Histórias Cruzadas
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4,6
3617 notas

203 Críticas do usuário

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Luiz Cappellano
Luiz Cappellano

62 seguidores 103 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 13 de julho de 2016
Este filme deveria ser assistido após "A Cor púrpura" (EUA, Steven Spielberg, 1985) pois é quase a sequência natural do mesmo, já que narra os desdobramentos do verdadeiro "apartheid" que se processou no sudeste dos Estados Unidos após a grande depressão. Se Spielberg nos mostra negros que conseguem se tornar pequenos proprietários na virada do século, Tate Taylor nos apresenta mulheres negras, despossuídas, vulneráveis e exploradas, a quem só resta serem expregadas domésticas, quase escravas, nas casas dos brancos. Paradoxalmente, no mesmo momento em que o Reverendo Martin Luther King Jr. realiza a sua marcha em prol dos direitos civis dos negros, as patroas de Jackson constroem banheiros improvisados de madeira nos quintais para as serviçais e as proibem de utilizarem a mesma louça e talheres que os brancos utilizam. Na exata proporção em que os avanços acontecem em Washington, no sudeste do país, atrasado e patriarcal, há um recrudescimento da discriminação e preconceito racial. Conforme a terceira lei de Newton, a toda ação corresponde uma reação. A aliança entre "Skeeter" e as empregadas negras, no sentido do projeto comum da construção do livro (o qual, metaforicamente, redime e empodera todas elas) é a excessão que confirma a regra, já que as suas amigas brancas são tão autoritárias para com as empregadas domésticas quanto as avós haviam sido para com as escravas. Aibileen é o exemplo da empregada negra que se dedica a criar crianças brancas, enquanto seu próprio filho foi morto pelos reacionários, representados muito especialmente por Hilly Holbrook, a detentora das verdades, da moralidade e da tradição: vem daí a condenação da "nova rica" Celia Foote, tida por ela como sendo uma "caipirona". Ela se arvora juiz, juri e tribunal das amigas e sua prole, algoz da própria mãe (a quem interna num asilo simplesmente porque zombou dela) e especialmente de todas as negras que cruzam o seu caminho. Em âmbito local, o filme pode muito bem ser comparado com "Que horas ela volta?" (Brasil, Anna Muylaert, 2015), também ambientado no sudeste, apenas que no sudeste brasileiro. Tal como no exemplo em pauta, também este filme nos apresenta um corolário da maneira pela qual os hábitos arraigados das sociedades escravocratas conseguem se perpetuar sub-repticiamente sob a capa da "modernidade" aparente.
AndréIsaque
AndréIsaque

17 seguidores 62 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 8 de maio de 2016
As espetaculares histórias de mulheres negras, que dedicam suas vidas trabalhando na casa de patrões, cuidam de crianças brancas e ao crescerem desprezam o ensinamento recebido e contribuem para o aumento da segregação. O filme é fabuloso ao abordar o ponto de vista dessas mulheres, quando Skeeter, Emma Stone, da a possibilidade de serem ouvidas, as histórias de dramas, suparações, engraçadas, encantam a todos, até os mais preconceituosa. Pessoas que sempre ficaram em segundo plano, agora se tornem protagonistas
William D.
William D.

33 seguidores 63 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 18 de setembro de 2014
História comovente e que nos faz muito refletir sobre as mazelas da sociedade e distinções sociais. Por ser baseada em um livro, poderia se esperar grandes erros na adaptação, mas mesmo sem ter lido a obra original, posso constatar que alguns detalhes principais foram permanecidos, já que o filme não se utiliza de artifícios alguns para apelar no sentimentalismo que acompanha muitos dramas e histórias baseadas. Sem toda esta maquiagem e exageros cinematográficos, a história crua ganha beleza em seu ideal, na sua mensagem que é tão conhecida no mundo atual, mas tão fracamente lembrada.
Com sua beleza original tomando conta da telona, Histórias Cruzadas nos apresenta a vida de uma sociedade decadente, em especial o dilema de muitas mulheres negras empregadas dos brancos. Com um toque de simpatia, e uma pitada de integridade, conhecemos grandes personagens vividas por ótimos atores. A música é apenas um adereço, assim como a fotografia, fortalecendo os detalhes que compõe a integridade da história e da época contada.
Sem se importar com ganhar ou perder, o retratamento da realidade é um ponto alto do contexto do filme e da realidade dos personagens
Que, assim como Skeeter, possamos ter a coragem de nos permitir ouvir mais nossa sociedade, sejam eles quem forem, doa ou não em nossa própria realidade.
Ronaldo B.
Ronaldo B.

456 seguidores 232 críticas Seguir usuário

2,5
Enviada em 20 de junho de 2012
médio, gostei um pouco por mostra bem a realidade e tal. filme de oscar sempre são chatos...
Camila Reis
Camila Reis

64 seguidores 103 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 24 de fevereiro de 2014
Em meio a inúmeros longas destinados a retratar somente o racismo na sociedade estadunidense, “Histórias cruzadas” ultrapassa os limites impostos por paredes e mostra a situação vivida por empregadas negras que criavam os filhos da elite branca, focando, mais especificamente, na separação de banheiros para as diferentes etnias – para “evitar doenças”. Motivada pela opinião contrária a tal atitude e pela experiência própria, no caso, em sua criação, Skeeter (Emma Stone) decide escrever sobre o que acham as domésticas em relação ao tratamento recebido por elas. No início, há resistência em contribuir, mas, à medida que acontecem fatos absurdos, a adesão aumenta. O filme é bastante emocionante, spoiler: principalmente nas cenas das demissões de Constantine (Cicely Tyson) e Aibileen (Viola Davis) – chorei em ambas –,
contudo poderia ter sido bem mais profundo, tanto no preconceito exalado pela sociedade, que foi bem representado apenas no início, quanto na produção e repercussão do livro “The Help” (traduzido como “A resposta”), temática central da trama. Entretanto, sem dúvida, as indicações a importantes prêmios, como Oscar e Globo de Ouro, tiveram razão para acontecer.
Fagner R.
Fagner R.

11 seguidores 16 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 25 de dezembro de 2014
Filme muito bom! perfeito! História emocionante, me prendeu do início ao fim. Trilha sonora muito boa. Esse é um daqueles pra ver acompanhado ou sozinho! Recomendo!
Paulo C.
Paulo C.

14 seguidores 63 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 14 de agosto de 2018
Um filme lindo, que retrata o preconceito racial de uma forma delicada, que chega a nos chocar e emocionar. Um grupo de atores super competentes, que estão perfeito em seus papeis. Viola Davis faz nos sentir empatia pelo personagem dela apenas com o olhar, a atuação dela é magnifica. O filme é belíssimo, a direção de arte, onde as cores são sempre muito bem distribuídas, com verdes em muitos momentos bem sutis. A fotografia também rouba muita atenção, os figurinos, a ambientação que ficou muito boa. É um filme delicado, suave, emocionante e divertido, com uma abordagem sobre o preconceito racial de forma até diferente, fazendo assim um filme com uma história fora dos padrões quando falamos em filme com a mesma temática. E o filme consegue passar àquilo que ele quer, consegue nos fazer refletir, e nos causar aquele incomodo ao pensar o quanto deve ser triste ser oprimido, detestado e enxergado pelos outros como um vírus na sociedade, a falta de oportunidades e tendo uma vida sem escolhas. O filme consegue refletir tudo isso de uma forma bem sutil, e isso que diferencia ele dos outros.
Alan
Alan

16 seguidores 360 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 17 de abril de 2023
Bom drama, trata de temas sensíveis à sociedade na primeira metade do século XX, o racismo, especialmente contra empregadas domésticas, pressão para mulher se casar etc., debates que ainda são atuais.
Victor B.
Victor B.

12 seguidores 7 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 23 de julho de 2014
Embora tenha seu tema mais do que batido sobre racismo e as vezes peque em contínuas cenas de sentimentalismo, Histórias Cruzadas tem um humor deslumbrante, atuações incontestáveis e uma história nem um pouco apelativa no que se diz respeito ao racismo, tanto que, ao final do filme, os comentários sobre este assunto são raros. Apesar de longo, é rápido, gosto de se assistir graças a sua história cativante e suas atuações imperdíveis. A sua bilheteria surpreendente não foi mais que merecida.
Vilmar O.
Vilmar O.

2.033 seguidores 357 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 20 de dezembro de 2015
Top filme de preconceito racial e social. A bestialidade do ser humano não tem limites. Pra completar assistam Orgulho e Preconceito, e Expresso do Amanhã.
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