Luc Besson é um diretor bastante experiente no gênero ação.Tando sendo produtor,roteirista ou até mesmo na direção.Na direção ele sempre tenta arriscar em outras áreas.Assim como mostrou na animação de três filmes de Arthur e suas vinganças.Em Lucy,ele resgata uma forma especial de fazer ação.Trazendo a frente uma personagem feminina.Que fica inteiramente a cargo de Scarlett Johansson.No começo a sua personagem Lucy é controlada,e entra em uma situação não muito amigável.Pois se envolve com uma máfia,e é obrigada a transportar drogas em seu corpo,Mais algo inesperado acontece,e Lucy então desenvolve poderes fora do normal.Sendo única e exclusivamente só dela.Os poderes são tanto quanto interessantes.Pois ela tem capacidade de praticamente tudo ao seu redor,de acordo com que a porcentagem de seu cérebro vai aumentando.E essa porcentagem agente acompanha passo a passo,até a conclusão final,que é uma das mais interessantes de todo o filme.Embarcamos juntos com Lucy em uma viagem bem interessante,e que supostamente não tem volta.Morgan Freeman completa o elenco,apenas como um professor Norman,que não soma nada a trama,mais somente a presença dele já nos faz feliz.
Há filmes de ação que buscam desenvolver a narrativa querendo provar o quanto ela é inteligente, porém muitos acabam por ter um discurso muito superficial ou um tanto oco. A ficção científica Lucy tem Scarlett Johansson mostrando sua versatilidade e só. O filme quer ter um discurso interessante, mas não passa de mais um filme de ação com tiros e perseguições que passa longe de um bom discurso. Lucy (Scarlett Johansson) é uma americana que está estudando em Taiwan. Ela namora Richard (Pilou Asbaek) que realiza trabalhos escusos para traficantes locais. Quando ele pede ajuda de Lucy para entregar uma maleta para Mr Jang (Min-sik Choi), apesar de ela não querer participar disso ela é persuadida quando Richard prende a maleta em seu braço. Quando ela entra pelo saguão do hotel onde está o Mr. Jang, ela não tem noção de que sua vida mudará para sempre. Quando falo que apenas há a atuação de Scarlett Johansson não quer dizer que ela desempenhou o papel de sua vida, mas que para o que ela precisava para o papel ela conseguiu tranquilamente. No início ela demonstra um ser humano com sentimentos e que aos poucos transforma-o em algo sem sentimento algum. Mais uma vez prova o quanto ela consegue ser versátil na escolha de seus personagens. Min-sik Choi consegue nos primeiros minutos da projeção se impor em sua interpretação e consegue mostrar o quanto ele pode ser perigoso, sanguinário, frio, sofisticado e prático. Se impondo através do medo em que as pessoas tem dele um simples drinque dado por ele faz com que pensemos duas vezes na hora de dizer que não aceitamos. Porém no decorrer do filme ele se torna um personagem estereotipado através de sua interpretação (o que pode ser o roteiro lhe impondo). A montagem busca no início realizar uma montagem paralela para que através de metáforas visuais entendemos o que está para acontecer com Lucy. Seu próprio look ainda enaltece que ela é um animal e por isso pode ser abatida na cadeia alimentar. A perseguição nas ruas de Paris são boas se não soubéssemos o poder que emana de nossa protagonista. Se essa cena fosse cortada na montagem final, ou não existisse, não haveria outra cena que pudesse gerar algum mínimo de tensão no ar. Se a montagem é eficiente em algumas cenas, o roteiro é um fracasso. Há todo momento ele tenta ser um filme cabeça ou uma diversão real, mas na verdade é algo nominal. O roteiro entra em questões interessantes, mas não tem força para fazer algo emocional. No decorrer de seus noventa minutos, apesar de utilizar técnicas de roteiro como o Mcguffin que Hitchcock tanto gostava de utilizar em seus filmes, falha ao tentar mostrar seu lado intelectual e acaba desenvolvendo um tema que hoje já está muito desenvolvido e que coloca em xeque algumas questões levantadas pelo professor Norman (Morgan Freeman). O fato ou mito de que utilizamos apenas 10% de nosso cérebro é um tema saturado e que hoje em dia parece mais algo em que as avós escutaram, mas que hoje ninguém fala mais. Inclusive, enquanto há estudos mais desenvolvidos que falam o inverso, a pesquisa dos 10% é algo subjetivo. O roteiro falha ainda em realizar um confronto muito cedo dos antagonistas da história e para que o filme tenha continuidade nossa protagonista parece perecer de qualquer utilização cerebral quando em uma acerto de contas parece mais blefar do que dar a cartada final. Se não bastasse isso (não quero realismo, mas algo plausível sim) Lucy parece ser uma mistura entre a Mística, Jean Gray (ambos dos X-Men) e o personagem George Malley de John Travolta no filme Fenômeno. Seus “poderes” não convencem como alguém que está com seu cérebro chegando a 100%, pois mais parece uma heroína de quadrinhos. Não podemos esquecer das incríveis cenas em que homens armados ao extremo entram facilmente em qualquer lugar ou simplesmente tiram seu arsenal do carro enquanto a polícia está do outro lado da rua. Um filme que tenta ser algo palpável, que quer ser um filme intelectualizado, mas que não convence com seu tema e nem com o desenvolvimento da narrativa.
Que filme fenomenal. Fico intrigado como um filme desse nao teve tanta repercussao na mídia. Depois que terminei de assistir o filme, descobri o motivo: ele nao é americano! Pelo fato de ser europeu, a mìdia nao deu a devida importancia. Scarlett impecável como protagonista, Morgan Freeman sem palavras. O enredo é de prender nossa atençao do início ao fim. Vou recomendar a todos(as).
Sabe aquela vontade de controlar coisas e pessoas, de saber tudo? “Lucy” ilustra bem isso, mostrando como seríamos se pudéssemos usar grande ou toda parte da nossa capacidade cerebral.
O longa começa com uma Scarlet sendo vítima de uma armadilha à la savana (literalmente comparada no filme). Algemada a uma maleta alheia, ela é transformada em mula do tráfego de drogas. A droga que dá o poder e o tom de ficção científica ao filme.
spoiler: Para quem viu, acho que vai concordar. A cena do avião é sensacional. Nela Lucy começa a se desfazer após um gole de champanhe. Há outros atos mais pontuais que dão margem a vários UOWS!
Lucy desperta, mas não acorda tanto. O filme é muito bom, mas tinha (e perdeu) fôlego para ser excelente. Deveriam ter explorado mais a capacidade da personagem. Com mais meia hora de filme, sairia bem mais feliz do cinema. Os efeitos são espetaculares e não caem no cientificamente tosco, sem falar no elenco. Além de Scarlett Johansson, traz Morgan Freeman e Min-Sil Chol.
Ao final, você consegue enxergar algumas teorias sobre tempo, espaço e existência. “Sem tempo não existimos”, uma das falas de Lucy só define mais ainda o poder do tempo sobre a vida. Outra coisa interessante é como nossa capacidade intelectual, quando chega a um pico, pode ofuscar nossa sensibilidade. Lucy é poético em dizer, implicitamente, que o ser humano é um equilíbrio entre razão e emoção, que, se a razão se sobrepõe, deixamos de sentir certas coisas, que, enfim, nos fazem humanos.
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