragilidade, física e psicológica, em que o ser humano pode chegar. Apesar do ritmo lento, o filme faz o coração bater numa alta velocidade.
Quer ver mais críticas?
  • As últimas críticas do AdoroCinema
  • Melhores filmes
  • Melhores filmes de acordo a imprensa