O Preço do Amanhã
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4,2
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193 Críticas do usuário

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Ricardo M.
Ricardo M.

13.444 seguidores 697 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 12 de março de 2019
Em um momento no futuro, a sociedade desenvolveu métodos para controle de natalidade nada ortodoxos. A vida possui um limite de 25 anos para todas as pessoas, cada minuto adicional precisa sem adquirido, tornando o tempo uma moeda de troca literal. Em meio a essa situação, Will Salas (Justin Timberlake) recebe uma volumosa doação de dezenas de anos para seu acervo temporal, colocando-o na mira da máfia local e dos guardiões do tempo, até que ele sequestra a filha de um poderoso magnata e planeja mudar os rumos da distribuição de renda/vida.

Conceitualmente o filme do diretor/roteirista Andrew Niccol é soberbo, trabalhando de uma maneira bem peculiar a ligação direta entre tempo, dinheiro e vida da sociedade moderna. Cada ligação telefônica, passagem de ônibus, alimentos, veículos, móveis entre outros possuem variações diretas para aquisição, criando um paralelo bem interessante entre o tipo de trabalho e a vida luxuosa que o tempo de vida permitirá... se quer viver bem, trabalhe muito e tenha mais "tempo" para usufruir dos seus ganhos.

Há muitas ponderações filosóficas embutidas no longa, algumas bem sutis, como a desferida pela personagem Sylvia (Amanda Seyfried): "os pobres morrem e os ricos não vivem", tecendo uma coerente analogia acerca das classes sociais. É claro que existem muitos outros que são absorvidos pelos mais atentos, mas a base sólida do contexto se perde um pouco na história com personagens nem tão interessantes assim, até mesmo pelo resultado bem morno do final. O PREÇO DO AMANHÃ é um filme bem interessante e oferece uma proposta de entretenimento reflexiva e crítica para os mais exigentes.
cinetenisverde
cinetenisverde

29.473 seguidores 1.122 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 16 de janeiro de 2017
A grande sacada do gênero de ficção-científica, tanto no cinema quanto na literatura, é conseguir discutir alguma questão da sociedade atual sob a ótica de um mundo fantasioso. Para isso, as pessoas são colocadas em situações em que normalmente não existiriam, mas que lembram ou simbolizam uma questão do mundo real, ainda que encoberto de uma aura futurista.
Rodrigo R.
Rodrigo R.

30 seguidores 73 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 7 de junho de 2018
Filme muito interessante com ótimas atuações. Nos faz pensar: "quanto vale o seu tempo ?". Recomendo assistir.
Fernanda Silveira
Fernanda Silveira

54 seguidores 117 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 15 de outubro de 2015
Um filme ótimo de ação que prende do começo ao fim.
Luis R.
Luis R.

24.054 seguidores 759 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 30 de agosto de 2018
Trama é interessante e bem desenvolvida,possui uma aventura com boas ideias e condução eficaz!!!!!!!
Adriano C.
Adriano C.

15 seguidores 31 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 27 de dezembro de 2014
O que você faria se vivesse num futuro onde seu tempo é sua vida?
Tem 24 horas de tempo...?? Então tem um dia de vida...a não ser que lute para sobreviver a cada momento...conseguindo mais tempo...dias...mêses...enquanto outros vivem eternamente sem se preocupar...
Assim é "O Preço do Amanhã"...uma grata surpresa...
Justin Timberlake empresta seu charme a um rapaz pobre inconformado com o sistema...que decide mudar o curso das coisas...e no meio de tiros, cenas frenéticas e emocionantes...conhece a linda Sílvia...vivida por uma Amanda Seyfried que está um deslumbre de peruca ruiva e figurinos graciosos.
Um amor meio clichê? Talvez...mas nem por isso o filme é ruim...
Vale o tempo em que se desdobra...90 minutos...
Michel B.
Michel B.

1 crítica Seguir usuário

3,5
Enviada em 28 de outubro de 2014
O filme é muito bom, apenas faltou mostrar de uma forma bem detalhada em que ponto da história humana, as pessoas passaram a ter contador em relação ao seu tempo de vida,e como as pessoas morriam, suas causas, tirando esses detalhes assistiria novamente.
Fernanda S.
Fernanda S.

20 seguidores 51 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 22 de agosto de 2014
É uma ideia interesse e original, assisti pelo sentido de capitalismo, o que para nós é dinheiro para eles é tempo. Gostei da atuação do Justin Timberlake, geralmente é ruim, mas nesse filme ele até está bem, a atuação média fica por conta da Amanda Senfriend
Osnir Sotério
Osnir Sotério

8 seguidores 25 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 10 de abril de 2014
Repense o filme substituindo a moeda de troca "tempo" por "dinheiro" e você irá perceber a fragilidade e os furos que o roteiro tem.
O protagonista é um rebelde que quer derrubar o sistema roubando dos ricos e dando aos pobres, esquecendo-se que os guardiões do tempo podem facilmente confiscar o tempo que ele deu indevidamente aos desfavorecidos.
O filme não faz referência à quem foi ou o que fazia o tão mencionado pai de Sallas, dando a entender que ele era apenas um rebelde como o filho.
A ideia é que o filme se passa no futuro, mas com aqueles carros e arquitetura?
O envelhecimento foi bloqueado aos 25 anos, mas as pessoas ainda podem morrer antes de terminar seu tempo, porém o filme não mostra nada em relação as doenças, elas deixaram de existir? E os animais, como ficaram?
A ideia de imortalidade e a troca da moeda "dinheiro" por "tempo de vida" entorpece faz esquecer que no fim a história não tem um propósito. Se você assistir de forma displicente pode até achar que é um grande filme, mas analisando de maneira mais detalhista perceberá a fragilidade do argumento.A sinopse vende bem o filme mas na execução fica devendo.
Cinetrix
Cinetrix

20 seguidores 55 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 12 de setembro de 2013
Algumas produções do diretor e roteirista Andew Niccol - “Gattaca”, “O show de Truman” e “O senhor das armas” - trazem discussões sobre a realidade e críticas sobre sistemas de poder que escondem seus reais interesses por trás de corrupções, desigualdades, regras sociais e burocracias. Em “O preço do amanhã”, seu novo filme, não é diferente e resgata mais uma vez esses interessantes debates, porém, infelizmente, os expõe de maneira rasa em uma ficção científica que traz o ‘tempo’ como fio condutor da trama.

Em um futuro próximo, o homem conseguiu se tornar imortal. Entretanto, a imortalidade custa caro e é um luxo para poucos. As pessoas crescem e vivem naturalmente até os 25 anos. Depois disso, elas não envelhecem, mas uma contagem regressiva para a morte é acionada e exposta em forma de relógio digital no antebraço esquerdo. A única maneira de continuar vivo é adquirir tempo de vida, seja recebendo salários, doações ou roubando. O problema é que tudo é pago com o tempo, o que faz dos protagonistas (Justin Timberlake e Amanda Seyfried) correrem contra ele para atingir seus objetivos: colapsar o sistema.

O tempo é o relógio da sobrevivência e, sobretudo, a moeda que sustenta uma economia capitalista inflacionada, responsável por divisões sociais fortemente demarcadas e por controlar os ‘menos favorecidos’ para evitar transtornos e superpopulação. Na primeira meia hora, Niccol desenvolve essa ideia de forma curiosa e atrativa, mas, aos poucos, parece que sua inspiração acaba e se rende a fórmulas aventurescas convencionais com soluções previsíveis que prejudicam a intelectualidade do filme.

Ao invés de seguir o estilo mais ‘cabeça’ para discutir a fundo o preço da vida eterna com base no consumismo e no capitalismo, o diretor opta por apresentar os assuntos de maneira superficial e tenta surpreender o espectador com reviravoltas subversivas que nos remetem a “Robin Hood” e “Bonnie & Clyde”. Por causa disso e, também, por ter um clímax rápido e inconvincente, o longa perde o tom poético de sua premissa e se deixa levar pelos cifrões do entretenimento.

Apesar da veia comercial, a produção não decepciona como cinema-pipoca. Andrew Niccol imprime ritmo ágil à película, insere bons diálogos (repletos de frases de efeito sobre o tempo) e conduz bem as perseguições gato-e-rato, ainda que algumas cenas de ação sejam tímidas. Esteticamente falando, o futurismo é discreto e realista de toques clássicos (como ‘novas roupagens’ nos figurinos e nos carros antigos) e apocalípticos, representado pela fotografia fria de tons esverdeados que valoriza locações degradadas.

Ainda que dê para refletir, sem esforço algum, na exposição de sua ‘pseudoproposta’ de criticar o sistema capitalista, “O preço do amanhã” tinha tudo para figurar na prateleira de cima da ficção científica, mas tem efeito efêmero por sua falta de profundidade.
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