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''Shame é um filme que causa mal estar, uma tristeza sem precedentes. O sexo que geralmente é mostrado no cinema como algo prazeroso, no filme causa dor. Nas cenas finais, em que o personagem principal se envereda por uma "caravana" sexual pela cidade, o rosto dele, durante o sexo é completamente tomado pela dor, ao meu ver foi o que mais choca no filme, a dor que algo que seria prazeroso causa.'' Aparentemente parece que irá abordar sobre a Ninfomania na forma abrupta do cinema, mas não é isso que acontece, vê-se uma melancolia,uma crise existencial, uma face humana complexa.
Tudo é muito estendido, a irmã dele Sissy cantando é de fazer qualquer um se emocionar, a atuação de Michael Fassbender é esplêndida, a direção muito boa, o roteiro que deixa a desejar, mas isso não impede que o filme seja bom.
Recomendo.
Tudo é muito estendido, a irmã dele Sissy cantando é de fazer qualquer um se emocionar, a atuação de Michael Fassbender é esplêndida, a direção muito boa, o roteiro que deixa a desejar, mas isso não impede que o filme seja bom.
Recomendo.
Shame é um filme ousado e corajoso ao mesmo tempo denso e perturbador. Muitas pessoas acham que o ponto do filme é Brandon ( Michael Fassbender ) ser viciado em sexo, mas, o filme vai muito mais a fundo, trazendo visões e pontos a serem discutidos, como o confronto que o personagem tem com a sociedade pelos seus atos, a crise de identidade que tem com ele mesmo sobre o certo e o errado. Shame é um filme primoroso.
A trama traz Brandon Sullivan (Michael Fassbender) um homem solitário e absolutamente viciado em sexo. Você pode pensar: E que mal há nisso? eu também sou. Mas não como ele, Brandon pensa constantemente no orgasmo, dedicando-se à busca por uma transa com empenho ele se masturba, contrata prostitutas, visita sites pornográficos no emprego e todo sua energia consome-se na tentativa de conseguir prazer sexual. Ao ponto desse vicio comprometer seus relacionamentos afetivos e a convivência inesperada com sua irmã que pediu abrigo em sua casa.
A beleza de Shame está em seus mistérios, o que fica subentendido traz a complexidade do filme. Tanto na construção do personagem que mostra um homem preocupado com as aparências e torturado pela consciência de seu vazio existencial. Bela fotografia, em tons frios, parece elucidar a natureza do personagem ao mesmo tempo que as diversas cenas de nu, além da beleza estética, trazem o sentimento de cumplicidade com o personagem. E isso nos torna, durante os 100 minutos, a pessoa com maior grau de envolvimento e intimidade com o personagem principal do filme.
A beleza de Shame está em seus mistérios, o que fica subentendido traz a complexidade do filme. Tanto na construção do personagem que mostra um homem preocupado com as aparências e torturado pela consciência de seu vazio existencial. Bela fotografia, em tons frios, parece elucidar a natureza do personagem ao mesmo tempo que as diversas cenas de nu, além da beleza estética, trazem o sentimento de cumplicidade com o personagem. E isso nos torna, durante os 100 minutos, a pessoa com maior grau de envolvimento e intimidade com o personagem principal do filme.
Achei o filme muito bom. Para mim , o foco não é somente o fato do protagonista ser um viciado em sexo ,ele poderia ser viciado em comer , em gastar e outras obsessões também condenáveis pela sociedade, mas me chamou a atenção sua solidão, sua falta de pessoas em quem confiar, a frieza de suas relações no trabalho e a banalidade de seu cotidiano. Faltou pra mim, saber o que lhe acarretaram esse estado psicológico. O filme poderia ter dado alguns detalhes de sua infância, alguma paixonite ou decepção, Mas mesmo assim gostei muito.
O segundo filme do virtuoso diretor Steve McQueen que explora a obsessão e decadência do ser humano entregue a um vicio, seja bebidas, drogas, jogos...o objeto escolhido aqui é sexo, e não poderia ser melhor, pois nem todos jogam, nem todos bebem e nem todos se drogam, mas todos fazem sexo, e é muito fácil se colocar na pele de Brandon (Michael Fassbender) e sentir sua tristeza, um cara que tem tudo e ao mesmo tempo não tem nada. O linear roteiro que tem tons de subjetividade conta a historia de Brandon (Michael Fassbender), um homem bem sucedido que é viciado em sexo, mas seu vicio acaba por sendo suprimido quando sua irmã Sissy (Carey Mulligan) acaba por vindo morar com ele, a garota depressiva e com problemas causa impacto, duvidas e desespero na vida de Brandon. “Shame” não chega a ter nem a metade da densidade e profundidade do “Ninfomaniaca” de Lars Von Trier, mas mesmo assim, o filme tem algo a dizer, ele fala sobre o sofrimento e a felicidade incansável, pois mesmo quando nosso protagonista se apega a alguem e aspira alguma felicidade, ele falha naquilo que é a sua obsessão, o sexo é mais que uma válvula de escape, o sexo é a maneira de sair da tristeza ao mesmo tempo que é a porta de entrada, tudo ao redor de Brandon precisa de um tempo para acontecer o já esperado, seu chefe transar com alguém, a estação chegar, sua irmã cai na depressão e até o seu computador voltar, e Brandon esperasse que a sua felicidade seria a mesma coisa, mas não é, e quando ele percebe isso, ele se desespera, Brandon é a gente ao perceber que nem sempre conseguiremos nossos objetivos. Outro ponto interessante é modo como é retratado o desespero de Brandon para se livrar de seu vicio, e quando ele está transando e prestes a ter o orgasmo a câmera foca em sua cara de terror e completo desespero, e puramente, arrependimento por não conseguir se livrar daquilo e seguir a sua vida, o orgasmo para Brandon é a sua pior dor. O filme tem uma fotografia cinzenta e com tons de azul, temos uma câmera que em horas está focada no quadro e em outras, principalmente no sexo a onde Brandon está entregue ao seu vicio, a câmera se descontrola, o filme tem repetições de ideia e um ritmo lento, mesmo com menos de duas horas, o telespectador sente o seu tempo, mas mesmo assim, tecnicamente, a obra é bem acabada, além de contar com uma boa trilha sonora. Carey Mulligan está maravilhosa, encarando e passando por todos os conflitos que a sua personagem enfrenta, alternando picos de felicidade, depressão e tristeza, sua personagem é uma montanha russa muito bem atuada por Carey, e claro, a grande estela aqui, Michael Fassbender está completamente maravilhoso, sem frescuras ele se perde dentro de seu personagem e deixa a sua angustia transparecer e coloca o telespectador na pele de seu personagem. “Shame” é um filme condensado e ao mesmo tempo denso, o roteirista é extremamente sutil nos caminhos da historia, e isso é lindo, o filme ganha uma realidade e naturalidade linda, além do mais, a falta de pudor e as boas atuações somado ao filme que trata do terror do sexo, cheio de nus não ser atraente ou excitante, pelo contrario, é um martilho, tudo esses aspectos contribuem para o ótimo “Shame”.
O melhor filme da década de 2010 até agora.
Esse filme é O ESNOBADO do Oscar 2011,deveria ter ganhado Melhor Filme,Melhor Ator e Melhor Atriz.Esse filme trata de um cara que é viciado em sexo,até que chega a sua irmã,que tudo fica mais difícil para ele.Um filme quase sem diálogos,pois apenas o olhar basta para saber,e quando tem diálogos,você fica vidrado,se sente interessado,realmente um filme para ser visto,apreciado e ainda mais elogiado.
Nota:1000/10
Esse filme é O ESNOBADO do Oscar 2011,deveria ter ganhado Melhor Filme,Melhor Ator e Melhor Atriz.Esse filme trata de um cara que é viciado em sexo,até que chega a sua irmã,que tudo fica mais difícil para ele.Um filme quase sem diálogos,pois apenas o olhar basta para saber,e quando tem diálogos,você fica vidrado,se sente interessado,realmente um filme para ser visto,apreciado e ainda mais elogiado.
Nota:1000/10
A beleza composta neste filme é literalmente fascinante. Um Roteiro simples e profundo alimentado pela fragilidade compulsiva.
Já nos primeiros enquadramentos é possível enxergar o talento da direção de Mcqueen. O bom gosto da trilha só pontua as qualidades de uma trama que se articula através de um caleidoscópio de sentimentos proibidos pelo protagonista que é completamente sublimado por uma voracidade sexual mostrada como nenhum filme mostrou; e é aí que percebemos que a escolha de Fassbender para o papel foi um grande acerto. Afinal o seu despudor, entrega, e espontaneidade nas cenas mais tórridas, delineiam a alma da película. As vezes parece um filme noir, mas em nenhum momento esquecemos da competência da Direção, das edições e da fotografia que se revelam primorosas. Algumas tomadas longas poderiam servir de referência para os novos aprendizes da técnica de direção. O elenco secundário mostra também muita competência, a cena em que é utilizada a canção New York, New York, lembra e muito os números dos filmes de David Linch, e que como nas obras de Linch, funciona com o mesmo esmero e combina com a excelente trama tecida por McQueen. Enfim, Shame veio para figurar entre os grandes filmes do cinema moderno, um filme imperdível.
Shame - o filme conta a história de um homem que é compulsivo por sexo e a vida dele muda quando a irmã dele vai morar com ele, Achei uma história muito lenta com ritmo meio arrastado em muitos momentos sem sentido e com final que não me agradou nenhum pouco
Shame não é um filme para fracos.
Solidão, relacionamento conturbado com irmãos, sucesso profissional, NYC fria, pornografia de todos os tipos, nu frontal, sexo, sexo e mais sexo! Compulsivo, individual, frustrante, a três, homossexual, doentio. É um filme corajoso.
Corajosos também são os atores Michael Fassbender e Carey Mulligan que toparam fazer um filme fora do usual. A entrega deles aos seus personagens é total e evolvente. A construção dessas pessoas através de uma câmera que respeita os silêncios de cada um, cria cenas de sutilezas perturbadoras e sofridas.
Impossível, ao terminar de ver o filme, não refletir sobre o que foi visto. O desespero dele em não conseguir fugir desse vício… Ela ao cantar New York New York é de engolir a saliva a seco… Ele mediante a mais uma tentativa de suicídio dela.
Há espaço para humor também, a cena do jantar é muito divertida, uma válvula de escape para respirar mediante a tanta tensão.
Uau! Ufa! Tenso! Maravilhoso!
Curiosidade. Reza a lenda que o ator Michael Fassbender não foi indicado ao Oscar por causa do seu nu frontal. Pena que a academia não tenha a mesma coragem do filme para reconhecer duas grandes interpretações, a dele e a Carey.
Nota do público: 7.3 (IMDB)
Nota dos críticos: 79% (Rotten Tomatoes
Bilheterias
USA – $3.9 milhões
Mundo – $17 milhões
Acesse o blog 365filmesem365dias.com.br para ler sobre outros filmes.
Solidão, relacionamento conturbado com irmãos, sucesso profissional, NYC fria, pornografia de todos os tipos, nu frontal, sexo, sexo e mais sexo! Compulsivo, individual, frustrante, a três, homossexual, doentio. É um filme corajoso.
Corajosos também são os atores Michael Fassbender e Carey Mulligan que toparam fazer um filme fora do usual. A entrega deles aos seus personagens é total e evolvente. A construção dessas pessoas através de uma câmera que respeita os silêncios de cada um, cria cenas de sutilezas perturbadoras e sofridas.
Impossível, ao terminar de ver o filme, não refletir sobre o que foi visto. O desespero dele em não conseguir fugir desse vício… Ela ao cantar New York New York é de engolir a saliva a seco… Ele mediante a mais uma tentativa de suicídio dela.
Há espaço para humor também, a cena do jantar é muito divertida, uma válvula de escape para respirar mediante a tanta tensão.
Uau! Ufa! Tenso! Maravilhoso!
Curiosidade. Reza a lenda que o ator Michael Fassbender não foi indicado ao Oscar por causa do seu nu frontal. Pena que a academia não tenha a mesma coragem do filme para reconhecer duas grandes interpretações, a dele e a Carey.
Nota do público: 7.3 (IMDB)
Nota dos críticos: 79% (Rotten Tomatoes
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