No Limite do Amanhã
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Erí Torcato
Erí Torcato

1 crítica Seguir usuário

2,5
Enviada em 26 de abril de 2020
No Limite do Amanhã
Quem nunca assistiu um filme onde não se via os cortes na montagem? Quem nunca assistiu um filme que a narrativa fluiu de modo que nem se percebeu as sutis mudanças de ângulos? Outros tantos, tem no inverso, uma forma menos usual, mas que também funciona. Vários filmes tem na pós produção a oportunidade de redenção. Em especial, na ilha de edição, que é, onde a mágica acontece.
No Limite do Amanhã é um filme de 2014, uma adaptação do romance All You Need is Kill (tudo que precisa é matar, em tradução livre), de Hiroshi Sakurazaka. Dirigido por Doug Liman, estrelado por Tom Cruise e Emily Blunt, com a atuação sem necessidade de retoques de Bill Paxton como Master Sergeant Farell.
Nessa ficção, a Europa é tomada por alienígenas nominados Miméticos. Seres extremamente violentos e letais, que são organizadas socialmente como uma ‘’mente coletiva’’, coordenados por um elo com o líder, chamado Omega. Quando procurei o significado dessa palavra, vi que tinha tudo a ver com as principais características desses aliens: acomodação, adaptação, reprodução. Esta última, no sentido de repetição. Tudo se encaixava.
Bill Cage, personagem de Tom Cruise, é um ex publicitário americano, engajado no exército dos Estados Unidos, contudo, foi trabalhar para o exército inglês. Ele é posto contra sua vontade na linha de frente da última batalha na ‘’Operação Queda’’, contra os Miméticos, na invasão à França para registrar os acontecimentos em batalha. Entretanto, durante a entrada, que acontece na praia, ele é morto junto com um dos miméticos alfa, e ao ser banhado pelo sangue do alien, ganha o poder de repetir o mesmo dia. Tendo como uma espécie de instrutora e par romântico, Rita Vrataski (Emily Blunt) que passou pelo mesmo ocorrido que Cage, o looping (repetição) diário. Eles tentam encontrar uma forma de, ao repetir o mesmo dia, aprender uma estratégia eficaz, para vencer essa invasão.
Se tem um tipo narrativa que facilmente perde a atenção de qualquer espectador num filme é a repetição. Mas existe um antídoto para equilibrar o jogo, mantendo a atenção do espectador, inclusive, tornando essa repetição mais interessante. Essa é uma das ferramentas mais usadas para dinamizar esse tipo de narrativa de filmes de ação. A elipse (cortar, apagar) é muito usada em quase todos os filmes, é uma forma de omitir algumas partes desnecessárias do filme, dando dinâmica ao mesmo. Não vemos muitas vezes, por exemplo, as personagens indo ao banheiro, tomando banho, sacando dinheiro, ou se alimentando. A não ser que seja uma cena importante comercialmente ou importante para a trama. Para ficar em apenas um exemplo de elipse nesse filme: durante o treinamento de Bill Cage por Rita Vrataski em um ambiente que simula a luta contra os miméticos, ele sofre algum tipo de ferimento grave. Daí, Vrataski o mata para que o dia seja ‘’reiniciado’’. Consequentemente, todo o resto do dia é elipsado (cortado, apagado). Cage apenas acorda no mesmo lugar de sempre, tendo que recomeçar a mesma jornada, e nós não vemos o resto do dia passar, para só então, chegarmos a cena onde ele acorda. A outra ferramenta usada nesse filme é a mudança constante e sistemática da imagem. Sem este recurso, seria quase que impossível, assistir tal longa metragem. Tudo isso somada a muita cena de ação. Para se ter uma ideia, em média um filme troca de imagem a cada 4 segundos. Nesse filme eu contei a média de 3 segundos, chegando em alguns pontos críticos de ação de uma média de 2 segundos. Isso mantém o espectador totalmente tenso e preso na trama. Essa técnica de cortes rápidos e frenéticos remonta do período do desenvolvimento da montagem cinematográfica soviética do cinema russo, lá no início do século XX. Esse filme, sem dúvida, é um daqueles que a montagem foi fundamental para tolerância do espectador e na compreensão da narrativa. As sequências apresentadas nas imagens é o que define o sentido do filme. Mais do que aquilo que se encontra espacialmente no filme.
A montagem é o processo da criação que dá sentido a um filme. Técnica que quebra as relações do cinema com o teatro. Criando sua própria linguagem. Se estabelecendo como uma arte com vida própria. Bem utilizada, é capaz de nos fazer apreciar longos planos-sequência ou nos entreter com os rápidos cortes como em No Limite do Amanhã.
Manoel A
Manoel A

3 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 7 de janeiro de 2020
Filme muito bom. Um dos melhores filmes de Tom Cruise, sem dúvida. O filme te atrai do começo ao fim.
Alexandre C.
Alexandre C.

5.235 seguidores 525 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 17 de abril de 2019
Um bom filme, tem uns toques de humor bem legais, mas uma ficção bem complexa, mas me surpreendi, eu esperava um filme chato, mas no limite do amanhã até que é bom.
Francisco F.
Francisco F.

121 seguidores 181 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 6 de março de 2019
Uma obra-prima de ficção científica com viagem no tempo (ou na mente) e muita ação. A dinâmica rápida, os personagens, as cenas de ação, a temática futurística e alienígena, uma pitadinha de bom humor deram uma boa química para um filme divertido. Filme similar: “Contra o tempo”.
Luti
Luti

12 seguidores 74 críticas Seguir usuário

0,5
Enviada em 20 de dezembro de 2018
Na mesma pegada de Elysium, pode-se resumir eruditamente em duas palavras contemporâneas:LIXO PURO ! 2 horas perdidas em sua vida.
Wil C.
Wil C.

21 seguidores 7 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 3 de dezembro de 2018
muito bom o filme, a história.. só me perdi no final.. mas vale muito a pena. dá até um frio na barriga..
MichaellMachado
MichaellMachado

1.122 seguidores 538 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 30 de novembro de 2018
 "Inegavelmente, "No Limite do Amanhã", é um dos melhores filmes protagonizado por Tom Cruise"

 "Efeitos Visuais, Sonoros e Melhor Adaptação, mereciam, cada um ganhar a premiação do Oscar em suas respectivas categorias"

 "A direção acertou em cheio a parceria entre Tom Cruise e Emily Blunt"

 "Brad Pitt foi cogitado para o papel principal; Ainda bem, que foi apenas cogitado. Pois, Tom Cruise, caiu como uma luva para esse papel"
Carlos Henrique S.
Carlos Henrique S.

13.791 seguidores 809 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 17 de outubro de 2018
Tom Cruise aparece aqui mais uma vez com a missão de salvar o mundo mas desta vez ele não é o que sempre toma a total atitude de ser o líder e o maior responsável pelo tal feito,e isso funciona perfeitamente.Apesar de não trazer nada de revolucionário para o gênero,no limite do amanhã consegue ser divertido e muito bem feito esteticamente,que conta a história do Bill Cage das relações públicas das forças armadas que acaba sendo obrigado a entrar na linha de frente no último dia da guerra e após ele ser contaminado acaba condenado a reviver todos os dias o mesmo dia,então todos os dias ele vai avançando os acontecimentos em busca de mudar o percurso da história com a ajuda da também contaminada Rita Vrataski .Uma das coisa mais interessantes ,é que desta vez a real líder é na verdade a Emily Blunt que se mostra uma mulher guerreira e determinada e é ela que treina o personagem do Tom pra poder reverter essa situação.O roteiro é muito bem escrito apesar de as vezes ser um pouco confuso,e os efeitos visuais são de altíssima qualidade assim como as boas cenas de ação de são bem intensas.No geral é uma ótima ficção científica que desperta bem o interesse do público mais que as vezes fica um pouco confuso e com vai e volta do tempo em certos momentos fica chato,ofuscando um pouco o resultado final do filme.
Vinícius d
Vinícius d

614 seguidores 676 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 13 de agosto de 2018
O que Tom Cruise fez nesse filme foi espetacular. Muita ação trazida por inspiração de seu trabalho em outros filmes. Chateado pelo final que deveria ter sido algo mais feliz para os dois personagens principais. Mas a de se dizer que a criatividade para o tema de ficção central do filme e o que faz ter a nota que tem. No limite do amanhã e um dos melhores trabalhos de Tom Cruise nessa década. Merece todos os aplausos, um filme de calibre. E estamos com dificuldades cada vez maiores de produzir bons filmes de ficção.
Deyvison S.
Deyvison S.

1 seguidor 7 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 25 de junho de 2018
Filme excelente, com uma atuação excelente também, ótimas cenas de ação e com uma história muito boa. Filmes de viagem no tempo tendem a ser muito bom.
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