Foi genial como as coisas foram feitas, é um filme tão curto mas com tanta coisa para refletirmos e discutir.
Não é só um filme de boneca, mostra qual o papel que ela influencia e influenciou na auto estima das meninas, principalmente às que cresceram entre os anos 60 a 2000, os papéis invertidos onde as mulheres dominam tudo e os homens são considerados nada, o papel do Ken foi muito importante no filme também, porque ele foi um que questionou o sistema, e como um mundo sem igualdade pode te transformar tanto de formas boas quanto ruins. Mostra o quanto as mulheres precisam realmente se unir contra o patriarcado ao invés de se rivalizarem, sobre você ir em busca de quem você realmente quer ser (e isso sempre foi o verdadeiro papel da Barbie), sobre o consumismo, e isso a Mattel foi bem representada, achei ousado as piadas sobre como a Mattel lida com a Barbie como um produto, e também faz um paralelo sobre como os homens discutem algo que tecnicamente é direcionado às mulheres, sem dar voz a uma mulher pra ela falar por si mesma ou dar ideias sobre algo que é direcionado para ela, fala sobre relações familiares, a Glória representou a mulher que cresceu com a Barbie e como ela foi influenciada por ela e o papel da mulher dentro da sociedade machista, a geração que é tão nostálgica, a filha representa a atual geração que não liga tanto para brinquedos e como os adolescentes não dão tanto ouvido aos adultos quanto deveriam.
Um soco no estômago quando vamos falar de questões existencialistas, uma linda homenagem a história da Barbie e da Ruth Handler de forma geral.
O significado do Ken, que ele não apenas é um acessório da Barbie, ele tem sua própria independência, fazendo paralelo com o papel da mulher na sociedade, não tendo que ser sombra de um homem.
Legal que até as Barbies que causaram polêmica pra Mattel tiveram o lugar delas no filme.
Os temas ficaram muito bem encaixados e muito inteligente como foi colocado, algumas coisas de forma leve e outras de forma mais como um soco no peito, porque o filme não é só sobre quem a Barbie é ou quem ela quer ser, é sobre o papel do homem e do patriarcado dentro da sociedade, os papéis invertidos em Barbieland no caso sobre igualdade de gênero, é um filme sobre consumismo, é uma crítica sobre a busca da perfeição das mulheres, um filme sobre a pressão da vida e do mundo real, sobre lutas e você não se acomodar com nada na sua vida, nem com o que é "bom" ou "perfeito", sobre existencialismo, e uma clara homenagem a história da Barbie.