Este filme protagonizado por Owen, tem um assunto bastante interessante em relação aos tempos atuais: a pedofilia invasiva através dos canais virtuais. O filme estranhamente foi proibido nos Estados Unidos, visto que não há nada que justifique esta censura. As atuações são contidas, mas o filme tem o seu ponto forte na constituição familiar liderado pela Direção de David Schwimmer, que investe na inocência e sensação de esperteza da protagonista, que logo se transforma no conflito que permeia a trama. Um alerta para várias famílias e principalmente destinado a qualquer adolescente que tenta conquistar a sua maturidade ou auto afirmação sem sondar a natureza de suas escolhas e como o próprio nome entrega: confiando a sua emancipação na construção de suas relações interpessoais como um passaporte para conquistar a fase adulta. Liana Liberato brilha no papel da menina inexperiente que é pivô de todo o conflito que tece a essência de toda a trama. Um bom filme!
O que chama a atenção em “Confiar” é o seu tema atual (pedofilia ocasionada por ações na internet) e a assertividade na aplicação da premissa no drama familiar ao invés de investir em clichês de suspense. O assunto é tratado de forma pouco convencional e o tom de denúncia perturba o expectador pela falta de controle das mídias online e pela atitude provocativa da vítima que faz sua família ir do ‘céu ao inferno’ com a indigesta situação em que se envolve. O roteiro desenvolve bem as críticas, principalmente no que diz respeito a falta de comunicação entre pais e filhos e ao comportamento da sociedade perante ao ocorrido. Enfim, “Confiar” é intenso, reflexivo e com boas atuações de Clive Owen e Liana Liberato.
Ainda não decidi se gostei ou odiei o final... O fato de mostrarem o estuprador livre, leve, solto, casado e com filhos, por um lado decepciona o telespectador que gostaria mesmo é de vê-lo agonizando até a morte ou no mínimo atrás das grades... Mas por outro lado, mostra que qualquer pai de família pode ser um monstro... Porém, mesmo indecisa com o final não posso negar que o enredo é ótimo; as atuações, espetaculares e a história muito bem contada!
Acho que todos os pais devem assistir esse filme. Pois relata história sobre pedofilia, e de como nós devemos usar a internet com sabedoria.E apesar de contar sobre uma moça, esse aprendizado pode-se se aplicar para todo mundo em geral. Bom filme!
O enredo é muito bom,a historia muito interessante,mas pelo final que deixou a desejar me arrependo de ver o filme todo,porque você cria tanta expectativa e no final um grande fiasco
Muito bom...Esse filme mostra a realidade de varios jovens.A internet e uma arma muito perigosa. Recomendo esse filme para essas pessoas que aceitam pedidos de pessoas desconhecidas
Gostei do final,spoiler: mostra que estupradores e pedófilos podem ser qualquer pessoa. Desconstrói o esteriótipo de que quem comete esses crimes. . Gostei muito do filme!
Este é um filme atípico de drama... Oque nos prende a tela, não são as cenas de ação, aventura, efeitos especiais, e outros pontos marcantes nos outros filmes. Oque nos fita a estória é o assunto muito bem contado e alertado neste filme. Com tema atual, pois vemos casos e mais casos de pessoas que se encantam com as ilusões que muita vezes a internet proporciona. Nos mostra também o sofrimento de uma família quando violada por violência. Muito bem contando e atuado pelos atores. Recomendo aos pais que tem filhas e filhos crianças e adolescentes, se possível até assistir junto dos filhos adolescentes.
Nesse ano, ao menos, nenhum título foi tão apropriado como o desse filme. Confiar fala exatamente disso, confiança, sobre decidir ou não seus limites, e no meio dessa discussão,o longa acaba se tornando um drama familiar complexo por meio do pai obsessivo com a situação da filha, e sua oposição à não-aceitação da garota acerca do que realmente ocorreu com ela. O filme é de uma sensibilidade tremenda, e totalmente verossímil, ele consegue transpor a história, envolver o telespectador e ligar todos esses pontos, que poderiam facilmente cair em pieguice, de uma forma magistral. Além de tocar em um assunto BEM polêmico com uma prudência que é até bonito de se ver.
E isso, somado aos aspectos técnicos do filme também serem totalmente competentes. Já sou fã do velho Ross como diretor! O roteiro, nem se fala, bem construído. E também gostei muito da trilha, ainda que quase nula, mas que pontua momentos cruciais no filme.
Não há o que falar das atuações, essa menina Liana Liberato DÁ UM SHOW, me arrepiei com ela, na cena em que transtornada, depois de finalmente perceber que havia sido estuprada de verdade, chora nos braços da psicóloga (brilhantemente interpretada por Viola Davis, que é mestra em abismar com poucos segundos em tela), que diante da hostilidade do pai e da impotência até então da mãe, seria seu único ombro amigo no momento.
Também não tem como reclamar da atuação do Clive Owen, e apesar de não ser surpresa (ele sempre foi bom), empresta um tom característico ao pai a medida que vai se tornando um cara "louco" por descobrir quem violou a filha, e assim, preso em sua certeza, não tendo a capacidade percebendo que ela o fez porque quis. Não reclamaria se ele recebesse uma indicação da Academia, sei lá, pra Ator Coadjuvante.
Enfim, mais um ótimo filme nesse ano (que tá muito bom, de fato) e recomendadíssimo.
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