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Phelipe V.
510 seguidores
204 críticas
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4,5
Enviada em 3 de março de 2013
William Friedkin alcança um êxito praticamente completo com essa obra aqui, que não conseguia, fazia um bom tempo. Incrível como ele arranca o melhor de seu elenco, de Emile Hirsch a Matthew McConaughey, todos estão muito bem em seus respectivos papeis dentro dessa trama, mas é claro que o destaque fica por conta do personagem-título.
A história é absolutamente instigante por conta dele, o matador Joe começa sendo até desacreditável, para que, com o andamento dos acontecimentos do filme possamos ver o quão doentia é a mente que estamos lidando. Sua perversão, à medida que aumenta, e ao passo que descobrimos, junto com os personagens, do que ele é capaz, se torna o principal ponto de impacto nesse roteiro. O que não daria muito certo se não tivesse um ator excepcional por trás. Imagina a surpresa agora ao perceber que esse ator é Matthew McConaughey... Pois é. O cara tem aqui a melhor atuação de sua carreira, que é lindamente destacada no terceiro ato do filme.
A fotografia também é maravilhosa, o tom escuro - mas não tanto - presente durante todo o filme nos coloca direto dentro da conflituosa e absurda tensão a que o filme se submete. Os figurinos também são importantes. É interessante notar que todos os personagens usam cores escuras, e até desconfortáveis, enquanto Dottie usa figurinos claros e soltos, para, principalmente, demonstrar que, diferente de todos ao seu redor, ela representa uma ingenuidade genuína. Mesmo passando por tudo o que passa. Sendo condicionada à fatores internos ou não. Pelo menos até o seu desfecho.
Com diálogos afiadíssimos e um uso coerentíssimo da violência, Killer Joe talvez se torne um verdadeiro clássico contemporâneo. Não fosse por isso, depois de tudo o que podemos assistir, seu final completamente irônico trataria, ao menos, de colocá-lo numa lista de grandes filmes dessa década, daqueles bem feitos, originais dentro de sua proposta e atemporais tais que daqui há muitos anos poderemos vê-lo com o mesmo frescor dos tempos atuais.
Um filme com uma atuação monstra de Matthew McConaughey , e uma história e personagens muito bizarros.. e este é o charme do filme. Uma família detestável que teve que aprender com um cara mais detestável ainda KILLER JOE !!!
Interessante perceber que em um universo repleto de remakes, um filme estreia com tamanha intensidade e consegue proporcionar certo alívio para o espectador. Alívio em termos, pois Killer Joe não é um filme fácil de assistir. William Fredkin mostra ao público algo raro na sétima arte, não há possibilidades de ficarmos indiferente ao que é projetado na tela, independente da experiência positiva ou negativa, o espectador sai da sala de cinema com um turbilhão de sensações .
A história gira em torno de uma família completamente desestruturada, até que o filho mais velho decide contratar um matador de aluguel para matar sua mãe e assim dividir o dinheiro do seguro com os demais parentes.
Nada de inovador se não fosse pelo roteiro extremamente intenso e que não poupa nenhum dos personagens. Todos são imersos em um mundo intensamente caótico e logo no começo percebemos que a experiência não será fácil. A sensação que fica é de que o diretor trava um verdadeiro duelo com o público, onde nos questionamos: Será que consigo assistir até o final? Certos momentos o espectador acredita que vence o combate, um sorriso desconcertante surge, tudo graças à interpretação de Thomas Haden Church, perfeito no papel do pai “dotado de pouca inteligência”, mas são raros esses momentos e logo o diretor volta a duelar com o público .
O filme vale pela experiência de sensações que proporciona, uma catarse constante para o espectador, tudo é extremamente cruel e nada é camuflado. Todos os personagens estão expostos e vivendo ao extremo o caos da situação. Quem ganha o duelo? Ambos, pois William Fredkin, com 77 anos, consegue mostrar que existe vida independente no cenário hollywoodiano e o espectador ganha um choque desconcertante e altamente reflexivo sobre a vulnerabilidade do ser humano.
Filme muito bom. Nos prende do início ao fim. Filme com algumas reviravoltas, cenas bem elaboradas e elenco muito bom. Apesar da nudez bastante mostrada no filme, o filme não passa cenas forte de sexo. Excelente atuação do Matthew McConaughey e boa atuação do Emile Hirsch. Até o 'Homem de Areia' faz um bom papel, como um brutamonte alienado. A única ressalva a dizer é em relação ao final do filme que ao invés de surpreender, deixa em aberto. Isso geralmente acontece, quando um filme deixa a possibilidade de uma continuação, coisa quase que impossível de acontecer com esse filme. Mas o filme é muito bom e com uma história muito bem contada. Como diz lá no comentário da Redação: " O Filme não é pra qualquer um, e quem tem estômago fraco, não assista a esse filme. " NOTA 8
O que temos aqui é um filme forte, sádico, cruel e desgraçado. É um ótimo trabalho cheio de atuações excelentes. Tem um roteiro afiado e uma trilha sonora baixa e morna mas bem texana e muito bem composta. Killer Joe - Matador de Aluguel é um ótimo filme mas que não é feito para qualquer um, muitos devem acha-lo de péssimo gosto, principalmente por conta de seu último ato, mas a verdade é que o longa do diretor William Friedkin (diretor de O Exorcista!) é um filmaço, daqueles feitos na unha e na raça. E o mais importante, é a mensagem que o longa nos passa: "até onde o ser humano pode ir, para se dar bem".Ótimo filme.
O filme é incrível: instigante, sufocante, diferente...enfim, tem vários elogios cabíveis, além de ser um filme muito bonito( a seu modo!) e que te prende muito a atenção! Excelentes atuações, personagens muito bem construídos, muito realistas! Um ótimo filme, que foge do convencional. William Friedkin conseguiu fazer uma cena pornográfica passar nos cinemas abertos do mundo todo; genial! É um daqueles filmes que você tem de tirar as suas conclusões, nada de mão beijada. Excelente!
Assisti o filme há dois dias e não consigo digerir ele. Cenas de pedofilia, violência, sadismo, tudo no mais alto grau, porém as sensações de angustia, ansiedade, nojo, transformam esse filme em uma joia, pois imergi o telespectador pra dentro de um mundo inimaginável, que ultrapassa o insano, mas que Existe! Ver o Matthew Mcconaughey interpretando um cara tão doente, nojento e violento me faz coloca-lo em um hall de poucos atores que são tão polivalentes como ele.
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