Filme, num contexto geral, considerado bom, onde nos coloca (telespectadores) em posição de dúvida quanto à questão do certo e errado, moral e antimoral, crença e ceticismo, absolvição e condenação, dentre outros milhares de pressupostos, os quais, corriqueiramente, julgamos de uma maneira, porém ao vivenciar situações adversas, conjecturas e dogmas podem ser facilmente modificados.
Em termos abstratos, o diretor Denis Villeneuve se destaca com maestria nesta área filosófica do verdadeiro sentido entre o bem e o mal, deixando-nos em meio a várias perguntas como: até onde iríamos por nossa família? Quais atitudes são consideradas errôneas, se o objetivo maior é salvar vidas? Podemos ser julgados por nossas ações pecaminosas, mesmo que a eficácia seja de benevolência para todos?
Porém, ideologias a parte, o diretor deixa um pouco a desejar no quesito “enredo”. Mas como assim? Primeiramente, esta trama nos direciona a um lado investigativo, o qual é de fraca importância, uma vez que pistas, raciocínios e resoluções são extremamente turvas. Em segundo lugar, “Os Suspeitos” deixa-nos literalmente “de castigo” por 2h e 30mins sentados, apreensivos por táticas, ações e atitudes mais enfáticas em geral orientadas para um desfecho excepcional, o qual não ocorre. Em terceiro lugar, não consegui ver Hugh Jackman (eterno Wolverine) com boa atuação em um papel tão dramático, com isso não me passando comoção ou sensibilização. Continuando ainda nesta linha de atuação, Jake Gyllenhall também não me convenceu, onde protagonizou um investigador sem maiores “insights”, estratégias ou ambições.
Enfim, como já mencionado antes, em relação a um “olhar intangível” do conteúdo em geral, onde este longa nos coloca no limite do benévolo e do malévolo, considera-se uma excelente conjuntura auto reflexiva, assim como também pode ser visto em “Ameaça Terrorista”, o qual paralelamente trata de atitudes violentas moralmente incorretas, porém “aceitáveis” no ponto de vista beneficente a um bem maior. Todavia, não tão bom, no aspecto “desenrolar”, sendo ineficazmente comparado a adversos filmes de investigação policial (Millenium e Busca Implacável) ou no requisito drama por sequestro, como em “A Troca”; desta meneira podendo ser classificado como “assistível”, entretanto não “surpreendente”, perfazendo uma nota 3.