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McNeryb
1 crítica
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5,0
Enviada em 11 de abril de 2024
Somente quem não conhece de fato a história e o enredo do filme poderia fazer críticas totalmente sem noção e sem nexo, o filme atendeu exatamente a proposta, e eu sei muito bem porque uma turma por aí não gostou, além de não terem entendido o objetivo do filme como história fictícia baseada no livro mais amado e odiado do mundo, onde há história de um mundo perdido em erros da humanidade desde o começo, quanto mostra o mal enrustido nas aparências de alguns humanos deformados pelo seu mau caráter, e um prometido e proibido "messias, oriundos da família nobre do Duque Atraídes, e que seu filho ao se envolver com o povo "Fremen" através de uma jovem, ele seria reconhecido como o salvador" do planeta que tem a água como símbolo de vida, exatamente como no livro odiado e amado por muitos, não obstante a raça Arrakis governado pelo terrível mau caráter denominado "Barão", que tem por costumes beber o sangue de animais e do próprio povo como no primeiro filme da série, um símbolo do mal em si mesmo. Em resumo, o filme passa muito bem de forma ASSERTIVA a condição da humanidade desde a sua origem bem como a luta entre o bem e o mal pelos que de forma deformados se embatem uns contra os outros. E pra consolidar o autor colocou uma "especiaria" que tem como premissa, manter a vida nos planetas, o que nada mais é do que o esterco das minhocas gigantes, os "Vermes" de Arrakis, pelo qual se alimentam e buscam o domínio. Em suma, a humanidade e seu verme interior buscando sobreviver e dominar.
Talvez eu tenha que ler o livro porque a história não é bem desenvolvida e o filme não prende a atenção e é bem provável que vc não assista até o fim. Por exemplo o coringa quando acaba vc fala putz acabou, SW: o despertar da força acaba e agente pensa vamos aguardar o próximo. Esse filme vc vai se perguntar oq eu tô assistindo tipo esquadrão suicida que o primeiro é péssimo mas o segundo é ruim.
Muito investimento em efeitos especiais, pouco na inteligência do roteiro. Com muito esforço se pode pegar um pedacinho de uma fala para ter o que refletir, os outros 218 min são apenas ação e efeitos visuais, entretenimento, não cultura. Dá dó de ver tanto dinheiro movido, tantos efeitos criados, para produzir quase nenhuma reflexão.
A obra é uma enorme abreviação do trabalho de Frank Herbert, conquanto não seja, a meu ver, um completo fracasso. Para conseguir contar a história com coesão sem que os detalhes fosse ocultados para o grande público, o diretor foi forçado pelo estúdio a utilizar uma narração em off no início e, provavelmente, também foi obrigado a lançar mão de uma torrente de diálogos expositivos que inflam a obra. Apesar das falhas, como obra em si, é um filme com ritmo dinâmico, história intrigante e com um fim fechado, além de prender o cinéfilo de carteirinha, que não se incomoda com os efeitos especiais datados porque respeita o cinema da época. Na verdade, Star Wars foi apenas um pouco mais sortudo ao figurar como uma ficção épica, embora o primeiro filme contenha uma das piores e mais mal-ensaidas cenas de luta (a de Obi-Wan Kenobi contra o Darth Vader) e, ainda assim, não se possa afirmar que Star Wars seja uma obra ruim, apenas presa na década de setenta. Eu gostei de Duna, embora ache que o diretor David Lynch esteja completamente fora de seu nicho aqui. Seus primeiros filmes possuem o tom surreal, hermético e aterrorizante a, aqui, apresenta-se em um tom palatável, apesar de psicodélico, e o fim não tem absolutamente nada de lynchiano, com suas cenas finais fora do contexto que foi estabelecido, como em Veludo Azul, A Estrada Perdida e Twin Peaks. Este é um filme de Lynch e do estúdio. O próprio diretor nega seus créditos pelo mesmo.
O filme é muito bem ambientado; desenvolvendo bem o contexto e as relações existentes neste mundo fictício; no entanto faltou desenvolver bem os personagens, com cenas e diálogos melhores; os efeitos sonoros e visuais são excelentes dando uma impressão de filme que já existia a muito tempo e ao mesmo tempo sendo um filme novo.
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