Amor
Média
4,3
507 notas

71 Críticas do usuário

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m.isis
m.isis

16 seguidores 14 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 11 de outubro de 2013
Um soco no estômago , uma faça no coração . Imensamente triste , lida com as nossas maiores fragilidades e com os maiores medos, decrepitude , solidão, doença. É um filme da série " a vida não nos dá garantias", mas não precisava ser tão cruel...
Eduardo P.
Eduardo P.

84 seguidores 98 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 21 de janeiro de 2015
Para se falar de morte, um diretor, habitualmente, investe em uma trilha sonora carrega, cenas melodramáticas e protoganistas auto-piedosos, mas Michael Haneke, que ganhou a préstigiado prêmio Palma d’Ouro de melhor filme no festival de Cannes pela segunda vez com esse longa, traz uma abordagem completamente oposta. O diretor usa a solidão e o silêncio para movimentar as personagens e, como resultado, obtém um dos filmes mais simples e belos dos últimos tempos. Focado em apenas dois atores, Emmanuelle Riva, em uma atuação incrivelmente sem excessos ou caricaturas e, de longe, a melhor do ano, e Jean-Louis Trintignant, num grau semelhante de realismo, o longa raramente abre espaço para cenários fora do apartamente dos protagonistas ou outros personagens, a única excessão contínua é Isabelle Huppert, que interpreta muito bem a filha do casal principal. A beleza estar na extrema realidade como a história se desenvolve. A simplicidade dura da direção, as incrivelmente humanas atuações do elenco e o roteiro extremamente cru e, às vezes, até cruel dão o tom desse longa, que trata magistralmente da inevitabilidade da morte, mas, também, exebi o sentimento de amor incondicional de uma forma surpriendentemente honesta, dura e bonita.
Willian Lopes
Willian Lopes

27 seguidores 7 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 30 de janeiro de 2013
Uma densa historia sincera, sensível e angustiante sobre o amor. Em todas as conotações que ele assume.
Desde a 'Vida é Bela', é a primeira vez que um filme de língua não inglesa concorre a categorias tão importantes no Oscar.

‘Amour’, filme austríaco do diretor Michael Haneke, concorre aos prêmios de Melhor Filme, Melhor Direção, Melhor Roteiro Original, Melhor Filme Estrangeiro e Melhor Atriz no Oscar 2013.

Contando com um enredo aparentemente simples o filme nos leva as profundezas dos sentimentos humanos e nos brinda com um filme coeso, e tristemente belo.

George e Anne (Jean-Louis Trintignant e Emmanuelle Riva) são um casal de idosos, aposentados, que vivem tranquilamente num apartamento. Anne que quando mais jovem era professora de piano, vai com George prestigiar um de seus pupilos num concerto musical.
Alguns dias depois porem, Anne sofre um AVC, o que coloca sua vida e de seu marido num desafio continuo e diário para fortalecer o amor entre eles.

Logo de inicio, o filme nos mostra uma cena em que espectadores estão numa sala de concerto, voltados de frente para nós que assistimos ao filme, como se o espetáculo fossem nós e não eles. Isso revela bastante sobre a força de Amor sobre seu publico. Aliado a um roteiro bem estrutura onde os diálogos são essenciais para a trama, o filme constrói um arco dramático que em momento algum cai em clichês ou artifícios vazios e apelativos para mostrar o sofrimento do casal diante da atual situação deles. O sentimento de angustia e sensibilidade, surge a partir de experiências pessoais de quem assiste, identificando-se ali e refletindo sobre a vida a dois- seja de que forma for-.

Com segurança o diretor nos conduz ate uma questão mais seria e delicada de forma natural que é a eutanásia. Ate que ponto, devemos prolongar o sofrimento de alguém quando esse alguém decide partir?
O titulo apesar de parecer bem bobo, é totalmente condizente ao centro do filme. Pois tudo o que sustenta a película é justamente esse sentimento, demonstrado por silêncios dispersos, desenhos expostos na sala de estar da casa, ou mesmo no olhar de ambos.

A construção de personagens também é muito importante ao logo do filme, que recorre desde montagens sutis e edição lenta para compor com calma cada detalhe da direção de arte do filme que usa de artifícios repletos de metáforas e referencias que fazem um paralelo com os diálogos e lembranças das personagens, ate a trilha sonora quase inexistente, mas que quando atua produz no espectador um aperto na garganta entre a tristeza e a simpatia.

Um filme agridoce, que ao mesmo tempo que causa ternura pela relação ali exposta, também entristece e choca, pela crueza que é exposto a vitimização causada por um AVC.
E aqui a atuação brilhante e assustadoramente realista de Emmanuelle Riva (mais velha atriz a ser indicada a categoria de Melhor Atriz no Oscar) vem á tona. Num trabalho vocacional, corporal fantástico. Ela consegue compor a personagem e suas limitações cotidianas e sua melancolia e angustia por se tornar dependente do marido de uma maneira tal, que é impossível não aplaudir de pé seu desempenho ao final da projeção.

A fotografia apagada e escura- devido ao fato de que o filme se passa completamente em ambientes internos- ajudam a compor a sensação de que estamos visualizando realmente a vida intima de alguém. Muitas vezes nos sentimos intrusos de uma realidade ao qual não fomos convidados. E isso é soberbo.

Personagens como a Filha do casal ou mesmo o jovem pupilo apenas mencionado no inicio do filme e que faz uma pequena visita ao casal, servem apenas para construir e determinar a vida em que o casal esta inserido. E não é difícil imaginar- ou se identificar para aqueles que já vivem tal realidade- a forma que nossas relações vão adquirindo ao longo dos anos. Distanciamentos mas elos firmes.


Cenas memoráveis compõe o filme como a cena em que Anne é levada para tomar banho, a cena em que Anne e George conversam na cozinha, em que ele relembra um episódio de sua infância, e a cena em que uma pomba entra pela janela aberta do apartamento.
Metáforas tais como a da pomba tornam o filme uma pequena joia entre os lançamentos de 2012, que com certeza merece ser visto e sentido, chorado e refletido acerca de inúmeras questões sobre a vida.
Vide sequencia em que Anne folheia o antigo álbum de fotografias.

Mas é em seu clímax que esta uma resolução que coloca em xeque todo o enredo de acordo com a opinião pessoal de cada um que o assiste. Um clímax chocante, inesperado, mas estritamente necessário, que é o ponto final que torna o filme um pequeno deleite e obra prima. Ali o julgamento cabe ao espectador, igualmente ao seu entendimento do final da projeção.

Ao final, uma carta fecha como um signo, um símbolo mais que perfeito a toda a trama, encerrando Amor da maneira qual foi composto: com sinceridade, crueza e beleza.

Um filme Intrínseco que se justifica pelo silencio de um apartamento vazio, morto mas com rachaduras repleta de vidas.
Alberto C.
Alberto C.

3 seguidores 2 críticas Seguir usuário

1,5
Enviada em 7 de março de 2013
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Thais M
Thais M

15 seguidores 29 críticas Seguir usuário

1,0
Enviada em 1 de julho de 2013
O filme tinha tudo para ser lindo e contar uma historia de amor .Porém tem algumas cenas que a câmera ficava paradas muito tempo em um personagem sem reação,tinha personagens com conversas longas e chatas, adiantei o filme até o fim porque queria ver algo que me tocasse mas nem o final tocou .Achei o final de péssima qualidade.
Leonardo M.
Leonardo M.

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4,5
Enviada em 30 de maio de 2013
O filme não é nem belo, nem feio; é simples e profundamente realista. São a secura, a crueza e a dureza as características mais preponderantes de "Amor"; contudo, é justamente essa falta exacerbada e minuciosa de sentimentalismo, que traz à tona, no maior dos paradoxos, o sentimentalismo exorbitante que consagra o filme como uma grande obra. Isto, porque, nada mais, nada menos, "Amor" adere à forma do como a realidade cobre a nossa vida: o espaço e o tempo, por si só, desenrolam-se em uma formidável impassividade, mas adentro do ser humano, essa tamanha impassividade é ativa, ganha perspectivas, transborda, racha e vibra de sentimentos. O autor, aqui, prova a completude entre filme e telespectador, entre realidade e espectadores: se se exalta a objetividade e o caráter científico, impõe-se a subjetividade, a introspecção e a sensibilidade, se se exprime como realidade, transforma-se em inúmeras ficções no estalar dos segundos, se não há trilha sonora (como no filme), então nós mesmos criamos as mais diversas e exóticas melodias. Um filme sem dúvida claustrofóbico e envolvente, que, embora muito usual à condição humana, serve de despertador para muitos no que diz respeito à inevitabilidade das limitações, da incerteza e das oscilações de nossa existência.
alexandrecunha
alexandrecunha

53 seguidores 34 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 21 de maio de 2013
Filme bom de se ver, mas nada demais.
Nao tenho mais o que escrever.
Willian M.
Willian M.

17 seguidores 46 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 9 de abril de 2015
Certa vez, durante uma aula, um grande professor que tive, falou que, um bom jornalista tem que ter bons livros e bons filmes ao seu redor. Nessa mesma aula, esse professor discursava sobre artes, filmes, relevâncias e mais inúmeros assuntos e distrações que surgem quando se tem uns 30 alunos adolescentes e cheios de ideias na cabeça.

Partindo deste assunto, foi perguntado como reconhecer ou identificar o que é arte ou uma legítima obra prima? Esse professor respondeu: “quando vocês forem a alguma exposição de pinturas ou até mesmo quando vocês forem ao cinema assistir um filme e simplesmente sair dessa exposição ou sala de cinema de forma catatônica, sem rumo, quando vocês saírem sem destino certo, onde vocês precisem de algum tempo para voltar aos sentimentos normais. Pode ter certeza que vocês estiveram presentes junto com uma obra prima.

Continuava ele: “quase sempre que vou ao cinema e vejo um filme bom, meus sentimentos ficam todos aflorados, ficam todos misturados e revirados. Demora até para voltar para meu carro, demoro em voltar para casa, preciso primeiro absorver aquilo.”

Se você entendeu um pouco sobre o que meu antigo professor falou sobre um filme bom, então procure esse filme, compre, alugue ou baixe ele. De preferência olhe sozinho, e se prepare para assistir, tire tudo da cabeça, assista com tempo, não preocupe com ninguém, somente você e esse filme.

Garanto que você não vai se arrepender, esse filme mexe com tudo que você sentiu ou pensa como expectativa. Odiei Georges e fiquem com raiva de Anne, assim como, me sensibilizei com a situação de Anne e a calma e força de Georges, mas nada foi comparado com a finalização que Haneke deu para esse filme.

É simplesmente fantástico, você vai ficar sem rumo, quase sem chão. Vai odiar ou vai amar, mas vai sentir esse belo filme.
Michael Pires
Michael Pires

9 seguidores 82 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 3 de abril de 2021
Um filme inquietante e angustiante, tecnicamente perfeito, atuação, direção, direção de arte e fotografia. Há muitas cenas longas com intendo silêncio que perturbam um pouco o expectador.
Juarez Vilaca
Juarez Vilaca

2.918 seguidores 393 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 24 de janeiro de 2013
Um filme muito bem feito em tudo, direção, atuações, locações, enredo, perfeito, embora muito triste, é um drama. Como é um filme com pouca ação, o expectador deve prestar muita atenção nos diálogos e expressões dos rostos, tudo tem um motivo para estar ali. O tema, muito recorrente no cinema francês, e assunto que hoje preocupa toda a Europa, o envelhecimento da população e como lhe dar com a questão. Qual a melhor solução? Cuidar dos idosos em casa? Colocá-los em abrigos e casas de repouso? Viver em comunidades? Ou apressar sua partida para o outro lado, recorrendo a eutanásia? O tema está aberto para debates e soluções. No caso em questão um casal de idosos optam por continuar em casa um cuidando do outro, até a chegada da hora da partida. É um filme muito comovente, por ser bem feito e mostrar uma realidade quase de documentário. Quem está nessa faixa de idade, ou tem alguém na família não pode deixar de assisti-lo.
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