Jackass Apresenta: Vovô Sem Vergonha: Críticas - Página 3
Jackass Apresenta: Vovô Sem Vergonha
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Roberto Carlos M.
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4,0
Enviada em 5 de dezembro de 2013
assisti ontem no cinema normal e legendado, bom, história muito bem produzida, atuações convincentes, muitas cenas hilárias, espero revê-lo dublado em breve numa locadora.
Amado ou odiado, Jackass sempre fez muito sucesso, isso é indiscutível. Com sua formula bem definida de colocar seus atores liderados por Johnny Knoxville em situações absurdas, a série foi ganhando admiradores – me incluo neste grupo – até chegar aos cinemas e à era do 3D e das supercâmaras. Vazio para uns, inspirador para outros, a turma sem noção de Knoxville sempre cumpriu seu papel muito bem, mantendo a velha fórmula de sempre. Vovô Sem Vergonha ostenta a marca Jackass Production e chega para quebrar com os antigos padrões da série original, apresentando uma história com conexão de fatos e tudo mais, tudo bem bonitinho, sem se afastar do politicamente incorreto. O resultado, porém, não é dos melhores. Vovô Sem Vergonha conta a história de um velho tarado e sacana que precisa cuidar de seu querido neto após sua filha ser presa por envolvimento com drogas. Claro que o vovô não quer cuidar do garoto e resolve leva-lo para o pai, que aceita cuidar do guri por motivos pouco nobres. À partir daí começa uma sequencia de acontecimentos politicamente incorretos, para dizer o mínimo. Bebendo na fonte consolidada por Sasha Cohen, Vovô Sem Vergonha faz piada com tudo que poderia ser considerado tabu, registrando as reações naturais dos envolvidos que não tem a mínima ideia de que tudo aquilo se trata de um filme. Tem piada com religião, etnias, famílias desestruturadas e roubo de mortos. Tem um guri de boca extremamente suja sem perder o charme infantil. Poderia ser um soco no estomago nos bons costumes, ferindo profundamente o correto e o bom gosto. O problema é que Vovô Sem Vergonha não é tão ofensivo quanto Bruno ou Borat. E somado ao fato que o mundo, infelizmente, não se choca mais com a mesma facilidade que se chocava antigamente, as piadas apresentadas no novo filme da galera do Jackass acaba se tornando meio bobinhas e arrastadas na maioria do tempo. Claro que existem momentos muito bons e bem sacados como o peixe mete-fundo ou o concurso mirim de miss, além das piadas de peido e se cagar - que nunca irão perder a graça! – mas estes são escassos, infelizmente, e não tem força suficiente para tornar o filme como um todo excelente. As partes seguindo o estilo clássico de Jackass estão presentes, mas também de forma escassa, com Johnny Knoxville comendo tinta e se submetendo a explosões, para delírio e nostalgia dos fãs da série. E o filme ainda consegue levantar um questionamento moral sobre a importância da família, não importa o quanto desajustada e danificada ela seja. No fim fica a dúvida se a coisa toda não funcionava melhor antes sem o desenvolvimento de uma história, apenas expondo os membros do grupo a situações insanas. Mudanças são necessárias, claro, mesmo para fórmulas reconhecidamente eficientes. Mas quando envolve um público cativo, as mudanças devem ser feitas com cuidados, para não acabar descaracterizando abruptamente algo com tanta identificação junto aos fãs. Vovô Sem Vergonha parecia ser bem mais engraçado no trailer, o que acabou por criar elevadas expectativas para o filme que não se concretizaram. Recomendado apenas para quem é fã de Knoxville e suas peripécias.
Pode não parecer, mas já existem 4 filmes da famigerada série “Jackass” nos cinemas. Seja como um documentário, ou num filme com uma série de quadros pré programados, uma coisa há em comum entre eles, não existe uma linha de raciocínio ou história, para filmagem e direção dos mesmos.
“Vovô Sem Vergonha” é uma tentativa de inovar, numa proposta iniciada pelos próprios integrantes e produtores do Jackass. Coube ao diretor Jeff Tremaine, em conjunto com o talentoso Spike Jonze, criar uma história mesclando as habituais situações politicamente incorretas, com dois personagens apresentados no próprio programa de TV. O filme então, conta a história de Irving Zisman (Johnny Knoxville), um senhor de 86 anos que viaja ao redor dos Estados Unidos ao lado de seu neto Billy (Jackson Nicoll) de apenas oito anos. Durante o percurso ele permite que o garoto fume, ofenda as pessoas e beba bebidas alcoólicas, o que gera protestos das pessoas à sua volta.
A proposta do filme, ainda que previsível e batida, é realmente interessante. Você proporcionar as situações escatológicas habituais, com uma história e até alguns momentos dramáticos (ainda que poucos e raros), é uma inovação digna de aplausos, para os fãs do programa de TV. O fato de ter uma trama, deixa tudo mais palpável e “assistível”, criando assim, uma situação muito parecida com a encontrada em “Borat”; onde humor não é o foco e sim as bizarrices dos, e protagonizadas pelos, personagens.
Dessa maneira, quem se destaca é Jackson Nicoll, o ator mirim de 8 anos, mostra um enorme talento com o improviso e uma capacidade incomum de desconstruir personagens e esteriótipos. Em dado momento do filme, ele finge ser uma criança perdida à procura de um pai. E ao invés de apelar para o sentimentalismo, que seria o óbvio, ele mostra uma desenvoltura para ludibriar os adultos como se fosse filho dos mesmos. Essa capacidade e o improviso, tornam o filme bem mais agradável e servem também para diminuir o humor apelativo e absurdo de Knoxville.
“Vovô sem Vergonha”, não é inovador, muito menos vai entrar para a história do cinema. Porém, dentro da ideia criada pelo Jackass, faz tudo ficar mais interessante, parecido com o cinema, e não um amontoado de sequências engraçadas e nojentas. Vai ser uma experiência distinta para cada um. Os fãs vão achar tudo brilhante, mas o público sabe, que ao menos não se trata, do que temos quase que semanalmente, nos cinemas.
As pegadinhas foram engraçadas, mas não teve um história muito original, em algumas partes dava pra rir, mas em algumas me dava sono. Resumindo, diferente anormal, mas não se encaixa como um filme espetacular de comédia.
Algumas pegadinhas em Vovô sem Vergonha -- uma produção da equipe de pirados auto-mutiláveis Jackass -- são feitas através da clássica situação nonsense e sustos com acontecimentos absurdos -- como um brinquedo de criança sair voando pela vitrine de uma loja. Porém, as melhores situações do roteiro são aquelas que usam como pano de fundo as personas do avô sem-noção (Johnny Knoxville) e do neto inocente-mas-nem-tanto (Jackson Nicoll), ou seja, o estilo Borat de fazer um mockumentary, ou road-trip-mentary, ou algo que o valha. Entre eles há uma performance inimaginável e inesquecível (se isso é bom ou não fica a cargo de quem está assistindo) em um clube de strip-dance envolvendo bolas balançando e quase caindo no chão (a imaginação é livre).
Se você é da turma que assisti os programas dominicais só para assistir as pegadinhas, este é o seu filme! O filme é um road movie onde o nosso vovô e seu neto se metem em várias pegadinhas no decorrer da história. E é basicamente isto! Não tem muita relação, continuidade entre uma cena e outra, é zoação por zoação! Relevante! E boas gargalhadas!
muito bom pois registra as pessoas como são ;suas reações/ e bom para rir ; faz rever a relação familiar;os vínculos e por fim com e caro o co domínio do pe junto recomendo para assistir
Esse filme é muito bom. Quem não conhece ou não curte Jackass pode até passar a gostar. Se você for muito fresco com comédias exageradas ou estiver de mal com a vida, aconselho ficar em casa vendo novela.
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