O filme não tem uma trama cativante nem se quer criativa, acredito que deixou a desejar pela falta de explicações... Na Elysium se fala francês enquanto que na terra se fala espanhol. A atuação sempre perfeita de Matt Damon foi um dos poucos pontos positivos do filme, ainda que o roteiro seja ruim e o diretor pior ainda, Matt Damon consegue fazer com que o filme não seja um completa perda de tempo. outro ator que na sua estreia no cinema hollywoodiano deu um show de atuação foi nosso eterno "capitão Nascimento" Wagner Moura com uma atuação brilhante na pele do hacker conhecido como Spider. Quanto a Jodie Foster teve um representação medíocre o que para mim pessoalmente foi um espanto ja que sempre se espera dela atuações exemplares.
"Mais um filme gringo que não vale nem meia-entrada."
Esta anti-utopia pós-futurista padece dos mesmos males que afligem quase todos os filmes norte-americanos recentes. O primeiro e mais evidente é a sugestão existente no roteiro de que somente a classe dominante tem direito ou capacidade para agir de maneira coesa e organizada. A classe subalterna (compota de operários, subempregados e desempregados) não pode fazer isto ou é incapaz de resistir à opressão social coletivamente, precisando sempre ser redimida por um líder nato. Via de regra, o redentor procura satisfazer seus interesses egoístas e acaba se sacrificando em prol da comunidade ou da humanidade.
No fundo, como outros filmes de vários gêneros, Elysiun cumpre uma função perversa. Ele desvia a atenção do publico de soluções políticas e possíveis para o problema real que requer a atuação do protagonista (no caso de Elysiun a desigualdade social e a falta de assistência médica de qualidade para todos) alimentando o sonho de redenção miraculosa produzida pela ação solitária e desesperada de um herói. No final do filme a jornada dele é coroada de exito por causa de uma atitude exemplar de auto-sacrifício.
O crescimento do fundamentalismo cristão nos EUA parece ter provocado um fenômeno estético interessante. A fim de garantir público e obter lucro naquele país, a indústria do cinema passou a introduzir elementos cristianizantes nos roteiros dos filmes. É por isto que quase todos os heróis dos filmes norte-americanos produzidos nos últimos tempos são versões modernas de Jesus Cristo (mas sem a eloqüência e benevolência do personagem cristão). O protagonista de Elysiun não foge à regra. Como todos os neo-Cristos cinematográficos ele sabe brigar, atirar e matar. Sabe também morrer por uma causa nobre exatamente como aqueles que carregaram o "fardo do homem branco" * durante o século XIX.
As boas cenas de ação, computação gráfica de primeira e os notórios exageros conceituais não conseguem disfarçar as diversas idéias copiadas de outros filmes. De "Eu, Robô" (2004), Elysiun aproveitou o conceito de robôs perversos que se tornam bons após a reprogramação do sistema. As "máquinas de diagnostico e tratamento" são semelhantes a que existe em Prometheus (2012). A sociedade dividida entre opulência exagerada e miséria aviltante é uma síntese dos fenômenos que ocorrem em "O preço do amanhã" (2011) e no episódio "The Cloud Minders" da série Star Trek (1969). Um herói que se torna mais forte em razão de próteses mecânicas é um clichê presente em centenas de filmes anteriores e posteriores a série "The Six Million Dollar Man" (1974/1978). O armazenamento de dados no cérebro humano através de uma interface computadorizada presente em Elysiun é uma cópia evidente do péssimo filme "Johnny Mnemonic" (1995).
Não há nenhuma grande interpretação no filme. Os atores brasileiros Wagner Moura e Alice Braga interpretam seus personagens secundários com desenvoltura e profissionalismo. Mas são apenas novos rostos latino-americanos destinados a serem triturados pela velha industria cinematográfica norte-americana. Hollywood se transformou numa linha de montagem de irrelevâncias estéticas que concentra riqueza e renda numa ponta da sociedade à custa da ilusão vendida às massas empobrecidas "ad urbe et orbe" (e que se tornarão cada vez mais simplórias se continuarem assistindo filmes gringos).
Elysiun oscila entre a banalidade sociológica (os pobres são coitados, malandros e inúteis; os ricos são egoístas e perversos) e uma crença política básica e quase utópica nos EUA neste momento (todos teriam que ter assistência médica de qualidade). Os policiais e agentes de condicional são robôs brutais e insensíveis, como se o "casuísmo jurídico" luso-hispânico fosse melhor do que a aplicação de uma regra geral abstrata a todos de maneira indistinta.
Os personagens não tem qualquer profundidade. O herói Max parece ter um sério problema cognitivo, pois ele demora a entender o conteúdo moral da história infantil lhe contada por uma menina doente que precisa ser salva. Esta mesma história infantil será a principal ferramenta de sua conversão ideológica. O personagem Spider (representado por Wagner Moura) é um hacker manquitola chefão de gangue armada. Num momento ele lucra transportando pessoas para uma morte quase certa, no outro ajuda a destruir o sistema perverso que permite a separação social entre ricos e pobres. Frey (representada por Alice Braga) é uma mãe dedicada capaz de expressões faciais ternas e convincentes, nada mais.
O principal vilão da trama não é nem o personagem de Jodie Foster (Secretária Delacourt) nem o psicopata Kruger, apesar de ambos pretenderem controlar as informações armazenadas na cabeça de Max para dar um golpe de estado e comandar o paraíso. O vilão de Elysiun é o sistema de computador que gerencia tudo e todos na estação orbital.
Alterados os parâmetros do sistema o mal é derrotado sem que os ricos sejam hostilizados ou fisicamente eliminados. Portanto, Elysiun explora a famosa ilusão de uma revolução sem vitimas, tão cara ao modo norte-americano de fazer filmes que não levam a lugar algum (porque mantém os espectadores aferrados ao individualismo e ao conformismo político e social). Se o problema dos norte-americanos é assistência médica, seria bem mais proveitoso Matt Damon estrelar um bom documentário sobre os sistemas de saúde públicos em alguns países capitalistas desenvolvidos (Alemanha, Inglaterra, etc...) esclarecendo as lutas sociais que levaram às suas criações.
Resumindo, paguei 16 reais para ver um filme de merda. Se soubesse disto teria esperado a circulação de uma copia pirata nas ruas ou na internet.
Gente, que postou comentários de bom e excelente me desculpem, mas esse filme não vale nem meia entrada, o que salva são os efeitos especiais, esse roteiro sem pé nem cabeça, meu Deus.. Um lugar como elysium com a segurança que teve, acho que viajaram de verdade nessa historia!!!! Péssimo!!!
A nota e somente para o filme. Com roteiro fraco e previsível, a trama não convence. Quem viu o Distrito 9 vai se decepcionar... A exceção para a atuação impecável de Wagner Moura, que realmente comprovou ser um grande astro.
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