O filme pode ser perturbador para pessoas que puxam a interpretação para aspectos de sua vida. O cenário sombrio dá uma certa depressão. Impossível ficar de bom astral depois de assistir essa obra.
O filme até que é bom. Tentei por duas vezes assistir, e desisti. Chato e cansativo. (Pô, ainda tenho de escrever uma crítica com no mínimo 100 caracteres?)
Filme tem muitas qualidades, especialmente no aspecto técnico. A sensação de perturbação e incômodo é constante, e isso é bem interessante, pois essa sensação te faz imergir mais no filme.
Também se utiliza de muita simbologia e surrealismo, e quem viu outras obras do diretor sabe que é um padrão dos filmes dele. E justamente isso o torna muito confuso, meio sem pé nem cabeça, e bastante difícil de se assistir. Não entendi o final, e espero muito algum dia ler alguma critica que explique o final de uma forma condizente ao que as imagens retrataram, mas aparentemente o final não existe, cabendo a cada espectador estabelecer o final que deseja, e não simpatizo muito com esse tipo de trama.
É uma grande obra, mas bastante maçante e complexa (atribuo isso como críticas negativas, sob o olhar de quem vê o cinema como entretenimento também, e não somente arte).
Um dos filmes mais belos esteticamente de David Lynch, quase todos os takes formariam um exuberante quadro. Mas ao mesmo tempo, o filme que mais causa desconforto visual com as cenas mais grotescas possíveis.
Aliás, a obra é repugnante em diversos aspectos, menos tecnicamente, pois o cuidado que o diretor executa as cenas surrealistas, com muitos truques de câmera e efeitos práticos, somado com a irreverente trilha/efeitos sonoros, garante uma experiência memorável para quem assiste.
Seria perfeito se não fosse tão obscuro. Poucos conseguem extrair alguma mensagem, se é que o diretor quis passar alguma. Eu mesmo fiquei sem entender bulhufas quando o filme terminou. Somente após algumas pesquisas consegui estabelecer dois princípios:
1. A criatura humanóide das alavancas é Henry Spencer, como ele se vê. Dado o tom "surrealistic nightmare" que o filme tem, as feridas e bolhas que estampam a pele da criatura representam toda a carga negativa sobre o que personagem sobre si mesmo.
2. O mesmo se aplica ao bebê. O aspecto asqueroso da criatura são os sentimentos negativos que o Henry tem sobre o filho.
A partir daí, tudo o que acontece começa a fazer um pouco mais de sentido para mim.
Outra coisa que quando li, virou uma chave no meu entendimento, é uma entrevista em que David Lynch diz que sua filha Jennifer Lynch nasceu com os pés tortos e em Eraserhead ele tenta passar um pouco do medo da paternidade que sentiu. Novamente o exagero do mundo surrealístico macabro representando sentimentos negativos. É como se fosse um filtro, tudo que sentimentos que seja depreciativo ou degradante, se transforma em orgânismos pulsantes, com formas monstruosas e aterrorizantes.
Criar essa atmosfera onírica é de fato, um truque de mestre. Se arriscar em representar seus monstros internos através de uma câmera pode soar até pretensioso. Mas quando a capacidade técnica e a visão criativa trabalham em conjunto, não se pode esperar outro resultado além de uma obra inesquecível.
Um dos piores filmes que assisti na minha vida. Simbologia no filme é algo bom e pode ser bem explorado, mas no caso dessa obra, a simbologia se torna forçada e que causa um desprazer em assistir. Não vi o que o David Lynch quis com esse filme, mas deve ser o caso de uma proposta que só o diretor entende e ninguém mais. Filme ridículo! Não entendo como um lixo desse teve na época de seu lançamento 7 milhões de bilheteria com 10.000 de orçamento. Quem diz que é bom é quem quer pagar de Cult por entender a "simbologia microfísica" que o filme propõe, mas na verdade, não deve ter entendido absolutamente nada.
Um dos filmes mais loucos que vi na vida! Roteiro é bom, apesar de deixar a interpretação para o telespectador, diálogos poucos, mas bem explicáveis, parte técnica muito boa e direção formidável do mestre David Lynch. Aqui a sensação perturbadora é praticamente em todo filme, sendo também claustrofóbico. Um filme para vê coma cabeça boa.
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