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Tassiana
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41 críticas
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4,0
Enviada em 4 de março de 2014
Para muitos, o título do filme já incomoda. Segundo o próprio Steve McQueen, “Shame” surgiu justamente por que muitas das pessoas com as quais conversou durante a pré-produção do filme, utilizaram-se dessa palavra ao falarem do assunto abordado. Sexo ainda é um grande tabu para muitos. Shame é provocante, arrebatador e traz uma reflexão profunda sobre o ser humano. Fala do individualismo, da solidão, de nossas angústias e psicoses. Steve McQueen só confirma, na minha opinião, sua capacidade de manipulação, tentando chocar. Adoro! O filme tem pouquíssimos diálogos e é bastante denso. A trilha sonora bem como as cores e os lugares das locações contribuem para que essa atmosfera de desconforto e insatisfação pessoal se evidencie ainda mais. Fassbender está muito bem no filme e cumpre com aquilo que se propôs a fazer. Ousado e muito criticado, especialmente pelos pudicos por seu nu frontal, o ator encara a plateia no personagem de Brandon e consegue provocar. Brandon é um executivo nova-iorquino que é obcecado por sexo. Prazer ou sofrimento? Esse é o tempero que o diretor coloca e nos faz pensar. O filme não quer discutir a moralidade da prática sexual, muito pelo contrário, ele aborda a questão patológica, a dependência de algo, no caso aqui o 'sexo'. O personagem, de maneira compulsiva, está o tempo todo saciando sua vontade, porém a sensação de vazio permanece. O ônus é sempre muito maior. Ressalta-se aqui a importância e a fragilidade de nossas relações e do mecanismo como muitas delas acontecem. Uma tendência cada vez mais forte nos dias de hoje. Em tempos de Steve McQueen e Fassbender, vale a parceria/trilogia: “Hunger”, “Shame” e “12 Anos de Escravidão”. Shame realmente surpreende e nos deixa expostos. Filmaço!
''Shame é um filme que causa mal estar, uma tristeza sem precedentes. O sexo que geralmente é mostrado no cinema como algo prazeroso, no filme causa dor. Nas cenas finais, em que o personagem principal se envereda por uma "caravana" sexual pela cidade, o rosto dele, durante o sexo é completamente tomado pela dor, ao meu ver foi o que mais choca no filme, a dor que algo que seria prazeroso causa.'' Aparentemente parece que irá abordar sobre a Ninfomania na forma abrupta do cinema, mas não é isso que acontece, vê-se uma melancolia,uma crise existencial, uma face humana complexa. Tudo é muito estendido, a irmã dele Sissy cantando é de fazer qualquer um se emocionar, a atuação de Michael Fassbender é esplêndida, a direção muito boa, o roteiro que deixa a desejar, mas isso não impede que o filme seja bom. Recomendo.
A trama traz Brandon Sullivan (Michael Fassbender) um homem solitário e absolutamente viciado em sexo. Você pode pensar: E que mal há nisso? eu também sou. Mas não como ele, Brandon pensa constantemente no orgasmo, dedicando-se à busca por uma transa com empenho ele se masturba, contrata prostitutas, visita sites pornográficos no emprego e todo sua energia consome-se na tentativa de conseguir prazer sexual. Ao ponto desse vicio comprometer seus relacionamentos afetivos e a convivência inesperada com sua irmã que pediu abrigo em sua casa. A beleza de Shame está em seus mistérios, o que fica subentendido traz a complexidade do filme. Tanto na construção do personagem que mostra um homem preocupado com as aparências e torturado pela consciência de seu vazio existencial. Bela fotografia, em tons frios, parece elucidar a natureza do personagem ao mesmo tempo que as diversas cenas de nu, além da beleza estética, trazem o sentimento de cumplicidade com o personagem. E isso nos torna, durante os 100 minutos, a pessoa com maior grau de envolvimento e intimidade com o personagem principal do filme.
Achei o filme muito bom. Para mim , o foco não é somente o fato do protagonista ser um viciado em sexo ,ele poderia ser viciado em comer , em gastar e outras obsessões também condenáveis pela sociedade, mas me chamou a atenção sua solidão, sua falta de pessoas em quem confiar, a frieza de suas relações no trabalho e a banalidade de seu cotidiano. Faltou pra mim, saber o que lhe acarretaram esse estado psicológico. O filme poderia ter dado alguns detalhes de sua infância, alguma paixonite ou decepção, Mas mesmo assim gostei muito.
Shame “, um filme forte, polemico e grandioso. Dirigido pelo estreante Steve McQueen. Conta a história de um homem bem de vida, que mora sozinho em um apartamento grande, espaçoso, porém, ele tem um problema. Ele é viciado em sexo, e tem sua solitária rotina mudada após a chegada de sua irmã, que sofre de câncer . Michael Fassbender protagoniza arrasadoramente o filme, em que na maior parte, aparece nu por completo. Mas suas cenas de nudez frontal não são como alguns dizem, “ ousadas “ e “ polêmicas “, para algumas pessoas que leram sobre o filme mas não o viram ainda, devem pensar que essas cenas são pura “ safadeza “, mas em minha opinião, estas cenas são arte. Fassbender começa o filme completamente nu, andando pelo se apartamento, e depois, vai tomar banho; está pode ser a melhor cena do filme para mim. Outra peça grande no elenco é Carey Mulligan, em uma papel forte, com um drama pesado em suas costas, uma ótima atuação. O roteiro é bem escrito, mas não há o que elogiar muito neste quesito. A fotografia é estupenda, principalmente nos fortes closes que fecham nos rostos suaves a dramáticos dos atores. A trilha sonora é boa, ainda mais nas cenas longas em que o protagonista está correndo pela rua, nas suas “ caminhadas “ noturnas. Sinceramente, um dos melhores filmes de 2012, se juntando a “ Drive “ e “ Holy Motors “. Uma palavra para descrever o filme: poético.
Shame é um filme ousado e corajoso ao mesmo tempo denso e perturbador. Muitas pessoas acham que o ponto do filme é Brandon ( Michael Fassbender ) ser viciado em sexo, mas, o filme vai muito mais a fundo, trazendo visões e pontos a serem discutidos, como o confronto que o personagem tem com a sociedade pelos seus atos, a crise de identidade que tem com ele mesmo sobre o certo e o errado. Shame é um filme primoroso.
Espetacular. O filme foi muito bem escrito e produzido, a atuação de Michael Fassbender é maravilhosa. A história de um homem, que sofre com um vicio que não é "aceito" pela sociedade, e chega a perder a noção do que é certo e errado acaba tornando a trama muito envolvente, prendendo você do início ao fim, não serão quase duas horas perdidas, vale muito a pena conferir.
É realmente um drama bastante monótono e por conta disso fica um tanto desgastante e arrastado mas também é muito interessante! Tem uma fotografia incrível e uma trilha sonora ótima porém o destaque mesmo deve ser dado para as atuações que são impecáveis principalmente por parte do Michael Fassbender que está muitíssimo intenso e da bela Carey Mulligan.
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