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Cícero Dantas
1 crítica
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0,5
Enviada em 7 de junho de 2020
Corações de ferro, Códigos de Guerra e Até o último homem dão de 7x1. Em alguns momentos do filme, mostraram uma " superioridade " ( embora momentânea ) alemã que não existiu.
Poucas coisas são tão deslumbrantes do que os filmes de guerra. Participar de um ato de guerra proporciona mais adrenalina do que quase mais nada pode proporcionar. A guerra é simplesmente viciante. E os filmes artísticos conseguem retratá-la com ainda mais beleza. O remake de Nada de Novo no Front é impecável e cruelmente belo. 1917 é estética pura. The Hurt Locker, da Katherine Bigelow, é atroz e ao mesmo tempo lindo. Até o jogo de PlayStation 2 Medalha de Honra: Frontline consegue ser mais realista e mais justo do que o Resgate do Soldado Ryan. Frontline é um jogo de guerra honesto e viciante. No filme do Resgate, só o que vemos é ódio e sofrimento, o tempo inteiro. Uma angústia perdida e sem sentido. Guerra não é sentimento. Muito menos ódio. É estratégia bruta, um jogo mortal onde o melhor se sobrepõe, uma disputa cruel, mas guiada pela adrenalina esmagadora, que pesa em seu peito e que jorra em seu cérebro. The Hurt Locker mostra que até mesmo os piores aspectos da guerra podem servir como uma visão poética do viver humano. O desespero confunde-se facilmente com amor. A violência, com compaixão pelo existir da vida no planeta. Círculo de fogo, ambientado na Rússia, é quase orgástico. A guerra não deve ser retratada como algo ruim, do qual devemos fugir. Porque ela é como quase todas as demais invenções humanas: contraditória (razão e emoção lado a lado). E é nisso que reside sua beleza. E só o cinema pode englobar isso.
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