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Igor C.
18 seguidores
451 críticas
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1,0
Enviada em 22 de janeiro de 2026
A premissa do filme é boa e parte de um drama com potencial, mas a execução deixa bastante a desejar. Talvez pela expectativa criada, a experiência acabou sendo frustrante: o desenvolvimento é mal conduzido, o ritmo é cansativo e a narrativa não consegue extrair a força emocional que a história prometia.
"My Own Private Idaho", vou denominá-lo com o nome em inglês, já que em português foi feita uma simplificação desncecessária. É uma obra cinematográfica marcante que mergulha profundamente na jornada emocional e espiritual de seus personagens. Dirigido por Gus Van Sant e lançado em 1991, o filme oferece uma narrativa poética e introspectiva que cativa o público desde o primeiro momento. A trama segue a jornada de dois jovens marginalizados, Mike e Scott, interpretados por River Phoenix e Keanu Reeves, respectivamente, enquanto eles viajam pelas estradas dos Estados Unidos em busca de amor, pertencimento e significado. O filme aborda temas complexos como identidade, sexualidade e família de uma maneira sensível e autêntica, mergulhando nas lutas internas e externas enfrentadas pelos personagens.
As performances dos protagonistas são verdadeiramente magnéticas, com River Phoenix entregando uma interpretação especialmente marcante como o atormentado Mike. Sua presença na tela é hipnotizante, e sua vulnerabilidade e profundidade emocional tornam impossível não se conectar com sua jornada. Além disso, "My Own Private Idaho" é visualmente deslumbrante, com uma cinematografia impressionante que captura a beleza e a melancolia das paisagens americanas. A trilha sonora evocativa e a direção de arte cuidadosamente elaborada complementam perfeitamente a atmosfera do filme, adicionando uma camada adicional de profundidade e emoção à narrativa. No entanto, apesar de suas muitas qualidades, o filme pode parecer lento ou fragmentado para alguns espectadores, especialmente aqueles que estão mais acostumados com narrativas convencionais. A abordagem não linear da história e o estilo artístico de Van Sant podem não ser do agrado de todos, e alguns podem achar a experiência cinematográfica um tanto quanto desafiadora.
pra quem gosta de filmes sujos e honestos, esta é uma otima pedida. keanu reeves com rostinho de bebê, direção um tanto quanto magnífica. gus van sant. tudo bem, sou um pouco suspeito para falar dele. adoro este diretor e quase tudo o que ele faz. o filme se desenrola em ambientes familiares caóticos, um jovem (River Phoenix) perambula pelos subúrbios americanos em busca de sua mãe, ganha dinheiro se prostituindo com homens, sim, ele é gay, assim como seu "melhor amigo" (keanu) também. o personagem de keanu vive no bem-bom, instalado numa mansao e bancado por um suposto pai. na verdade, seu pai biológico mora nas ruas e é uma figura paterna para todos os jovens que desejam viver como ele. a vida se incumbe de aproximá-los novamente. keanu decide ajudar seu amigo a encontrar sua mãe, desprendendo-se assim, de todas suas mordomias. ele relembra o tempo em que vivia nas ruas, era dificil, mas sentiu saudade daquela estranha e irrecuperável liberdade. apenas uma moto e alguns trocados no bolso, dois jovens partindo sem um rumo aparente em busca de uma pessoa que talvez nem mais exista. o ambiente consegue ser simultaneamente comico e denso. mulheres, gays, bebidas, brigas, roubos e drogas envolvidas. trata-se de gus van sant. de portland a roma, nosso personagem dorme num aviao e acorda nas ruas, o mesmo possui um raro disturbio emocional no qual desmaia perante situações e lembranças fervorosas, nunca se sabe onde e como ele poderá sucumbir/despertar. as ruas revelam gente mais interessante do que aquelas que possuem a tal soberba "estabilidade". a escuridão é o dia ensolarado desse povo e jamais se tem noção do que acontecerá daqui a cinco minutos. my own private idaho é mais que um filme, uma opção de vida.
Tem sempre um toque muito forte de seu estilo nos filmes de Gus Van Sant, e aqui, bem no início da carreira desse mestre do Cinema não é muito diferente. As cenas de sexo, construídas, todas, de forma "artística" são um belo exemplo disso. De modo com que ele não quisesse que o foco do filme fosse esse. Está falando de garotos de programa, de meninos transgressores - ou transgredidos -, mas o destaque aqui é pra outra coisa: os conflitos, a história de cada um e a descoberta do "ser assim".
River Phoenix entrega sua melhor atuação, ele é o personagem. E Keanu Reeves, surpreendentemente, está muito bem. O que faz o filme bom é essa abordagem quase que triste, melancólica mesmo, sobre a vida desses dois amigos. E não poderia haver um desfecho mais condizente com o desenvolvimento. Filmaço.
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