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Caroline F.
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5,0
Enviada em 29 de janeiro de 2013
Michael Fassbender realmente é um excelente ator, acho que um dos melhores da atualidade, conseguiu mostrar todo o lado obscuro da vida de seu personagem por conta da compulsão por sexo e sua dificuldade em estabelecer uma relação amorosa saudavel, tudo isso só piora com a chegada de sua irmã. Ótimo roteiro, o filme prende a nossa atenção até o final.
O filme retrata a vida de Brandon (Michael Fassbender), um publicitário bem-sucedido que possui um vício patológico por sexo. Mostrado de forma crua e realista, o longa demonstra a incapacidade de Brandon em libertar-se da própria fixação.
Entretanto, quando Sissy (Carey Mulligan), sua irmã, aparece de surpresa em seu apartamento, ele é obrigado a abandonar algumas de suas compulsões e tem de enfrentar as minúcias da convivência social, que, para ele, parecer ser um terrível martírio.
No ínterim da trama acabamos descobrindo que Sissy possuiu seus próprios dilemas, que afetarão a vida de ambos de maneira inesperada e surpreendente.
Temos nesta obra uma demonstração clara da fragilidade do ser humano diante dos próprios desejos, as consequências da vida em sociedade, daquilo se espera de alguém e da realidade, e também do amor intrínseco entre irmãos.
Destaques para a poderosa atuação de ambos os protagonistas, em especial a delicadeza com que Carey Mulligan construiu sua personagem.
Achei o filme perfeito. A construção do personagem interpretado por Michael Fassbender é minuciosa e digna de um Oscar (ele foi, até onde sei, indicado a vários prêmios importantes do ano, mas ficou fora da disputa da estatueta certamente pela temática pesada). O papel foi desafiador para a carreira do ator, que achou, certamente com a ajuda do diretor, o ponto certo na composição de um personagem tão complexo. O roteiro construído, ao meu ver, compôs personagens (Brandom e Sissy) bastante verossimeis, onde a lacuna deixada pela ausência de certas falas dos personagens (há quem tenha achado o filme monótono, embora eu discorde !) foi substituída (e milimetricamente planejada pelo roteirista) por uma fantástica interpretação gestual dos atores, nas cenas onde o que se pedia, ao invés de palavras, era que eles expressãsem sentimentos como angústia, perplexidade e desapontamento. E isto fizeram com maestria.
O novo longa do marcante Stevie McQueen refaz a parceria com o ator Michael Fassbender que teve inicio em “Hunter” (2008), primeiro longa do diretor. Dessa vez, a história gira em torno de um belo e maduro homem. Ele é bem-sucedido profissionalmente e tem um bom papo suficiente para conseguir a mulher que quiser, porém, por trás dessa casca que beira a perfeição, ele esconde alguns problemas psicológicos, que vai além de seu vício em sexo. Mais do que se masturbar constantemente e fazer sexo com diversas prostitutas, ele é vítima de seus desejos e parece não aproveita-los. Além do mais, ele não consegue ter relações fortes com ninguém. A rotina de Brandon (Fassbender) e sua fuga da realidade sofrem modificações com a inesperada chega de sua irmã, Sissy (Mulligan). Com o passar do tempo, o diretor aprofunda as questões psicológicas das personagens e o longa ganha interpretações maiores, como o isolamento social e falta de identidade que o mundo atual vive. Alguns reclamaram com o fato do filme não ser didático ou muito claro, mas o longa prefere que o espectador se concentre mais nos significados do que, por exemplo, nos detalhes sobre a tal doença. Algumas cenas são longas por mera vontade do diretor, mas ele nunca opta por tal escolha sem méritos. Sentimental, ele sempre preenche as cenas com interpretações pungentes, reflexões interessantes e emoções realistas. Além da comentada e surpreendente atuação sem excessos de Fassbender, que se entregou por completo ao papel, há, também, uma envolvente performance de Carey Mulligan, que depois de seu trabalho impecável em “Educação”, mostrou, mais uma vez, sua precocidade. Além do ótimo elenco e da direção profunda, o longa conta com um roteiro muito bem estruturado. Econômico, os diálogos dizem o necessário, mas ganham sentidos amplos. Impactante desde o inicio, com a cena de nudez do protagonista, “Shame” mostra o sexo de uma forma nunca antes visto no cinema e ganha pontos por mostrar os conflitos de forma inteligente e muito longe do lugar comum. Em vários sentidos, o filme será um divisor de opiniões, mas a perda do fôlego é inevitável.
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