Nawal, uma mulher moribunda do Oriente Médio que vive em Montreal, deixa cartas para seus filhos gêmeos para serem lidas quando ela falecer. Jeanne deve entregar a dela para o pai que nunca conheceu e Simon deve entregar a dele para o irmão que nunca soube que tinha. Os irmãos viajam para o Oriente Médio separados e vivenciam atos de brutalidade, descobrem uma história familiar surpreendente e têm revelações sobre si mesmos.
o filme é muito bom, apesar de ser de 2010 só agora que consegui assistir, mas me surpreendeu positivamente, mesmo sendo um pouco comprido mas a história chamou minha atenção, valeu a pena
Os melhores filmes, ou os que merecem revisitas mesmo depois de conhecermos o seu desfecho, geralmente são aqueles que permitem múltiplas interpretações e que conseguem impressionar pela sua engenhosa criação. Ou seja, ao mesmo tempo emocionam e possuem um prazer intelectual implícito em sua estrutura. Esse é sem dúvida o caso de Incêndios, que não apenas apresenta uma história arrebatadora do começo ao fim em seu nível emocional (personagens) como também permite análises em camadas mais racionais, sem com isso diminuir o impacto de sua história.
Indicado ao Oscar de melhor filme estrangeiro de 2011,Incendies marca também a porta de entrada para Denis Villeneuve crescer na indústria cinematográfica.O filme aborda dois gêmeos que após a morte da mãe recebem uma carta que a mãe escreveu antes de falecer,nela eles descobrem que seu pai que eles acreditavam estar morto,na verdade está vivo e que eles tem um irmão também,eles então parte em busca do encontro com o pai e o irmão tendo que passar pelo passado da mãe.Uma história que de início parece simples,mas é bem mais que isso,o roteiro escrito também pelo Denis explora o passado da mãe na medida que os irmãos descobrem seu passado,criando assim um senso de descoberta não só entre os personagens quanto pelo público em s,os flashes são sensacionais,nele vemos o sofrimento na guerra do Oriente médio e o quanto a mãe dos gêmeos sofreu,nele temos uma dúvida frequente para descobrir quem são essas pessoas ao qual elas procuram e é aí onde temos o grande momento do filme que eu não pretendo ir a fundo para não estragar a surpresa,mas certamente é de extremo impacto.As atuações são boas,nenhuma se sobressai tanto da outra mantendo um bom nível de atuação.Incedies é um filme impactante,sua maior virtude éseu incrível roteiro que é elevado pela ótima direção de um dos melhores diretores da atualidade.
Um filme implacável, não há como não se emocionar com esse drama, que nos faz mergulhar na vida da sofrida Nawal Marwan, através de seus filhos que vão em busca do passado e pouco a pouco vão descobrindo a cruel realidade que aconteceu na Palestina, o início da história deles, final chocante, adorei o filme. É diferenciado!
O maior plot twist da história. E que história, que peso, que força, quanto ódio disfarçado de idolatria .... que peso, que vida, que existência... filmaço.
Incêndios (2010), dirigido por Denis Villeneuve, é um drama canadense poderoso que explora as cicatrizes da guerra e do sectarismo. A história começa com a morte de Nawal Marwan (Lubna Azabal), que deixa instruções incomuns para seus filhos gêmeos, Jeanne (Mélissa Désormeaux-Poulin) e Simon (Maxim Gaudette), levando-os a uma jornada para desvendar um passado devastador.
Alternando entre presente e flashbacks, o filme revela o doloroso histórico de Nawal, que, ainda jovem, deu à luz um filho fora do casamento, desencadeando eventos que impactam gerações. Lubna Azabal entrega uma atuação intensa e marcante, enquanto Désormeaux-Poulin também se destaca como Jeanne, a filha que guia boa parte da narrativa.
Mais do que resolver um mistério, Incêndios é uma reflexão sombria sobre os traumas causados pela guerra. Sem oferecer alívio emocional, exceto por uma breve cena de ternura, o filme é uma experiência densa e difícil, mas profundamente impactante. Denis Villeneuve constrói uma narrativa que, apesar de sua dureza, é impossível de ignorar. Um retrato visceral das feridas deixadas pela violência. Incêndios é uma obra visceral e inesquecível, que combina direção magistral e atuações intensas para explorar de forma devastadora os traumas humanos deixados pela guerra.
Incêndio contem aquele roteiro fatal e misterioso. Ele caminha sem medo de revelar a verdade, sem medo de atirar no escuro. Vai devorando, arrancando duvidas, implantado verdades, preenchendo vazios. Ele contem uma trilha sonora simples, mas que emociona nas partes mais delicadas. Caminhando calmamente, sem deixar o tédio tomar conta dos minutos. Fazendo cada cena ser explosivamente fantástica, por mais simples que ela seja. Um mistério encorajador perplexo de amor e promessas. Incêndio é um tipo de filme forte e delicado, onde cada passo dado é uma pista. Cada olhar desviado e uma perda de vida. Ele vai nos devorando lentamente. Queimando nosso mundo, nos deixando em chamas. Por mais fatal que seja o seu roteiro, a direção de artes aliviar o seu mundo. A fotografia protege o nosso corpo. Sua trilha sonora faz brotar um amor extremamente forte. Forte o bastante para tornar um mundo devastado pela guerra em mistério intrigante. No fim, apenas as cinzas revelam a verdade.
"LA FEMME QUI CHANTE" Preparados ao combate, bombardeados seguimos e em chamas morremos. Só então das cinzas nos revelamos.
Uma filha vai comprir o testamento de sua mãe e para isso precisa ir atrás de seu pai e de seu irmão, ambos desconhecidos para ela, numa viagem ao Líbano. Essa viagem trará luz a história de sua mãe e também da história da região. O enredo simbólico com os conflitos do país é enriquecido por uma direção habilidosa, um roteiro muito bem articulado, um uso extremamente inteligente de trilha sonora e um elenco comprometido, em especial, a atriz que faz o papel da mãe; a fabulosa Lubna Azabal. O filme foi indicado ao Oscar de filme estrangeiro.
Sem palavras para descrever o que foi esse filme. Ao terminar fiquei em estado de choque, nunca um filme mexeu fisicamente comigo, em um momento do filme senti um calafrio intenso. Impactante e muito, nada até hoje parecido, apenas assistindo para saber.
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