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Kamila A.
7.944 seguidores
816 críticas
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4,5
Enviada em 6 de abril de 2015
Baseado em um dos contos de fadas mais populares que existem, “Cinderela”, filme dirigido por Kenneth Branagh, nos apresenta a uma personagem que não é a típica heroína desse tipo de gênero, uma vez que a história dela é repleta de dor e de sofrimento até que seja alcançada a sua redenção final. Porém, o que chama a atenção em Cinderela (interpretada aqui por Lily James) é que ela, apesar de todas as experiências negativas pela qual passa, mantém a sua força e a sua fé diante da esperança de que dias melhores virão.
Essa atitude que ela adota é resultado de uma promessa que ela fez à sua mãe (Hayley Atwell), quando ela estava no seu leito de morte: “eu tenho que lhe contar um segredo que vai lhe ajudar durante todas as provas que a vida irá lhe oferecer. Tenha coragem e seja gentil”. E é assim, sendo corajosa e gentil, que Cinderela superará a morte de sua mãe; posteriormente a do seu pai (Ben Chaplin); e os maus tratos que passa a sofrer de sua madrasta (Cate Blanchett, numa performance deliciosa como a grande vilã do filme) e das suas irmãs (Sophie McShera e Holliday Grainger), que as tratam como se ela fosse a sua empregada e estivesse ali somente para servi-las.
Também sendo corajosa e gentil, Cinderela aguarda pacientemente pelo momento em que as coisas vão mudar para ela. E é aqui que entra o elemento “contos de fadas” dessa história. Quais seriam as chances de alguém como Cinderela, que vive reclusa dentro de uma casa, de conhecer alguém que significará para ela a chance do “felizes para sempre”? Pois é justamente isso que acontece quando os caminhos dela cruzam com o do príncipe (Richard Madden) do seu reino e, numa noite mágica, digna dos grandes romances, com a ajuda de uma Fada Madrinha (Helena Bonham Carter, irreconhecível) em um baile real, ela tem a chance de se transformar naquilo que ela sempre foi: uma linda menina, repleta de sonhos e planos que, um dia, ela espera realizar.
Para os corações mais duros, alguém como Cinderela é impossível de existir, afinal quem é que ainda consegue manter um espírito positivo diante de tanta provação? Mas, é justamente essa atitude dela que é inspiradora. A personagem é um exemplo muito positivo, pois, ao nos mostrar que a crença na coragem, nos valores, na bondade genuína e na gentileza de graça rendem seus frutos, passamos a crer que todos nós temos a chance de encontrar o nosso próprio sapatinho de cristal. E aí está a magia por trás do belo filme dirigido por Kenneth Branagh, que é mais um exemplar recente do novo caminho traçado pelos estúdios Disney, que, depois de tentarem modernizar as suas princesas (em filmes como “Encantada” e “Valente”), agora fazem o caminho contrário, reforçando valores que precisam ser reencontrados no mundo cínico em que vivemos.
Incrível. No começo pensei que esperava um pouco mais desse fabuloso conto de fadas, no entanto, me dei conta de que simplesmente esse roteiro esta sendo absolutamente fiel à história que conhecemos desde sempre, recriado em uma super produção, que está madura e não economizou em momento nenhum nos cenários, figurinos e todo o conjunto para gravação. Esse filme realmente está encantado. Sinto um pouco de falta de um tom mais agressivo e dramático, mas entendo que por ser um clássico, deve-se manter a linha original e perfeita de todo ilusionismo. Ousaria dizer que essa é a melhor versão já realizada.
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